Saúde

17/05/2022 20:58h

Em 2022, campanha nacional ocorre a partir desta quinta-feira (19), Dia Mundial da Doação de Leite Humano. País possui a maior rede de banco de leite do mundo, com 225 bancos e 217 postos de coleta

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Para incentivar o aumento das doações e abastecer os estoques dos bancos de leite humano em todo Brasil, o Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira (17), a Campanha Nacional de Doação de Leite Humano 2022.

A campanha de 2022 ocorre a partir desta quinta-feira (19), Dia Mundial da Doação de Leite Humano. A veiculação vai até o dia 16 de junho, em rádio, redes sociais e pontos de grande circulação de pessoas.

Neste ano, o governo visa aumentar em até 5% a quantidade de doações e reforçar todos os estoques. Em 2021, o ministério registrou um aumento de 7% no volume de doações em comparação a 2020. Mas o quantitativo, segundo a pasta, representa 55% da necessidade por leite humano no País. O governo estima que, anualmente, cerca de 340 mil bebês prematuros ou de baixo peso nascem no território nacional.

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A coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Janini Ginani, explica os benefícios do leite humano para os recém-nascidos, especialmente os que nascem prematuramente e que estão em risco. "Os bebês amamentados com leite humano têm mais chances de uma rápida recuperação, o que também representa uma economia para o Sistema Único de Saúde (SUS), pois o leite materno possui elementos essenciais para a imunidade do recém nascido, que possibilita um menor uso dos antibióticos.” 

No ano passado, 3 milhões de mulheres doaram leite humano. Isso beneficiou outras 35 milhões de mães. “Reforçamos anualmente nas campanhas de arrecadação de leite materno que qualquer quantidade importa”, conclui Janini Ginani.

O Brasil tem a maior rede de bancos de leite humano no mundo. São 225 bancos de leite em todas as UFs e 217 postos de coleta. A rede brasileira é uma iniciativa do Ministério da Saúde, por meio do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). 
 

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17/05/2022 00:13h

Nova lei que institui a bula digital de medicamentos foi sancionada na última quinta-feira (12) pelo governo federal

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A partir de agora, os laboratórios farmacêuticos poderão inserir QR Code nas embalagens de medicamentos para a bula digital. A lei que implementa o novo formato eletrônico foi sancionada na última quinta-feira (12). 

A versão digital da bula também pode contar com ilustrações, quando houver necessidade. Além disso, há a possibilidade de conversão do texto em áudio ou vídeo, o que garante acessibilidade às pessoas com deficiência e analfabetos. A ideia é que também sejam disponibilizados links para outros documentos explicativos.

A nova redação modifica a Lei 11.903/09. O intuito é expandir e facilitar o acesso à bula, no modelo digital, com informações obrigatórias como composição, utilidade e dosagens, por exemplo. 

Na avaliação do secretário-geral do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Gustavo Pires, a medida deve facilitar a leitura e a compreensão por parte dos usuários. “Para aqueles que têm acesso tanto à internet quanto a um aparelho que se possa utilizar para poder ter acesso a uma bula digital, é mais dinâmico e mais prático. Então, isso pode ser considerado uma vantagem em relação ao formato impresso”, destaca. 

Controle

Pelos termos da legislação, o controle será realizado por meio do sistema de identificação de medicamentos. Para isso serão utilizadas tecnologias de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados. As embalagens dos medicamentos devem contar com o código de barras bidimensional de leitura rápida, que leve ao endereço na internet que dá acesso à bula digital.

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A rastreabilidade será de responsabilidade dos laboratórios, que deverão ter sistema próprio que permita a elaboração de mapa de distribuição de medicamentos. 

“Uma preocupação que temos é a descontinuidade do projeto de rastreabilidade, que foi abortado por meio desse projeto de lei aprovado. Com a descontinuidade da rastreabilidade, os riscos de falsificação de medicamentos voltam a aparecer”, ressalta Gustavo Pires.

As bulas digitais precisam ser hospedadas em links autorizados pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Vale destacar que a inclusão de informações digitais não implicará no fim da apresentação em formato de bula impressa.
 

