Vacinação

22/01/2022 14:10h

1,8 milhão de pessoas da região podem tomar a dose de reforço ainda este mês

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O Ministério da Saúde realizou neste sábado (22) em Manaus, no Amazonas, uma ação para estimular a vacinação contra a Covid-19 na região Norte do Brasil. A cidade foi afetada pela pandemia do novo coronavírus entre março e junho de 2020, quando corpos chegaram a ser enterrados em valas coletivas, e 2021 quando novamente o sistema hospitalar e funerário da cidade colapsaram.

Manaus tem hoje 75,07% da população vacinada com a primeira dose, 64,79% com a segunda dose, e apenas 17,78% com a terceira dose.

Segundo o ministério, a população do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins conta com cerca de 15 milhões de pessoas acima de 12 anos aptas a receberem a vacina. De acordo com a pasta, aproximadamente 1,8 milhão de pessoas da região podem tomar a dose de reforço ainda neste mês.

Em Manaus, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reforçou a importância da segunda dose e da dose de esforço para evitar sintomas mais graves da doença, principalmente em áreas de difícil acesso, como é o caso da região que em muitos municípios só se chega de avião ou barco. 

“A região Norte tem muitos desafios, áreas remotas que só se tem acesso de avião. Aqueles que vocês conhecem, os chamem para tomar a vacina a primeira dose, a segunda dose e a dose de reforço.”

Queiroga também destacou a importância da testagem, que depois de feita é que se torna possível acompanhar as tais evoluções da pandemia de forma preventiva. 

As autoridades sanitárias recomendam que as pessoas com mais de 18 anos de idade que receberam as vacinas da Pfizer, AstraZeneca e CoronaVac tomem uma dose de reforço quatro meses após a última dose do esquema vacinal primário. A vacina a ser utilizada para a dose de reforço deve ser, preferencialmente, da plataforma de RNA mensageiro (Pfizer/Wyeth). Na falta deste imunizante, podem ser usadas as vacinas de vetor viral (Janssen ou AstraZeneca), independentemente do esquema vacinal primário.

Enquanto o ministro da Saúde esteve em Manaus, os secretários nacionais de Saúde que estavam representando a pasta, visitaram outras seis capitais.

Vacinas distribuídas

De acordo com o ministro da Saúde,Marcelo Queiroga, já são mais de 400 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 distribuídas para aplicação por estados, municípios e o Distrito Federal. 

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18/01/2022 18:30h

Especialista esclarece que imunizante não interfere nos resultado do exame

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Nesta terça-feira (18) 137.103 pessoas se infectaram com o coronavírus, totalizando 23.211.894 contaminados com a Covid-19 desde o início da pandemia. Marcelo Ferreira, morador de Brasília de 48 anos, faz parte dessa estatística. O que ele não esperava é que os sintomas fossem aparecer um dia após tomar a terceira dose da vacina da Covid-19.

“Eu tomei a vacina em um dia. No dia seguinte comecei a ter sintomas. Eu imaginei que fosse reação a vacina. Só que os dias foram passando e os sintomas não. E isso me fez desconfiar que poderia ser Covid-19. Eu fiz o exame e realmente se constatou que é Covid-19”, conta.

O pesquisador da Fiocruz Brasília, Sergio Nishioka, explica que nesse caso, o paciente já estava infectado antes de tomar a vacina, porém estava assintomático. Além disso, a vacina não altera o resultado do exame.

“Nesses casos, [a pessoa] pode fazer o teste e o fato dela ter sido vacinada poucos dias antes não afeta o resultado do exame. Se a pessoa testar positivo, a explicação provável é de que ela vacinou quando já tinha sido exposta ao vírus e ainda não tinha sintomas. Ou seja, estava no período de incubação da doença. O teste não fica positivo pelo fato de a pessoa ter sido vacinada.”

A afirmativa vale para os testes de RT-PCR e para os testes rápidos para detecção de antígeno, e não se aplica para testes sorológicos feitos por amostras de sangue. 

Marcelo acredita que possivelmente deve ter adquirido esse vírus dias antes de tomar a vacina. “Eu estava sem sintomas, tomei a vacina e os sintomas vieram porque teriam que vir mesmo. Eles não estão associados à vacina.”

Segundo o pesquisador Sergio Nishioka, Marcelo está certo e, portanto, não foi a vacina que o fez ter sintomas. “A latência seria um período em que o vírus fica ‘dormente’, e isso não ocorre com o SARS-CoV-2 (coronavírus). Portanto não existe um estímulo, como a vacina, que tire o vírus de sua latência.”

Nesses casos, o período em que o paciente está sem sintomas é chamado de incubação, que é diferente de latência, pode durar de 4 a 5 dias (podendo chegar a 14 dias), e não há nenhum estímulo para que os sintomas apareçam. 

