Vacina

22/01/2022 14:10h

1,8 milhão de pessoas da região podem tomar a dose de reforço ainda este mês

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O Ministério da Saúde realizou neste sábado (22) em Manaus, no Amazonas, uma ação para estimular a vacinação contra a Covid-19 na região Norte do Brasil. A cidade foi afetada pela pandemia do novo coronavírus entre março e junho de 2020, quando corpos chegaram a ser enterrados em valas coletivas, e 2021 quando novamente o sistema hospitalar e funerário da cidade colapsaram.

Manaus tem hoje 75,07% da população vacinada com a primeira dose, 64,79% com a segunda dose, e apenas 17,78% com a terceira dose.

Segundo o ministério, a população do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins conta com cerca de 15 milhões de pessoas acima de 12 anos aptas a receberem a vacina. De acordo com a pasta, aproximadamente 1,8 milhão de pessoas da região podem tomar a dose de reforço ainda neste mês.

Em Manaus, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reforçou a importância da segunda dose e da dose de esforço para evitar sintomas mais graves da doença, principalmente em áreas de difícil acesso, como é o caso da região que em muitos municípios só se chega de avião ou barco. 

“A região Norte tem muitos desafios, áreas remotas que só se tem acesso de avião. Aqueles que vocês conhecem, os chamem para tomar a vacina a primeira dose, a segunda dose e a dose de reforço.”

Queiroga também destacou a importância da testagem, que depois de feita é que se torna possível acompanhar as tais evoluções da pandemia de forma preventiva. 

As autoridades sanitárias recomendam que as pessoas com mais de 18 anos de idade que receberam as vacinas da Pfizer, AstraZeneca e CoronaVac tomem uma dose de reforço quatro meses após a última dose do esquema vacinal primário. A vacina a ser utilizada para a dose de reforço deve ser, preferencialmente, da plataforma de RNA mensageiro (Pfizer/Wyeth). Na falta deste imunizante, podem ser usadas as vacinas de vetor viral (Janssen ou AstraZeneca), independentemente do esquema vacinal primário.

Enquanto o ministro da Saúde esteve em Manaus, os secretários nacionais de Saúde que estavam representando a pasta, visitaram outras seis capitais.

Vacinas distribuídas

De acordo com o ministro da Saúde,Marcelo Queiroga, já são mais de 400 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 distribuídas para aplicação por estados, municípios e o Distrito Federal. 

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Covid
20/01/2022 20:05h

A decisão foi tomada de forma unânime nesta quinta (20). Até então, somente a Pfizer havia conseguido o sinal verde da agência reguladora

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quinta-feira (20) a aplicação da CoronaVac em crianças e adolescentes entre seis e 17 anos de idade. A decisão foi tomada pela Diretoria Colegiada do órgão de forma unânime e inclui o grupo, exceto os imunossuprimidos, na bula da vacina contra a Covid-19. 

Segundo o órgão, “as evidências científicas disponíveis até o momento sugerem que há benefícios e segurança para a utilização da vacina na população pediátrica. A autorização levou em conta, também, a necessidade de ampliar as alternativas disponíveis para essa faixa etária”. 

Das vacinas em uso no Programa Nacional de Imunização (PNI), apenas a Pfizer já tinha autorização da Anvisa para ser aplicada em pessoas da mesma faixa etária.  De acordo com a agência, a ampliação do uso da CoronaVac tem como base estudos realizados em diversos países, como China e Chile, cujos resultados foram apresentados pelo Instituto Butantan, responsável pela produção do imunizante no Brasil. 

A aplicação da CoronaVac em crianças e adolescentes seguirá o mesmo esquema vacinal dos adultos, isto é, duas doses da vacina, com um intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda. 