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Dr. Ajuda
14/05/2022 03:08h

Você conhece alguém que tem hepatite B? Você sabe quais são os sintomas e formas de transmissão dessa doença? Neste episódio, o Dr. Mário Guimarães dará mais detalhes sobre o assunto

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A Hepatite B é uma inflamação causada por um vírus chamado Vírus da Hepatite B. Uma vez que esse vírus entra na sua circulação ele chega ao fígado onde começa a infecção. O seu sistema imunológico, que é o seu sistema de defesa, é então acionado e se inicia uma inflamação que é o que caracteriza a fase inicial da doença, a fase da Hepatite Aguda.

Os sintomas mais comuns são enjoo, vômitos e cansaço, mas isso pode estar presentes em diversos problemas de saúde, ou seja, não dá para suspeitar de hepatite por esses sintomas.

Nos casos em que a inflamação do fígado é mais importante você pode apresentar sintomas mais sugestivos como: icterícia (cor amarelada da pele mais facilmente percebida vendo o branco dos olhos), urina cor de coca cola que é o que chamamos de colúria e fezes mais claras. 

O grande problema é que de cada 10 pessoas contaminadas apenas 1 tem sintomas. As outras 9 pessoas não sentem nada! Não sentindo nada e tendo o vírus ativo no corpo, elas transmitem esse vírus para outras pessoas sem saber.

Na fase crônica, permanecem com o vírus ativo e se multiplicando e começam a ter sinais laboratoriais que indicam sofrimento do fígado.

A hepatite crônica é totalmente assintomática!  Se nada for feito e a doença pode levar a Cirrose ou mesmo Câncer do Fígado (Hepatocarcinoma). Nem todos sabem, mas a Hepatite B é uma das principais causas de Câncer de fígado.   Essa evolução silenciosa e com grande potencial de gravidade, sem sintomas para maioria das pessoas é um dos grandes problemas da Hepatite crônica.

Tanto na fase aguda quanto na crônica, o diagnóstico é feito por meio de exame de sangue chamado Sorologia.

Quando você deve suspeitar que pode ter sido contaminado pelo vírus? A resposta é: Toda vez que você foi exposto a sangue e fluidos corporais que podem ter o vírus. Quando isso ocorre?

4 principais vias de transmissão:

  1. relação sexual desprotegida. Atenção para uma dúvida frequente: sexo oral e anal também transmite. 

  2. compartilhamento de agulhas e seringas entre usuários de drogas injetáveis

  3. Cabelereiros, manicures, centros de colocação de piercing e tatuagem que não esterilizam corretamente os alicates, tesouras ou agulhas.

  4. Você deve questionar se o local que irá prestar o serviço segue as recomendações de esterilização. Lembrando que a fervura desses objetos não mata o vírus B! E que esse vírus pode permanecer vivo em uma gota de sangue seca por até 7 dias! Por isso fique atento!

  5. A quarta via de transmissão é a da mãe para o filho durante o parto ou na amamentação. Portanto, é muito importante que toda grávida seja investigada para a hepatite B para diminuir essa chance de transmissão. Aqui cabe um esclarecimento: A chance de transmissão por aleitamento é considerada muito baixa, porém deve-se ter o cuidado com a possibilidade de rachaduras no mamilo e com a possibilidade de sangramento. 

 E como prevenir? A primeira delas é evitar a exposição usando camisinha nas   relações sexuais e tendo atenção com o uso de instrumentos usados em muitas pessoas e que podem te perfurar ou cortar. A segunda e mais importante delas é a vacinação!

 

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13/05/2022 18:30h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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No episódio desta semana, o podcast Giro Brasil 61 comenta o piso salarial da enfermagem, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados e aguarda sanção presidencial. O episódio também mostra que os brasileiros já pagaram mais de 1 trilhão de reais em impostos apenas em 2022, que o Brasil busca a eliminação da malária até 2035 e que a Câmara aprovou projeto que facilita chegada do 5G no país.