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Importância da vacina

Segundo o Ministério da Saúde, 139.805.444 pessoas já tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19 e 1.131.779 tomaram a dose adicional. A infectologista Ana Helena Germoglio destaca a importância do imunizante.

“Agora, com cerca de um ano que temos experiência de uso das vacinas e de redução considerável da quantidade de mortes, inclusive da quantidade de casos, não tem como não dizer que as vacinas não são eficazes, não são seguras e que não são necessárias.”

“Mesmo quem pegou Covid-19 não deve evitar a vacinação, porque mesmo para quem pegou, a produção de anticorpos não é o suficiente somente com a doença. Precisamos de vários estímulos que se chamam vacina”, acrescenta.

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16/01/2022 14:38h

Ministério da Saúde concluiu, em menos de 48 horas, a distribuição do primeiro lote de vacinas pediátricas da Pfizer

O Ministério da Saúde concluiu, em menos de 48 horas, a distribuição do primeiro lote de vacinas pediátricas da Pfizer. A remessa de 1,2 milhão de imunizantes chegou ao Brasil na madrugada de quinta-feira (13) e o ministério da começou imediatamente a logística para fazer a entrega aos estados e ao Distrito Federal em tempo recorde. O último voo chegou a Rio Branco, no Acre, por volta da zero hora de sábado (15). Após a entrega, as secretarias estaduais de saúde já começaram a imunização.

No Distrito Federal, a vacinação começou neste domingo (16) em postos específicos para as crianças de 11 anos e as de 5 a 11 com comorbidades. O bancário Fabrício Costa, morador de Brasília, foi ao posto de saúde mais próximo de casa e nem a longa fila desanimou. “Vale a pena a espera, a gente está até empolgado aqui. Vai dar tudo certo hoje, tinha até receio de que a gente ia conseguir, mas vamos conseguir, sim, estamos aqui perseverando na fila”. 

A filha, Carolina Costa, tem 11 anos e nem reclamou da espera: “Ah, eu acho bom vacinar porque é mais seguro para as pessoas e eu tava muito muito feliz para vir vacinar. ”

Apesar de as crianças desenvolverem quadros menos graves de Covid-19, dados de 2020 e 2021 do Ministério da Saúde apontam que o Brasil soma 1.449 mortes de meninos e meninas de até 11 anos em decorrência do novo coronavírus. Além disso, foram registrados mais de 2.400 casos da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) associada à Covid-19. A médica infectologista Joana D'arc Gonçalves ressalta a proteção que a vacina confere às crianças. 

“Criança também pode, sim, desenvolver quadros graves de Covid. A gente tem visto que, inclusive, aquelas que desenvolvem a Síndrome Inflamatória Multissistêmica, no Brasil, a mortalidade por essa síndrome é três vezes maior que nos Estados Unidos e na Europa. Existem inúmeras complicações para crianças também. Então, claro que vale a pena imunizá-las.”, afirma a médica.

De acordo com a infectologista, é importante que as crianças também sejam vacinadas no contexto da pandemia porque quanto mais pessoas estiverem imunizadas, maior será a proteção coletiva. “Quanto mais pessoas vacinadas, menor a circulação viral, aí por meio da vacina, a gente consegue erradicar e controlar diversas doenças.”, explica.

Chegada de mais vacinas

Segundo o Ministério da Saúde, um novo lote com 1,2 milhão de doses de vacinas pediátricas contra a Covid-19 deve chegar ainda neste domingo (16) ao Brasil. A Pasta conseguiu antecipar junto à farmacêutica Pfizer a entrega desses imunizantes.  Além disso, outro lote com 1,8 milhão de doses de vacinas também deve chegar ao Brasil até 27 de janeiro, Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o Governo Federal garantiu doses suficientes para imunizar os brasileiros em 2022.

A inclusão de crianças no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) foi anunciada no dia 5 janeiro. Para a imunização das crianças de 5 a 11 será necessária a presença dos responsáveis no ato da vacinação. O esquema vacinal para crianças é composto por duas doses com intervalo de oito semanas entre a D1 e D2.

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14/01/2022 19:00h

Infectologistas orientam a não tomar o imunizante enquanto estiver com sintomas gripais ou infectado com a Covid-19

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Nesta sexta-feira (14), o Ministério da Saúde registrou 112.286 novos casos de infecção pelo coronavírus, um aumento de 2.840%, em relação ao dia 14 de dezembro, quando foram notificados 3.817 casos.

Paulo Henrique Carvalho, morador de Brasília (DF), faz parte dessa estatística e está com Covid-19. “Eu tive sintomas de gripe, febre alta e tosse. Testei e acabou sendo positivo o teste para Covid-19”. Preocupado, ele quer saber se pode tomar a vacina da Covid-19.