A pediatra Natalia Bastos destaca que a CoronaVac já era aplicada em pessoas da mesma faixa etária de outros países, como no Chile, em que crianças acima dos três anos já podem tomar o imunizante. “É uma vacina segura. A aplicação dela induz produção de anticorpos em 50% dos casos. Ela tem menos efeito colateral e isso vai ser positivo, porque vai trazer uma maior adesão à vacinação”, acredita. 

Natalia diz que há pais que não querem vacinar os filhos com a Pfizer por medo de efeitos colaterais, como miocardite. Por isso, a liberação de mais um imunizante para uso em crianças e adolescentes pode ser benéfica. “Com a CoronaVac você pode se sentir mais seguro e, mesmo com uma menor produção de anticorpos, há uma melhora nos riscos da gravidade da doença, do risco de internação e, também, na redução dos casos sintomatológicos”, avalia. 

Para a infectologista Joana D'arc Gonçalves da Silva, a decisão da Anvisa é acertada, porque pode evitar falta de vacina. “A CoronaVac é uma vacina segura. Vários estudos já demonstraram que ela tem eficácia comprovada. Inclusive, alguns casos de pessoas que têm alergia severa à vacina da Pfizer, por exemplo, tiveram que tomar CoronaVac. É uma opção a mais, até para a gente poder ajustar, rever algumas possíveis reações adversas, e poder contribuir para acelerar a imunização da população”, afirma.  

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Processo

O uso emergencial da CoronaVac no Brasil para pessoas acima de 18 anos foi autorizado em 17 de janeiro de 2021. Em julho do ano passado, o Butantan apresentou o primeiro pedido de ampliação do uso da vacina para a faixa etária dos três aos 17 anos. A Anvisa negou a solicitação alegando limitação de dados dos estudos apresentados à época. 

Em 15 de dezembro de 2021, o instituto entrou com nova solicitação junto à agência, com base em dados coletados no estudo clínico conduzido com crianças no Chile.  

A Anvisa, no entanto, destaca que a aplicação da CoronaVac está proibida em crianças imunocomprometidas, ou seja, que têm o sistema imunológico mais debilitado e são mais vulneráveis ao agravamento de doenças. 

Avaliação

A Anvisa avaliou estudos clínicos de fase I e II, dados preliminares dos estudos de eficácia, segurança e imunogenicidade (fase III) realizados com 14 mil crianças em cinco países, e de estudos de efetividade (fase IV) conduzidos com milhões de crianças no Chile. 

A incorporação da CoronaVac ao PNI para aplicação em crianças e adolescentes depende do Ministério da Saúde. Em entrevista recente à CNN Brasil, o ministro Marcelo Queiroga disse que caso fosse aprovada pela Anvisa e passasse por uma análise interna da pasta, a CoronaVac poderia ser disponibilizada ao grupo. 

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20/01/2022 17:50h

Segundo especialistas o uso dos medicamentos é viável

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A maioria das pessoas sente algum sintoma logo depois da aplicação da vacina contra a Covid-19, como febre, dores de cabeça e no corpo, que variam de leves a moderadas. Aí surgem as dúvidas: Posso tomar dipirona ou paracetamol? Preciso esperar algum tempo após tomar a vacina, para fazer uso do remédio? 

Segundo os especialistas é viável, mas com moderação.  “Se a pessoa tiver alguma reação pós vacina como febre, como qualquer outra vacina não tem problema algum tomar antitérmico. O modo como a gente deve agir é o mesmo, o brasileiro é acostumado às nossas campanhas de imunização e em nada muda”, afirma a infectologista  Ana Helena Germoglio. 

De acordo com o Instituto Butantan, fabricante da CoronaVac,  analgésicos comuns, daqueles que são comprados sem receita médica (dipirona, paracetamol e outros anti-inflamatórios não esteroidais) podem ser usados porque não interferem na vacinação. Também não há contraindicação para o uso de qualquer antibiótico e antiviral antes ou após a aplicação da CoronaVac. Quanto aos medicamentos de uso contínuo, não é preciso interromper a administração, a não ser sob orientação médica.