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12/05/2022 16:26h

A verba deve partir da União, mas municípios terão de arcar com adicionais concedidos aos profissionais

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 9/2022, que estabelece um novo piso salarial para agentes comunitários de saúde, foi aprovada pelo Congresso Nacional. A partir dessa aprovação, os profissionais da área possuem piso salarial fixo de dois salários mínimos - atualmente R$ 2.424. Como se tratava de uma alteração na Constituição Federal, a proposta precisava ser aprovada em duas votações, o que ocorreu na mesma sessão. Ainda não há informações oficiais sobre o impacto da medida, mas técnicos do Congresso especulam que sejam gastos R$ 3,7 bilhões por ano com o novo piso.

Pelo texto que foi aprovado, os vencimentos dos agentes comunitários serão pagos pela União e os valores estarão previstos no orçamento com dotação própria e específica. A PEC foi protocolada em 2011, e depois de 11 anos de tramitação foi aprovada pelos parlamentares.

A proposta garante aos profissionais adicional de insalubridade, além de aposentadoria especial devido aos riscos inerentes às funções desempenhadas e determina que estados, Distrito Federal e municípios assumam o compromisso de estabelecer outras vantagens, como auxílios, incentivos, gratificações e indenizações com o objetivo de valorizar o trabalho dos profissionais.

A prefeita da cidade de Nepomuceno (MG), Luiza Maria Menezes, conta que não tem capacidade orçamentária para prover o novo piso aos agentes comunitários no município. “Nós, enquanto prefeitos, não somos contra de maneira nenhuma em alguém ganhar bem, mas a gente tem que saber a fonte. O município de Nepomuceno não tem a mínima condição de dar qualquer tipo de aumento”, afirma.

O especialista em orçamento público César Lima, porém, afirma que, como o Governo Federal definiu que os recursos devem partir da União, ficará a critério do próprio governo a captação dos recursos para cobrir a proposta. “O dinheiro vai ter que ser colocado para isso, pois está previsto que União que vai arcar com o custo desses agentes. O governo terá que encaminhar um projeto de lei ao congresso de crédito adicional, se pretender, ainda este ano, conceder esse reajuste e já pagá-lo, ou no orçamento do próximo ano colocar dentro do projeto de lei, os recursos necessários para pagamento no ano de 2023,” explica.

Piso nacional da enfermagem 

Outra categoria que teve a aprovação de um novo piso salarial foi a enfermagem. A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que institui piso salarial para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras. De acordo com o texto, o valor mínimo inicial para enfermeiros será de R$ 4.750, que deverá ser pago nacionalmente tanto em hospitais públicos quanto privados. Para os técnicos de enfermagem, o valor será de 70% do piso dos enfermeiros; e 50% para os auxiliares de enfermagem e as parteiras.

Na esteira da discussão do orçamento, César Lima, explica como serão disponibilizados os fundos para o pagamento do piso que deve ter impacto total de R$ 5,68 bilhões aos cofres públicos, segundo a Câmara dos Deputados. “Nós temos algumas possíveis fontes de financiamentos que estão sendo estudadas. Uma seria a legalização dos jogos de azar e uma parte dos fundos desse segmento ser destinada para custear o piso nacional da enfermagem e outra seria a destinação de 3,5% do arrecadado com extração mineral para essa demanda”, comenta.
 

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12/05/2022 04:27h

Projeto de Lei 2564, que institui o piso salarial da enfermagem, foi aprovado pela Câmara dos Deputados e aguarda sanção presidencial. Atualmente, 1,1 milhão de profissionais atuam na linha de frente

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Os profissionais da enfermagem de todo Brasil têm muito a comemorar nesta Semana da Enfermagem, iniciada nesta quinta-feira (12). Um dos motivos é a aprovação do piso salarial para a categoria, na Câmara dos Deputados, no último dia 4.  