A infectologista e professora da Universidade de Campinas, Raquel Stucchi, responde: “Não pode tomar a vacina da Covid-19 gripado. [Para] toda e qualquer vacina, devemos aguardar a pessoa estar sem nenhum sintoma de qualquer doença para ser vacinado. Tomar a vacina em vigência de um quadro febril e de tosse pode atrapalhar, depois, o acompanhamento da doença que a pessoa está”.

O doutor Hemerson Luz, infectologista do Hospital das Forças Armadas de Brasília, acrescenta que “é contra indicado [tomar a vacina da Covid-19] se estiver com sintomas gripais. O sistema imune pode não responder”.

A Fundação Oswaldo Cruz orienta, em sua página de Perguntas e Respostas sobre a Vacinação, que quem já teve Covid-19 deve aguardar um mês para tomar a vacina contra o coronavírus. A contagem vale a partir do primeiro dia de sintoma ou, em caso de assintomáticos, após o resultado positivo do exame RT-PCR.

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A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, explica que após tomar a vacina contra a Covid-19, não é necessário fazer repouso ou evitar pegar peso. No entanto, é preciso ficar atento caso apareçam efeitos adversos.

“Você deve respeitar se tiver algum evento adverso: se tiver febre, se tiver mal-estar; tratando os sintomas. O mesmo vale para quem tem comorbidade: dedicar atenção e o cuidado específico a sua comorbidade”, explica. 

Além disso, os cuidados contra o coronavírus devem continuar mesmo após a vacinação, já que os imunizados ainda são capazes de transmitir o vírus. A vacina garante que as pessoas que contraiam a Covid-19 não evoluam para o estágio mais grave da doença.

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13/01/2022 19:10h

Mais de 1,2 milhões de doses foram enviadas ao centro de distribuição do Ministério da Saúde. O próximo passo será a destinação do material para os estados

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O Brasil recebeu, nesta quinta-feira (13), o primeiro lote da vacina da Pfizer contra Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos. As 1.248.000 doses chegaram ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). O imunizante foi enviado ao centro de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP). O próximo passo será a distribuição do material para os estados. 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pede aos pais que levem as crianças para tomar a vacina, por entender que são os principais responsáveis por esse ato. Além disso, o chefe da Pasta lembra que a imunização é importante para frear o avanço de novas variantes, como a Ômicron. 

“Nos últimos seis meses, nós assistimos, no Brasil, uma queda muito significativa de óbitos. Isso é fruto das políticas públicas e da campanha de vacinação. Hoje, o mundo é confrontado com a nova variante do vírus, a Ômicron, que tem uma capacidade de transmissão muito maior. Ou seja, é um desafio para os gestores da saúde”, defende. 

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Segundo a infectologista Joana D’arc, o Brasil está em um momento em que a maioria da população já está imunizada com pelo menos uma dose da vacina. Sendo assim, ela avalia que, nesse contexto, as crianças têm maior risco de infecção.

“O risco de infecção entre criança e adulto é o mesmo. Também temos a questão do retorno às aulas presenciais, da circulação em diversos ambientes. Isso vai favorecer a criação desses bolsões de não imunizados e de manutenção da circulação viral. Então, é essencial vacinar as crianças para que possamos ter mais possibilidades de reduzir a circulação do vírus”, considera. 

Autorização da Anvisa

No último dia 16 de dezembro, a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a imunização de crianças desta faixa etária. De acordo com o Ministério da Saúde, não será exigida receita médica para vacinar o grupo.

Na segunda-feira (10), Queiroga afirmou que a Pfizer vai antecipar a entrega de 600 mil doses. Portanto, a quantidade de vacinas previstas para chegar em janeiro deve passar de 3,7 milhões para 4,3 milhões. 
 

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05/01/2022 20:40h

Em janeiro, serão disponibilizadas 3,74 milhões de doses infantis. A Pasta recomenda que pais e responsáveis consultem o médico antes de levar os pequenos para se imunizar

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a inclusão de crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19. A medida foi tomada após análise dos técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que aprovaram o pedido da Pfizer para que sua vacina seja aplicada no público infantil. 

“Essa vacina foi desenvolvida pela indústria Pfizer BioNTech; uma vacina que tem dosagem diferente, equivalente a um terço da dose da vacina que é aplicada nos adultos. E isso foi testado através de ensaios clínicos e já logrou a aprovação em agências respeitáveis, a exemplo do FDA, a exemplo da associação da agência europeia de medicamentos (EMA) e agora teve o aval da Anvisa, que atestou a segurança regulatória”, afirma o ministro.