O único cuidado é evitar o uso de corticosteróides sem orientação médica. Esse tipo de medicação pode interferir na resposta à vacina. Mas quem toma esse tipo de medicamento diariamente devido a alguma comorbidade não deve interromper seu uso.

A jovem Nicole Diniz estava ansiosa para tomar a primeira dose da vacina contra a Covid-19, mas receosa com os efeitos que poderia sentir, como dor de cabeça e dores  no corpo. "Eu saí do posto, comprei o remédio e logo tomei.”

Ela fez certo? Não, segundo o especialista da Fiocruz Nicole só poderia ter tomado depois de sentir os sintomas. “Não se recomenda fazer uso de analgésico e antitérmico antes da vacinação para prevenir o aparecimento de febre ou dores no corpo. Se a pessoa vacinada desenvolver este sintomas após a vacinação não há objeção alguma do uso de analgésicos nas doses aprovadas em bula que são as recomendadas pela Anvisa”,  afirma Sérgio Nishioka, especialista da Fiocruz.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que o uso indiscriminado de paracetamol para alívio de dores e febre após a vacinação contra Covid-19 pode levar a eventos adversos graves, incluindo hepatite medicamentosa e morte. Portanto, o uso do medicamento deve ser feito com cautela, sempre observando a dose máxima diária e o intervalo entre as doses.  

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18/01/2022 18:30h

Especialista esclarece que imunizante não interfere nos resultado do exame

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Nesta terça-feira (18) 137.103 pessoas se infectaram com o coronavírus, totalizando 23.211.894 contaminados com a Covid-19 desde o início da pandemia. Marcelo Ferreira, morador de Brasília de 48 anos, faz parte dessa estatística. O que ele não esperava é que os sintomas fossem aparecer um dia após tomar a terceira dose da vacina da Covid-19.

“Eu tomei a vacina em um dia. No dia seguinte comecei a ter sintomas. Eu imaginei que fosse reação a vacina. Só que os dias foram passando e os sintomas não. E isso me fez desconfiar que poderia ser Covid-19. Eu fiz o exame e realmente se constatou que é Covid-19”, conta.

O pesquisador da Fiocruz Brasília, Sergio Nishioka, explica que nesse caso, o paciente já estava infectado antes de tomar a vacina, porém estava assintomático. Além disso, a vacina não altera o resultado do exame.

“Nesses casos, [a pessoa] pode fazer o teste e o fato dela ter sido vacinada poucos dias antes não afeta o resultado do exame. Se a pessoa testar positivo, a explicação provável é de que ela vacinou quando já tinha sido exposta ao vírus e ainda não tinha sintomas. Ou seja, estava no período de incubação da doença. O teste não fica positivo pelo fato de a pessoa ter sido vacinada.”

A afirmativa vale para os testes de RT-PCR e para os testes rápidos para detecção de antígeno, e não se aplica para testes sorológicos feitos por amostras de sangue. 

Marcelo acredita que possivelmente deve ter adquirido esse vírus dias antes de tomar a vacina. “Eu estava sem sintomas, tomei a vacina e os sintomas vieram porque teriam que vir mesmo. Eles não estão associados à vacina.”

Segundo o pesquisador Sergio Nishioka, Marcelo está certo e, portanto, não foi a vacina que o fez ter sintomas. “A latência seria um período em que o vírus fica ‘dormente’, e isso não ocorre com o SARS-CoV-2 (coronavírus). Portanto não existe um estímulo, como a vacina, que tire o vírus de sua latência.”

Nesses casos, o período em que o paciente está sem sintomas é chamado de incubação, que é diferente de latência, pode durar de 4 a 5 dias (podendo chegar a 14 dias), e não há nenhum estímulo para que os sintomas apareçam. 

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Importância da vacina

Segundo o Ministério da Saúde, 139.805.444 pessoas já tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19 e 1.131.779 tomaram a dose adicional. A infectologista Ana Helena Germoglio destaca a importância do imunizante.