Na avaliação de representantes e parlamentares envolvidos na aprovação, o piso nacional da enfermagem é uma conquista "histórica" e importante passo para maior valorização da categoria. “Com base nisso, queremos fazer uma luta, não somente corporativa, mas uma luta que busca trazer melhores condições de trabalho, para que possamos prestar uma melhor qualidade da assistência à saúde para a população brasileira”, explica o representante do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) no Fórum Nacional da Enfermagem, Daniel Menezes.

O projeto de lei (PL 2564/2020) aprovado fixa em R$ 4.750 o valor para enfermeiros e pisos proporcionais de 70% do valor para os técnicos e de 50% para auxiliares e parteiras. O texto, que já passou pelo Senado, deve beneficiar os mais de 2,6 milhões de profissionais registrados, segundo estimativas do Cofen. O PL aguarda sanção presidencial. 

Atualmente, 1,1 milhão de profissionais atuam na rede de saúde. No Sistema Único de Saúde (SUS), a enfermagem está presente em todas as ações desenvolvidas nos hospitais.

 


Segundo o conselheiro federal Daniel Menezes, há uma disparidade salarial entre os profissionais da enfermagem das diferentes regiões do país. “O Brasil, por ser um um país de proporções continentais, tem uma disparidade muito grande de remuneração. Inclusive nos estados, como [das regiões] Sul e Sudeste. Mesmo nesses estados, no município do interior, temos profissionais de enfermagem do nível médio ganhando próximo a um salário mínimo.” 

Menezes afirma que a categoria historicamente sofre com a invisibilidade, especialmente por ter baixa remuneração e exaustiva jornada de trabalho. “Por não haver esse reconhecimento histórico, profissionais trabalham em dupla, até tripla jornada. Tem colegas que trabalham 60 horas semanais para poder dar o mínimo de dignidade e subsistência para suas famílias.”

Enfermagem na pandemia

Os desafios enfrentados pelos profissionais da enfermagem, especialmente durante a pandemia, colocaram a profissão em evidência.

“A pandemia veio dar visibilidade para esse trabalho que a enfermagem faz, que sempre foi importante, mas foi extremamente importante durante a pandemia. Tivemos uma visibilidade muito grande pelo trabalho abnegado que os profissionais desempenharam e vem desempenhando; e agora também na vacinação, mesmo com condições precárias, jornadas insalubres e baixa remuneração. É um trabalho que vai continuar sendo importante”, afirma Daniel.

Segundo dados do Observatório da Enfermagem, há 63.391 casos reportados de Covid-19 entre os profissionais da enfermagem. O número de óbitos chega a 872.

O enfermeiro Adriano Araújo, de Brasília (DF), conta os principais desafios enfrentados no começo da pandemia.

“Quando nós iniciamos o atendimento na Covid-19, eu percebi que o maior desafio era o medo do desconhecido. Sabíamos que aquilo estava à nossa volta e que era fatal para quem contraísse logo no começo. Ainda não tinha vacina no Brasil. Depois, faltou equipamento de proteção individual, que era essencial; e em alguns lugares não tínhamos esses equipamentos da forma como deveríamos ter.”

Adriano contraiu a Covid-19 duas vezes, mas isso não o desanimou de participar da ação “Brasil conta Comigo” do Ministério da Saúde. A iniciativa possibilitou a contratação emergencial de profissionais de saúde nos locais mais afetados pela pandemia da Covid-19. Saindo da capital federal, ele passou 60 dias em Manaus (AM), para contribuir com a equipe que ajudou a salvar vidas.

“Estávamos bem no olho do furacão em Manaus. Os números de mortes estavam subindo. E fomos convocados para participar dessa missão. E nós contribuímos com aquilo que sabíamos que dava para contribuir: dar uma assistência para aqueles pacientes que estavam precisando. Sabíamos também que estávamos ajudando nossos colegas locais, que já estavam bastante desgastados e cansados. Eu tive medo, [mas] o meu desejo de atuar como um profissional de saúde, que poderia ajudar naquele momento, foi muito maior”, conta o enfermeiro.