A pasta orienta que os pais e os responsáveis consultem um médico antes de levar as crianças para se imunizar, conforme esclarece a secretaria extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo.

“[É] Imprescindível que os pais, mães, responsáveis por essas crianças consultem um médico antes de irem tomar essa vacina. E por que é essa nossa preocupação?  A criança está em pleno desenvolvimento. Nós temos alguns efeitos adversos? Temos. Embora eles sejam raros, mas nesse público o cuidado tem que ser muito maior. Os pais, os responsáveis, devem estar presentes manifestando sua concordância com a vacinação”, orienta.

Segundo Rosana Leite de Melo, em caso de ausência dos pais ou responsáveis pela criança, a vacinação só poderá ser realizada mediante um termo de assentimento por escrito. 

De acordo com a pasta, haverá uma ordem de prioridade para a imunização das crianças de 5 a 11 anos, começando por aquelas com comorbidades, deficiências permanentes, indígenas, quilombolas e crianças que vivem com pessoas com alto risco para evolução grave da Covid-19. Na sequência, a recomendação é imunizar as crianças sem comorbidades, começando pelas mais velhas, que podem apresentar um pouco mais de sintomas e também saem mais de casa. 

Aprovação da Anvisa

Em 16 de dezembro de 2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o pedido da Pfizer para que sua vacina contra a Covid-19 pudesse ser aplicada em crianças de 5 a 11 anos. Por conter fórmula diferente, o frasco possui tampa laranja. O frasco do imunizante para adultos possui tampa roxa.

Os estudos do imunizante não apresentaram nenhum relato de evento adverso grave ou morte por conta da vacinação, segundo o gerente geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes.

“O perfil de segurança da vacina, quando comparado com o placebo, é muito positivo. Quando a gente observa qualquer reação adversa, não tem uma diferença importante entre placebo e vacina. E não há relato de nenhum evento adverso sério de preocupação. Não há nenhum relato relacionado a casos muito graves ou mortalidade por conta da vacinação.”

“O Ministério da Saúde também acompanha eventos adversos relacionados à vacina. Esses eventos adversos podem acontecer em qualquer faixa etária. A vacina Pfizer pediátrica é uma vacina que foi aprovada recentemente, no entanto, segundo dados do CDC, nós já temos mais de 8 milhões de doses dessa vacina aplicadas e, até o momento, não foi feito um alerta de segurança maior”, esclarece o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. 

Em relação à eficácia, o grupo que tomou o placebo apresentou uma incidência maior de casos de Covid-19 se comparado ao grupo que tomou a vacina da Pfizer. Portanto, os técnicos estimaram uma eficácia de 90%.

Diferença entre as vacinas para adultos e crianças

A principal diferença entre as vacinas é que o imunizante pediátrico possui uma dosagem de 10 microgramas, enquanto o de adultos possui 30 microgramas.

Outras diferenças são:

Volume de injeção: 

  • Adultos: 0,3 ml / Crianças: 0,2 ml

Concentração de mRNA: 

  • Adultos: 0,5 mg/ml / Crianças: 0,1 mg/ml

Doses por frasco:

  • Adultos: 6 doses / Crianças: 10 doses

Quantidade de diluente:

  • Adultos: 1,8 ml / Crianças: 1,3 ml

Armazenamento:

  • Adultos: 1 mês em 2° a 8° C / Crianças: 10 semanas em 2° a 8° C

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Distribuição das doses

Segundo o último censo demográfico, o país possui 20 milhões de crianças de 5 a 11 anos de idade. Em 28 de dezembro de 2021, o Ministério da Saúde formalizou um termo aditivo com a Pfizer, que garante as primeiras 20 milhões de doses pediátricas, que deverão ser entregues ainda no primeiro trimestre de 2022.

O secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, destaca a novidade do terceiro contrato com a farmacêutica.

“A primeira novidade é que a gente tem direito sempre a vacina mais atual. Se eventualmente surgir uma nova cepa e o laboratório desenvolver uma vacina mais atual que possa cobrir essa cepa, então o ministério tem direito a receber essas doses da vacina mais atual. A segunda novidade é que o contrato abarca  também a possibilidade de aquisição de doses que possam contemplar todas as idades incorporadas ao Plano Nacional de Operacionalização da Covid-19.”

As outras 20 milhões de doses estão garantidas para o segundo trimestre de 2022, mediante sinalização do Ministério da Saúde. Somente no mês de janeiro, serão disponibilizadas 3,74 milhões de doses.

“Para todos aqueles que quiserem vacinar os seus filhos, o Ministério da Saúde vai garantir doses da vacina e também cuidará para que as normas que foram sugeridas ou recomendadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em relação aplicação da vacina, sejam seguidas na ponta”, anuncia o ministro Marcelo Queiroga.