“Agora, com cerca de um ano que temos experiência de uso das vacinas e de redução considerável da quantidade de mortes, inclusive da quantidade de casos, não tem como não dizer que as vacinas não são eficazes, não são seguras e que não são necessárias.”

“Mesmo quem pegou Covid-19 não deve evitar a vacinação, porque mesmo para quem pegou, a produção de anticorpos não é o suficiente somente com a doença. Precisamos de vários estímulos que se chamam vacina”, acrescenta.

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14/01/2022 19:00h

Infectologistas orientam a não tomar o imunizante enquanto estiver com sintomas gripais ou infectado com a Covid-19

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Nesta sexta-feira (14), o Ministério da Saúde registrou 112.286 novos casos de infecção pelo coronavírus, um aumento de 2.840%, em relação ao dia 14 de dezembro, quando foram notificados 3.817 casos.

Paulo Henrique Carvalho, morador de Brasília (DF), faz parte dessa estatística e está com Covid-19. “Eu tive sintomas de gripe, febre alta e tosse. Testei e acabou sendo positivo o teste para Covid-19”. Preocupado, ele quer saber se pode tomar a vacina da Covid-19.

A infectologista e professora da Universidade de Campinas, Raquel Stucchi, responde: “Não pode tomar a vacina da Covid-19 gripado. [Para] toda e qualquer vacina, devemos aguardar a pessoa estar sem nenhum sintoma de qualquer doença para ser vacinado. Tomar a vacina em vigência de um quadro febril e de tosse pode atrapalhar, depois, o acompanhamento da doença que a pessoa está”.

O doutor Hemerson Luz, infectologista do Hospital das Forças Armadas de Brasília, acrescenta que “é contra indicado [tomar a vacina da Covid-19] se estiver com sintomas gripais. O sistema imune pode não responder”.

A Fundação Oswaldo Cruz orienta, em sua página de Perguntas e Respostas sobre a Vacinação, que quem já teve Covid-19 deve aguardar um mês para tomar a vacina contra o coronavírus. A contagem vale a partir do primeiro dia de sintoma ou, em caso de assintomáticos, após o resultado positivo do exame RT-PCR.

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Recomendações Pós-Vacina contra Covid-19

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, explica que após tomar a vacina contra a Covid-19, não é necessário fazer repouso ou evitar pegar peso. No entanto, é preciso ficar atento caso apareçam efeitos adversos.

“Você deve respeitar se tiver algum evento adverso: se tiver febre, se tiver mal-estar; tratando os sintomas. O mesmo vale para quem tem comorbidade: dedicar atenção e o cuidado específico a sua comorbidade”, explica. 

Além disso, os cuidados contra o coronavírus devem continuar mesmo após a vacinação, já que os imunizados ainda são capazes de transmitir o vírus. A vacina garante que as pessoas que contraiam a Covid-19 não evoluam para o estágio mais grave da doença.

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11/01/2022 16:00h

Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, os processos de fabricação ou importação de doses de vacina só podem ser realizados depois de uma autorização da Anvisa

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O Ministério da Saúde conseguiu antecipar 600 mil doses da vacina pediátrica contra a Covid-19, produzidas pela empresa Pfizer. A informação foi repassada pelo ministro Marcelo Queiroga. Segundo ele, os processos de fabricação ou importação de doses de vacina só podem ser realizados depois de uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Além disso, o ministro defendeu ações conjuntas entre União, estados e municípios para ampliação da vacinação contra a doença. Na ocasião, Queiroga destacou a importância da segunda dose do imunizante, assim como da dose de reforço.

“Temos que continuar com o combate à pandemia, e a melhor forma é ampliar nossa campanha de vacinação, em relação à aplicação da segunda dose em alguns estados, que estão com essa fase em atraso, e a dose de reforço. Nós temos vacinas suficientes. As vacinas são enviadas aos estados que, por sua vez, devem enviar aos municípios”, pontuou. 