Sanção do PL 

O Projeto de Lei 2564/2020 foi aprovado por 449 votos a 12 na Câmara dos Deputados. Já no Senado, a matéria passou com unanimidade. Para o conselheiro do Cofen Daniel Menezes de Souza, a aprovação por extensa maioria mostra a força da pressão popular para defender a categoria.

“Mostra a necessidade de que o Congresso Nacional e a sociedade como um todo façam esse resgate da injustiça social que a nossa profissão vivia até então. A aprovação do piso foi a partir dessa grande pressão da categoria e do reconhecimento da população, para que possamos erradicar os salários miseráveis que a nossa profissão ainda recebe em muitos locais deste país.”

O autor do PL, senador Fabiano Contarato (PT-ES), comemora a aprovação do piso no Congresso Nacional.

“É uma vitória histórica o reconhecimento salarial que esses profissionais tanto merecem. Agora, que já aprovamos a proposta no Senado e na Câmara, o texto tem de ser enviado à sanção da Presidência da República. É um forte clamor da sociedade, de todo o Congresso Nacional e dos trabalhadores da categoria para tornar realidade esse direito fundamental”, pontua o senador. 

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP) afirma que o piso salarial da enfermagem vai garantir melhores condições de trabalho para os profissionais da categoria.

“Os enfermeiros e enfermeiras, técnicos e técnicas de enfermagem, auxiliares de enfermagem por todo o Brasil, exatamente por não terem um piso mínimo garantido, muitas vezes se expõem a uma jornada de trabalho extenuante. Assumem mais plantões, fazem uma carga horária acima do que é o tempo adequado para um ser humano. Nós acreditamos que com o piso nacional e com a valorização do profissional de enfermagem, eles terão melhores condições de trabalho. Com isso, todos ganham”, afirma.

A presidente do Cofen, Betânia Maria dos Santos, ressalta a união de esforços para que o piso da categoria fosse definido: "O PL 2564 é fruto de ampla pactuação e diálogo. A enfermagem uniu partidos de esquerda, direita e centro, em um raro consenso. Esperamos que o presidente reconheça a importância dos serviços prestados pela Enfermagem ao Brasil e sancione o PL 2564".

Além de definir o piso salarial da enfermagem, o PL também determina que os valores serão corrigidos anualmente com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor.

Após a aprovação nas duas casas do Congresso Nacional, o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira (PP-AL), deve enviar o texto para sanção depois da indicação de fonte de recursos para viabilizar o piso da enfermagem.

Representantes da categoria e do parlamento já articulam formas de financiamento da medida. No Senado, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 11/2022) que institui como lei federal os pisos salariais nacionais para essas categorias. Assim que a PEC for aprovada, os deputados deverão apresentar um Projeto de Lei Complementar (PLP) na Câmara para criar um fundo de financiamento da enfermagem na ordem de R$ 16 bilhões.

“Essa fonte de financiamento é fruto de debate vasto com a própria consultoria da Câmara e do Senado, de forma que possamos apresentar o recurso e tirar a sobrecarga dos municípios brasileiros. Com esse PLP, que será apresentado nos próximos dias pela Câmara dos Deputados, automaticamente haverá a garantia dos R$ 16 bilhões de reais/ano para o custeio do piso salarial de todos esses profissionais do Brasil”, afirma a senadora Eliziane Gama.

Segundo a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), que coordenou o grupo de trabalho a respeito do tema, o fundo será constituído por recursos da regulamentação dos jogos e da desoneração da folha de pagamento.

“Nós trabalhamos na busca por fontes de financiamento. Uma delas é o projeto de lei que visa a regulamentação dos jogos. Ali conseguimos uma janela de 4%. Essa matéria está sendo discutida no Senado agora. Outra possibilidade de financiamento é a desoneração da folha de pagamento dos serviços privados (hospitais e clínicas). Essa proposta está aqui na Câmara.”