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28/12/2021 22:30h

No Brasil, os estados que mais sofrem com a presença do H3N2 são Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rondônia e Rio Grande do Norte

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Pelo menos 17 estados e o Distrito Federal já registram a presença da variante da gripe H3N2. As unidades da federação mais afetadas são Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rondônia e Rio Grande do Norte. Quem também sofre com a doença é a população que vive em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina, Sergipe e Ceará. 

Em junho de 2021, o portal Brasil61.com trouxe à tona as diferenças entre gripe, resfriado e Covid-19. Como o Brasil passa por um cenário pandêmico provocado pelo coronavírus, sintomas como espirro e tosse já acendem um alerta, pois podem ser comuns a todas essas doenças.

Na ocasião, o portal ouviu a infectologista Ana Helena Germoglio, que destacou a importância de saber diferenciar cada enfermidade. Nesta terça-feira (28), ela voltou a explicar cada situação, com mais detalhes sobre o H3N2.  

“O H3N2 não estava contemplado nessa última vacina que foi oferecida. Provavelmente, ele veio importado de algum turista, porque foi, inicialmente, descoberto na Austrália. Então, o fato de ele não estar contemplado na vacina faz com que os indivíduos do Brasil não tivessem imunidade contra ele”, explica. 

“Na vigência de doença de transmissão respiratória, como Covid-19 e Influenza, é importante que as pessoas tomem as três doses de vacina, pois sabemos que para a Ômicron precisamos das três doses. E que, ao menor sinal de doenças respiratórias, até mesmo com desenvolvimento de febre, a pessoa deve procurar o seu isolamento”, complementa a especialista. 

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Nestes casos, a importância do teste de detecção da Covid-19 se dá ainda para prevenir a disseminação do vírus, pois mesmo pessoas assintomáticas podem transmitir a doença. Além disso, a infectologista Helena Rangel Esper explica que os sintomas do H3N2 são semelhantes aos da Covid-19, o que dificulta um diagnóstico preciso sem exames direcionados. 

“Os sintomas da Covid-19 são muito parecidos com os da Influenza H3N2. Geralmente se inicia com dor no corpo, pode haver dor de garganta, dor de cabeça. Não tem como diferenciar só pelos sintomas. Teria que fazer realmente um exame para sabermos qual o responsável pela síndrome”, destaca. 

Sintomas e diferenças das doenças

Com o número crescente de casos de H3N2, a dúvida ressurge: será resfriado, Covid-19 ou H3N2? O Instituto Butantã publicou no último dia 24 informações sobre como diferenciar as doenças: 

  • Sintomas da gripe sazonal - os sintomas mais comuns da gripe sazonal são febre súbita, tosse (geralmente seca), dores musculares e articulações, dor de cabeça, mal-estar, dor de garganta e coriza. 
  • Sintomas do H3N2 – costumam ser os mesmos da gripe sazonal, porém com o potencial de causar casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em idosos e imunocomprometidos.
  • Sintomas da Covid-19 – Inicialmente, a Organização Mundial da Saúde divulgava os principais sintomas como sendo a febre, cansaço, tosse seca, perda do paladar ou do olfato. Após o surgimento das variantes, os sintomas clássicos sofreram mudanças, como aparecimento de coriza, espirros e dores pelo corpo.

“A simples presença de secreção, como catarro, não é sinal de preocupação para nenhuma dessas doenças. Seja Covid-19, resfriado ou Influenza. Isso porque a secreção é um meio de defesa da mucosa nasal e mucosa do trato respiratório”, ressalta Ana Helena Germoglio.
 

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21/12/2021 19:20h

Os dados são do Ministério da Saúde e foram apresentados na 12ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite

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Apesar do esquema vacinal contra a Covid-19 estar caminhando em um bom ritmo no Brasil, quatro estados ainda apresentam baixa adesão ao imunizante: Roraima, Amapá, Pará e Maranhão. Nesses locais, menos de 60% da população vacinável, com 12 anos ou mais, tomaram a segunda dose, de acordo com o Ministério da Saúde. 

A informação foi divulgada na 12ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite.

Os dados de 8 de dezembro também apontam que, nessas unidades da federação,  as taxas de aplicação da primeira dose variam entre 61% e 80%. Os números do Ministério da Saúde são bastante próximos aos dados apresentados pelos vacinômetros das Secretarias Estaduais de Saúde.

Em Roraima, o vacinômetro registra 390.256 aplicações da primeira dose e 249.720 da segunda, até 9 de dezembro. Ou seja, pouco mais da metade da população de 652 mil habitantes do estado (estimativa populacional do IBGE em 2021) já se imunizou com a D1. No entanto, nove dos 15 municípios do estado estão com menos de 50% da população imunizada com duas doses. 