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A Sociedade Brasileira de Infectologia, representada pela doutora Rosana Richtmann, apoia a incorporação da vacina da Pfizer para crianças na faixa etária de 5 a 11 anos. “Pelos dados apresentados e pelo número de menores de 18 anos no nosso país que nós perdemos por causa da pandemia - são mais de 2.500 crianças e adolescentes que nós perdemos - eu vejo como excelente a vinda de uma vacina em termos de proteção para essas crianças”, considerou. 

De acordo com o Ministério da saúde, o primeiro lote, com 1,2 milhão de doses, deve chegar ao Brasil nesta quinta-feira (13). A distribuição das doses seguirá o critério populacional. Confira o percentual da população de 5 a 11 anos por estado:

Região Centro-Oeste (8,17%)

  • Distrito Federal - 1,30%
  • Goiás - 3,55%
  • Mato Grosso do Sul - 1,47%
  • Mato Grosso - 1,85%

Região Sudeste (39,18%)

  • Espírito Santo - 1,93%
  • Minas Gerais - 9,02%
  • Rio de Janeiro - 7,49%
  • São Paulo - 20,73%

Região Sul (13,17%)

  • Paraná - 5,25%
  • Rio Grande do Sul - 4,73%
  • Santa Catarina - 3,19%

Região Nordeste (28,43%)

  • Alagoas - 1,77%
  • Bahia - 7,07%
  • Ceará - 4,42%
  • Maranhão - 4,02%
  • Paraíba - 1,89%
  • Pernambuco - 4,80%
  • Piauí - 1,62%
  • Rio Grande do Norte - 1,67%
  • Sergipe - 1,17%

Região Norte (11,05%)

  • Acre - 0,57%
  • Amazonas - 2,77%
  • Amapá - 0,55%
  • Pará - 4,99%
  • Rondônia - 0,93%
  • Roraima - 0,38%
  • Tocantins - 0,86%

Trâmite para aquisição de vacinas

Ainda de acordo com Marcelo Queiroga, o trâmite para aquisição e distribuição de vacinas no Brasil é considerado satisfatório, quando comparado ao processo realizado em outros países. “A indústria farmacêutica só pode deflagrar produção de doses após o aval da agência regulatória [Anvisa]. Então doses não aprovadas pela agência regulatória não podem adentrar no país, sob pena de caracterizar até mesmo crime sanitário”, destacou o ministro.
 

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08/01/2022 15:45h

De acordo com a Fiocruz, há disponibilidade de material para produzir o equivalente a 21 milhões de doses em IFA nacional, em diferentes etapas de produção e controle de qualidade

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O Brasil terá uma vacina contra Covid-19 produzida totalmente em território nacional. Isso porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (7), o registro do insumo farmacêutico ativo (IFA) da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O primeiro lote dos novos imunizantes deve ser entregue em fevereiro.

De acordo com a Fundação, há disponibilidade de material para produzir o equivalente a 21 milhões de doses em IFA nacional, em diferentes etapas de produção e controle de qualidade. As primeiras doses do imunizante devem ser envasadas no mês de janeiro e entregues ao Ministério da Saúde em fevereiro.

"Com essa aprovação pela Anvisa, conquistamos uma vacina 100% produzida no país e, dessa forma, garantimos a autossuficiência do nosso Sistema Único de Saúde [SUS] para essa vacina, que vem salvando vidas e contribuindo para a superação dessa difícil fase histórica do Brasil e do mundo", afirma a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

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Ministério da Saúde inclui crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Vacinação contra Covid-19

Segundo o diretor do Instituto Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, “o deferimento do registro da vacina Covid-19 100% nacional, com o IFA produzido em Bio-Manguinhos, demonstra a nossa capacitação no estabelecimento de um processo produtivo de alta complexidade. Mais do que isso, representa o cumprimento do nosso papel como laboratório oficial do Ministério da Saúde, incorporando tecnologias essenciais para o Brasil e trazendo soluções para a saúde pública.”