No Amapá, também com dados de 9 de dezembro do vacinômetro da Secretaria de Saúde, 60,92% da população tomou a D1 e 39,86% tomou a D2.

Já no Pará, o índice da Secretaria Estadual de Saúde está atualizado e difere um pouco dos dados do Ministério da Saúde. Em 21 de dezembro, o vacinômetro registra 76,82% da população imunizada com a D1 (5.737.112 aplicações) e 65,8% com a D2 ou dose única (4.914.131 aplicações).

No Maranhão, a atualização de dados da Secretaria Estadual de Saúde também diverge dos índices de cobertura vacinal do Ministério da Saúde. De acordo com o vacinômetro, 79,74 % dos maranhenses tomaram a D1 (984.668 doses) e 71,46 % tomaram a D2 (850.754).

Vale lembrar que no último dia 10 de dezembro, o site do Ministério da Saúde e a página e o aplicativo do ConecteSUS - que fornece o Certificado Nacional de Vacinação Covid-19 - sofreram um ataque de hackers. 

Dados de vacinação são recuperados após ataque hacker, diz Ministério da Saúde

Em nota, a Secretaria de Saúde do Maranhão informou que, “em vista a baixa cobertura vacinal, o Governo do Maranhão colocou à disposição dos municípios com menor taxa de vacinação profissionais de saúde do estado para auxiliar na estratégia de vacinação contra a Covid-19. Cerca de 500 profissionais foram contratados – dentre técnicos de enfermagem e digitadores – para auxiliar os municípios com até 50 mil habitantes, para garantir a celeridade na imunização dos grupos prioritários”.

A Secretaria de Saúde de Roraima também comunicou por nota que a baixa procura pelas vacinas se deve à “resistência e desinformação. No entanto, para reverter essa situação e dar mais efetividade a Campanha de Vacinação no estado, o governo tem ajudado os municípios com ações realizadas de forma parceira para sensibilizar a população”.

“A medida mais recente, executada neste mês, é a parceria firmada pelo governo de Roraima com o Ministério da Saúde, a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde) e 11 prefeituras em uma ação de intensificação da imunização. Em 11 dias foram aplicadas 10.442 vacinas, incluindo 3.479 primeira dose, 5.014 segunda dose e 1.949 doses de reforço.”

A equipe de reportagem do Brasil61.com entrou em contato com as Secretarias de Estado de Saúde de Amapá e Pará, mas não obteve respostas até o fechamento da matéria.

Cobertura vacinal

O infectologista do Hospital das Forças Armadas de Brasília, doutor Hemerson Luz, afirma que a baixa cobertura vacinal em um estado pode predispor o país ao surgimento de novas variantes do coronavírus.

“Isso porque o vírus continua circulando e se replicando. E as pessoas não vacinadas, ou vacinadas parcialmente, acabam sustentando essa disseminação. Quanto mais o vírus se espalha, maior a possibilidade de aparecerem novas variantes. Quanto maior a taxa de transmissão do coronavírus, ou da variante que está dominando o cenário epidemiológico, maior é a necessidade de cobertura vacinal.”

A secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde, Rosana Melo, orienta que a cobertura vacinal ideal para conter a propagação do coronavírus esteja acima de 90%.

“Há dois meses aproximadamente, nós acreditávamos que uma cobertura vacinal acima de 75% deixaria uma nação tranquila. Hoje, nós já sabemos que a Covid-19 não é bem assim. As coberturas vacinais têm que estar acima de 90%, quiçá 95%. Eu tenho certeza que, com a orientação, com essas campanhas que estamos fazendo, nós conseguiremos sim essa cobertura acima de 90%.”

Dados Covid-19

De acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira (21), o Brasil registrou 3.621 novos casos e 75 óbitos por Covid-19. Desde o início da pandemia, mais de 22,2 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. Além disso, já são 27 casos registrados da variante Ômicron em território nacional.

O estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação continua sendo o Rio de Janeiro, com 5,14%. O índice médio de letalidade do país está em 2,78%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ - 5,14%
  • SP - 3,48%
  • AM - 3,19%
  • PE - 3,17%
  • MA - 2,80%
  • PA - 2,74%
  • AL - 2,64%
  • GO - 2,61%
  • CE - 2,60%
  • PR - 2,56%
  • MS - 2,56%
  • MG - 2,55%
  • MT - 2,50%
  • RS - 2,43%
  • RO - 2,37%
  • SE - 2,17%
  • PI - 2,17%
  • BA - 2,17%
  • DF - 2,14%
  • ES - 2,12%
  • AC - 2,09%
  • PB - 2,07%
  • RN - 1,96%
  • TO - 1,68%
  • SC - 1,63%
  • RR - 1,61%
  • AP - 1,59%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid

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16/12/2021 16:30h

Frasco do imunizante terá tampa laranja, por conter diferenças na fórmula

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Em audiência pública, nesta quinta-feira (16), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o pedido da Pfizer para que sua vacina contra a Covid-19 possa ser aplicada em crianças de 5 a 11 anos. Por conter fórmula diferente, o frasco terá tampa laranja. Atualmente, o frasco do imunizante para adultos possui tampa roxa.