A Anvisa avaliou estudos de comparabilidade para comprovar a eficiência do material e aprovar o registro do insumo. A ideia da agência é demonstrar que o ingrediente fabricado no Brasil teve o mesmo desempenho do importado.

Certificação de boas práticas

Anteriormente, a Anvisa emitiu uma certificação de boas práticas de fabricação do novo insumo. O intuito era garantir que a linha de produção levava em conta todos os requisitos necessários para a garantia da qualidade do IFA.

Desde então, a Fiocruz vinha realizando a produção de lotes de teste para obter a autorização de uso do IFA nacional. A vacina da Fiocruz está autorizada no Brasil desde 17 de janeiro do ano passado e recebeu o registro definitivo em março de 2021.
 

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05/01/2022 20:40h

Em janeiro, serão disponibilizadas 3,74 milhões de doses infantis. A Pasta recomenda que pais e responsáveis consultem o médico antes de levar os pequenos para se imunizar

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a inclusão de crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19. A medida foi tomada após análise dos técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que aprovaram o pedido da Pfizer para que sua vacina seja aplicada no público infantil. 

“Essa vacina foi desenvolvida pela indústria Pfizer BioNTech; uma vacina que tem dosagem diferente, equivalente a um terço da dose da vacina que é aplicada nos adultos. E isso foi testado através de ensaios clínicos e já logrou a aprovação em agências respeitáveis, a exemplo do FDA, a exemplo da associação da agência europeia de medicamentos (EMA) e agora teve o aval da Anvisa, que atestou a segurança regulatória”, afirma o ministro.

A pasta orienta que os pais e os responsáveis consultem um médico antes de levar as crianças para se imunizar, conforme esclarece a secretaria extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo.

“[É] Imprescindível que os pais, mães, responsáveis por essas crianças consultem um médico antes de irem tomar essa vacina. E por que é essa nossa preocupação?  A criança está em pleno desenvolvimento. Nós temos alguns efeitos adversos? Temos. Embora eles sejam raros, mas nesse público o cuidado tem que ser muito maior. Os pais, os responsáveis, devem estar presentes manifestando sua concordância com a vacinação”, orienta.

Segundo Rosana Leite de Melo, em caso de ausência dos pais ou responsáveis pela criança, a vacinação só poderá ser realizada mediante um termo de assentimento por escrito. 

De acordo com a pasta, haverá uma ordem de prioridade para a imunização das crianças de 5 a 11 anos, começando por aquelas com comorbidades, deficiências permanentes, indígenas, quilombolas e crianças que vivem com pessoas com alto risco para evolução grave da Covid-19. Na sequência, a recomendação é imunizar as crianças sem comorbidades, começando pelas mais velhas, que podem apresentar um pouco mais de sintomas e também saem mais de casa. 

Aprovação da Anvisa

Em 16 de dezembro de 2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o pedido da Pfizer para que sua vacina contra a Covid-19 pudesse ser aplicada em crianças de 5 a 11 anos. Por conter fórmula diferente, o frasco possui tampa laranja. O frasco do imunizante para adultos possui tampa roxa.

Os estudos do imunizante não apresentaram nenhum relato de evento adverso grave ou morte por conta da vacinação, segundo o gerente geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes.

“O perfil de segurança da vacina, quando comparado com o placebo, é muito positivo. Quando a gente observa qualquer reação adversa, não tem uma diferença importante entre placebo e vacina. E não há relato de nenhum evento adverso sério de preocupação. Não há nenhum relato relacionado a casos muito graves ou mortalidade por conta da vacinação.”

“O Ministério da Saúde também acompanha eventos adversos relacionados à vacina. Esses eventos adversos podem acontecer em qualquer faixa etária. A vacina Pfizer pediátrica é uma vacina que foi aprovada recentemente, no entanto, segundo dados do CDC, nós já temos mais de 8 milhões de doses dessa vacina aplicadas e, até o momento, não foi feito um alerta de segurança maior”, esclarece o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. 