O resultado das análises ocorre após a farmacêutica enviar dados complementares a pedido da Anvisa. Além do corpo técnico da Agência, a avaliação também contou com representantes de sociedades médicas brasileiras.

A chegada do imunizante aos postos depende do calendário e logística do Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.

Fases do Estudo

A fase 1 do estudo teve o objetivo de analisar a segurança e a tolerabilidade do imunizante. O resultado obteve uma dosagem de 10 microgramas para a vacina pediátrica, diferentemente do imunizante para adultos, que é de 30 microgramas.

O estudo de fase 2/3 foi realizado com 2.500 crianças. Dessas, 750 receberam placebo e o restante tomaram o imunizante. O gerente geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, comenta os resultados.

“A ideia foi comparar a segurança do placebo com a da vacina, além de comparar o que a gente chama de anticorpos neutralizantes. A ideia é fazer uma ponte entre o que estamos observando de anticorpos neutralizantes em crianças versus o que observamos nos adultos. E a gente tem um resultado importante: comparando crianças de 5 a 11 anos com pessoas de 16 a 25 anos - mesmo com a dosagem diferente - a gente observa que existe a presença de anticorpos neutralizantes com a mesma intensidade.”

Resultados

Os estudos não apresentaram nenhum relato de evento adverso grave ou morte por conta da vacinação. “O perfil de segurança da vacina, quando comparado com o placebo, é muito positivo. Quando a gente observa qualquer reação adversa, não tem uma diferença importante entre placebo e vacina. E não há relato de nenhum evento adverso sério de preocupação. Não há nenhum relato relacionado a casos muito graves ou mortalidade por conta da vacinação”, comenta Gustavo Mendes.

Em relação à eficácia, o grupo que tomou o placebo apresentou uma incidência maior de casos de Covid-19 se comparado ao grupo que tomou a vacina da Pfizer. Portanto, os técnicos estimaram uma eficácia de 90%.

Além da diferença de dosagem, as vacinas para adultos e crianças se divergem em outros pontos:

Volume de injeção: 

  • Adultos: 0,3 ml / Crianças: 0,2 ml

Concentração de mRNA: 

  • Adultos: 0,5 mg/ml / Crianças: 0,1 mg/ml

Doses por frasco:

  • Adultos: 6 doses / Crianças: 10 doses

Quantidade de diluente:

  • Adultos: 1,8 ml / Crianças: 1,3 ml

Armazenamento:

  • Adultos: 1 mês em 2° a 8° C / Crianças: 10 semanas em 2° a 8° C

Para diferenciar, os frascos de imunizantes da Pfizer para crianças serão produzidos com tampa laranja. Atualmente os frascos de vacinas para adultos possuem tampa roxa. 

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Risco-Benefício

Para a Anvisa, com base na totalidade das evidências científicas disponíveis, a vacina da Pfizer contra a Covid-19, quando administrada no esquema de 2 doses em crianças de 5 a 11 anos de idade, pode ser eficaz na prevenção do estágio grave ou potencialmente fatal da doença.

“O número de casos de Covid-19 tem sido representativo na população pediátrica. Nós temos um perfil de segurança e reatogenicidade positivo com a vacinação e nós temos resultados importantes de geração de anticorpos nessa população”, avalia Gustavo Mendes.

Para fazer o Plano de Gerenciamento de Risco, a Anvisa avaliou os casos de vacinação infantil em outros países. Os Estados Unidos, por exemplo, já imunizaram 4,9 milhões de crianças de 5 a 11 anos de idade, com pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19. Dessas, apenas 0,05% apresentaram suspeitas de eventos adversos do imunizante.

O Plano de Gerenciamento de Risco da Anvisa inclui:

  • Avaliação de notificações de eventos adversos e detecção de sinais, com comunicação periódica à Anvisa;
  • Notificação de Eventos Adversos Graves à vacina da Pfizer, pelo VigiMed, em até 72 horas;
  • Relatórios de Avaliação Benefício-Risco serão apresentados à Anvisa;
  • Disponibilização das bulas aprovadas no website da Pfizer;
  • Execução de estudos de segurança pós autorização, para monitorar o perfil benefício-risco da vacina da Pfizer;
  • Realização de treinamento para os profissionais de vacinação.

O doutor Luiz Vicente Ribeiro, representante da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), é favorável à incorporação da vacina da Pfizer para crianças na faixa etária de 5 a 11 anos.

“As repercussões da Covid-19 para crianças na faixa etária mais jovem é menor do que para os adultos. No entanto, apenas em 2021, o Ministério da Saúde reporta cerca de 1.400 óbitos em crianças abaixo de 18 anos. E nós sabemos também dos riscos associados a manifestação da síndrome inflamatória multissistêmica em crianças, que representa um problema de saúde relevante e que também acarretou um número considerável de óbitos em nosso país.”

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) também apoia a aplicação da vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos, como afirma a representante da instituição, doutora Rosana Richtmann. “Pelos dados apresentados e pelo número de menores de 18 anos no nosso país que nós perdemos por causa da pandemia - são mais de 2.500 crianças e adolescentes que nós perdemos - eu vejo como excelente a vinda de uma vacina em termos de proteção para essas crianças.”

Recomendações

A Anvisa faz os seguintes alertas para a imunização segura das crianças contra a Covid-19:

  1. que a vacinação seja iniciada após treinamento completo das equipes de saúde que farão a aplicação da vacina;
  2. que a vacinação de crianças seja realizada em ambiente específico e segregado da vacinação de adultos, em ambiente acolhedor e seguro para a população; 
  3. que a vacina Covid-19 não seja administrada de forma concomitante a outras vacinas do calendário infantil, por precaução, sendo recomendado um intervalo de 15 dias
  4. que seja evitada a vacinação das crianças de 5 a 11 anos em postos de vacinação na modalidade drive thru;
  5. que os pais ou responsáveis sejam orientados a procurar o médico se a criança apresentar dores repentinas no peito, falta de ar ou palpitações após a aplicação da vacina.

A diretora da Anvisa, Meiruze Sousa Freitas, ressalta que ainda não se tem conhecimento de quanto tempo dura a proteção da vacina contra a Covid-19. “Por isso, continua sendo recomendado seguir as medidas não farmacológicas de prevenção contra a Covid-19 que são: distanciamento social, higienização das mãos e o uso de máscaras.”

As demais recomendações estão disponíveis no Comunicado Público da Anvisa.

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07/12/2021 20:25h

Para o diretor-geral do órgão, Hans Kluge, primeiro é preciso sensibilizar a população para a importância de se vacinar

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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, Hans Kluge, fez um apelo para que a vacinação obrigatória seja adotada apenas como último recurso. Para ele, primeiro é preciso sensibilizar a população para a importância de se vacinar. 

Kluge também ressaltou que, diante da evolução da pandemia de Covid-19, o foco é melhorar a proteção das crianças de 5 a 14 anos, atualmente a faixa etária mais afetada. No Brasil, o pedido para ampliação do uso da vacina para crianças de 5 a 11 anos ainda está sendo analisado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em relação à variante Ômicron, o diretor informou que, até a última segunda-feira (6), havia 432 casos confirmados da nova variante espalhados por 21 países europeus. No território brasileiro já são seis casos registrados, sendo três no estado de São Paulo, dois no Distrito Federal e um detectado no Rio Grande do Sul.

Diante da situação, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou, nesta terça-feira (7), que vai exigir quarentena de cinco dias para viajantes não vacinados contra a Covid-19 que desembarcarem no Brasil. Segundo ele, após este período, os viajantes deverão realizar um teste do tipo RT-PCR com resultado negativo.

Queiroga também reforçou que não será exigido certificado de vacinação, conhecido como passaporte da vacina, para viajantes que queiram entrar no país, mesmo com a recomendação da Anvisa.

Dados Covid-19

De acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira (7), o país registrou 10.250 novos casos e 274 óbitos por Covid-19. Desde o início da pandemia, mais de 22,1 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. 

O estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação continua sendo o Rio de Janeiro, com 5,13%. O índice médio de letalidade do país está em 2,78%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ 5,13%
  • SP 3,47%
  • AM 3,21%
  • PE 3,16%
  • MA 2,82%
  • PA 2,77%
  • AL 2,63%
  • GO 2,61%
  • CE 2,59%
  • PR 2,58%
  • MS 2,56%
  • MG 2,55%
  • MT 2,50%
  • RS 2,42%
  • RO 2,38%
  • SE 2,17%
  • PI 2,17%
  • BA 2,17%
  • DF 2,13%
  • ES 2,12%
  • AC 2,10%
  • PB 2,07%
  • RN 1,96%
  • TO 1,68%
  • SC 1,62%
  • AP 1,60%
  • RR 1,60%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

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