Em relação à eficácia, o grupo que tomou o placebo apresentou uma incidência maior de casos de Covid-19 se comparado ao grupo que tomou a vacina da Pfizer. Portanto, os técnicos estimaram uma eficácia de 90%.

Diferença entre as vacinas para adultos e crianças

A principal diferença entre as vacinas é que o imunizante pediátrico possui uma dosagem de 10 microgramas, enquanto o de adultos possui 30 microgramas.

Outras diferenças são:

Volume de injeção: 

  • Adultos: 0,3 ml / Crianças: 0,2 ml

Concentração de mRNA: 

  • Adultos: 0,5 mg/ml / Crianças: 0,1 mg/ml

Doses por frasco:

  • Adultos: 6 doses / Crianças: 10 doses

Quantidade de diluente:

  • Adultos: 1,8 ml / Crianças: 1,3 ml

Armazenamento:

  • Adultos: 1 mês em 2° a 8° C / Crianças: 10 semanas em 2° a 8° C

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Distribuição das doses

Segundo o último censo demográfico, o país possui 20 milhões de crianças de 5 a 11 anos de idade. Em 28 de dezembro de 2021, o Ministério da Saúde formalizou um termo aditivo com a Pfizer, que garante as primeiras 20 milhões de doses pediátricas, que deverão ser entregues ainda no primeiro trimestre de 2022.

O secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, destaca a novidade do terceiro contrato com a farmacêutica.

“A primeira novidade é que a gente tem direito sempre a vacina mais atual. Se eventualmente surgir uma nova cepa e o laboratório desenvolver uma vacina mais atual que possa cobrir essa cepa, então o ministério tem direito a receber essas doses da vacina mais atual. A segunda novidade é que o contrato abarca  também a possibilidade de aquisição de doses que possam contemplar todas as idades incorporadas ao Plano Nacional de Operacionalização da Covid-19.”

As outras 20 milhões de doses estão garantidas para o segundo trimestre de 2022, mediante sinalização do Ministério da Saúde. Somente no mês de janeiro, serão disponibilizadas 3,74 milhões de doses.

“Para todos aqueles que quiserem vacinar os seus filhos, o Ministério da Saúde vai garantir doses da vacina e também cuidará para que as normas que foram sugeridas ou recomendadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em relação aplicação da vacina, sejam seguidas na ponta”, anuncia o ministro Marcelo Queiroga.

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Covid
01/01/2022 09:00h

Anticorpos neutralizantes contra a variante aumentaram 2,7 vezes após dose de reforço do imunizante

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Uma terceira dose da vacina AstraZeneca contra a Covid-19 aumenta significativamente os níveis de anticorpos capazes de neutralizar a variante Ômicron do novo coronavírus. A descoberta consta em novo estudo realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade de Oxford. 

A pesquisa foi feita com 41 voluntários. Um mês após terem tomado a terceira dose do imunizante, eles apresentaram anticorpos contra a Ômicron em níveis semelhantes aos anticorpos que combatem as variantes Alfa e Delta depois da segunda dose. 

A infectologista Joana Darc Gonçalves destaca que após a descoberta de novas variantes é comum haver pesquisas em profusão para investigar se as vacinas existentes são ou não eficazes para proteção contra um determinado tipo de vírus. A especialista diz que, até o momento, os estudos trazem resultados positivos. 

“Tanto a AstraZeneca, como a Pfizer, Moderna e  outros centros de investigação estão avaliando essa questão da eficácia e, para nossa sorte, muitas têm demonstrado serem eficazes após a terceira dose, aumentando o número de anticorpos circulantes e evitando, assim, infecção e doença grave”, destaca. 

O estudo foi publicado em uma plataforma internacional de biologia e mostra que os anticorpos neutralizantes contra a variante aumentaram 2,7 vezes após a terceira dose da AstraZeneca. Os pesquisadores salientaram que “a campanha para fornecer doses de reforço deve adicionar considerável proteção contra a infecção pela Ômicron”. 

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Para intensificar o combate à variante, o Ministério da Saúde já anunciou a redução de cinco para quatro meses do intervalo entre a segunda e a terceira dose da vacina contra a Covid-19. 

“É importante falar do reforço da terceira dose. Alguns países já estão iniciando essa campanha para vacinar toda a população já pensando nessa questão das variantes e das mutações”, destaca a infectologista. 

O que especialistas dizem sobre a Ômicron é que, embora se dissemine com mais facilidade, sendo altamente transmissível, ela é menos letal do que as demais variantes do novo coronavírus. Para Joana Darc, isso pode ser um indicativo promissor em relação à pandemia da Covid-19. 

“O que a gente tem visto até agora é que realmente ela produz menos mortalidade, menos complicações, menos hospitalizações e muita gente está na expectativa de que seja já um vírus atenuado e que, no futuro, talvez a gente nem precise de  vacina, caso esse vírus se torne dominante e seja realmente menos letal e agressivo. Isso seria o ideal pra gente. Mas ainda temos que aguardar as consequências dessa quantidade de pessoas que estão se infectando”, ressalta. 

A disseminação da Ômicron levou a uma nova onda de contaminações na Europa. A França, por exemplo, registrou 208 mil casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, recorde desde o início da pandemia. A Espanha, por sua vez, registrou cerca de 100 mil casos em um dia, mais que duplicando o recorde anterior. 

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30/12/2021 20:00h

De acordo com o Ministério da Saúde, são mais de 143 milhões de brasileiros que já concluíram o ciclo de imunização contra o coronavírus

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O Brasil alcançou, na última terça-feira (28), a marca de 80% da população vacinada com as duas doses da vacina contra a Covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, são mais de 143 milhões de brasileiros que já concluíram o ciclo de imunização contra o coronavírus. 

Um dos contemplados foi o estudante de economia Lucas Cavalcanti, de 24 anos. Morador de Brasília, ele comemora as duas doses da vacina. 

“Eu já tomei duas doses da vacina e fico muito feliz por ter tido essa chance. Agora, a vida está podendo voltar um pouco ao normal. Inclusive estou  na praia, aproveitando coisas que pensei que não poderia mais”, comemora. 

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A psicóloga Amanda Oliveira, de 37 anos, também garantiu duas doses do imunizante e afirma que isso trouxe de volta momentos de descontração e entretenimento na vida dela.

“Realmente me senti mais segura para poder estar em outros ambientes, para ir a outros lugares que não ia desde 2019, como sentar para tomar um café, sair para dançar”, relata. 

O epidemiologista do curso de saúde pública da Universidade de Brasília, Walter Ramalho, explica a importância de tomar as duas doses do imunizante contra o vírus.

“A ideia é que com duas doses tenhamos a eficácia desejada. A OMS preconiza para a Covid-19 uma imunidade eficaz acima de 50%. As vacinas que nós temos aqui no Brasil giram em torno de 60% a 70% da CoronaVac e da AstraZeneca. Vale lembrar que, com uma dose apenas, a eficácia é muito menor e a conversão para as células de imunidade são muito baixas”, destaca.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, houve ampliação da disponibilidade da dose de reforço para todos os brasileiros com mais de 18 anos. Essa nova etapa da imunização deve ser realizada quatro meses após a aplicação da segunda dose.

Vacinação 

Desde o início da campanha de vacinação, mais de 380 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 foram distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados e ao Distrito Federal. Desse total, 320 milhões foram aplicadas, sendo 161 milhões de brasileiros com a primeira dose. 

Com o envio de doses adicionais, as unidades da federação já deram início ao reforço da imunização da população com a aplicação de mais de 16 milhões de doses.
 

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Brasil 61