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11/05/2022 18:32h

Para atingir a meta, Ministério da Saúde lançou o Plano Nacional de Eliminação da Malária nesta quarta-feira (11)

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O Ministério da Saúde pretende eliminar a malária do país até 2035. A pasta lançou o Plano Nacional de Eliminação da Malária, nesta quarta-feira (11). O programa visa reduzir os casos autóctones da doença até 2025, zerar o número de mortes até 2030 e abolir a doença por completo até 2035.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mesmo com o avanço da redução de casos de infectados e óbitos pela doença nos últimos anos, em 2020 o número de mortes pela doença aumentou 12% em relação ao ano de 2019.

Conforme o secretário de Vigilância em Saúde (SVS) do ministério, Arnaldo Correia, algumas das estratégias para o processo da eliminação da malária são: o controle do vetor da doença, diagnóstico por turno, tratamento adequado, atenção básica no enfrentamento diário da doença e recomendações quanto a formas de repelir o mosquito.

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O secretário disse que a ação do programa será intensificada nas regiões mais problemáticas. “A maior prevalência e a incidência de casos de malária no nosso país são concentradas na chamada Amazônia Legal: Região Norte, alguns estados do Centro-Oeste e do Nordeste. Será intensificada obviamente nesta região. E nesse sentido, o papel dos  Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) e da Secretaria Especial de Atenção do Indígena (SESAI) é fundamental”, completou.

De acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o que vale é o trabalho em conjunto. “Se todos trabalharmos juntos, o Ministério da Saúde, os estados e sobretudo os municípios, em pouco mais de dez anos, eu tenho total esperança e convicção de que teremos sucesso.”

Socorro Gross, representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, também esteve presente durante a cerimônia de lançamento do plano e parabenizou a iniciativa do Ministério da Saúde no combate à doença.

“Hoje tomamos um caminho possível e que só é possível quando tem decisão política. Por isso, ministro, o parabenizo pela decisão que o ministério tomou nesse momento. A malária é uma doença que, se temos o diagnóstico rápido, ela pode, sim, ser eliminada”, afirmou a representante.
 

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10/05/2022 18:20h

Você já teve dor de garganta alguma vez na vida? Sabe quando suspeitar de Amigdalite? Neste episódio, o Dr. Bruno Pina dará mais detalhes sobre o assunto

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As amígdalas ficam localizadas na orofaringe, logo no fim da língua, no fundo da boca. Elas são responsáveis pela produção de linfócitos (células de defesa do nosso organismo), ou seja, elas guardam uma espécie de arquivo imunológico e ajudam a promover estratégias de defesa. Justamente por funcionarem como uma barreira, essas estruturas são muito suscetíveis a processos infecciosos. Quando isso ocorre, as amígdalas se inflamam, ficam inchadas, doloridas e dificultam a passagem dos alimentos para o aparelho digestivo.

O sintoma mais comum da amigdalite é a dor de garganta, principalmente na hora de engolir.

Porém existem outros sintomas comuns, entre eles:

  • Amígdalas vermelhas e inchadas.
  • Revestimento ou manchas brancas e amarelas nas amígdalas.
  • Dificuldade de engolir.
  • Febre.
  • Aumento de gânglios no pescoço (ínguas).
  • Voz rouca.
  • Mau hálito (bafo).
  • Nos casos mais graves pode ocorrer até mesmo faltar de ar e dificuldade para abrir a boca

Nos bebês e nas crianças pequenas, os sintomas podem incluir:

  • Excesso de baba, por conta da dificuldade e dor na hora de engolir.
  • Recusa na hora de comer.
  • Agitação incomum.

Amigdalite: causa 

Os vírus estão implicados em cerca de 50% a 70% das inflamações, especialmente os que causam também gripes e resfriados, como o adenovírus. Entre as bactérias, os principais agentes envolvidos são os estafilococos e o estreptococo. Esses microrganismos costumam ser transmitidos de uma pessoa para outra através de tosse, espirro e contaminação das mãos e objetos por secreções respiratórias. Alguns fatores, como mudanças bruscas de temperatura, convivência com fumantes, exposição contínua ao ar-condicionado e, sobretudo, situações de queda na imunidade podem predispor o indivíduo a desenvolver uma amigdalite. 

Amigdalite: diagnóstico

O diagnóstico é clínico e depende basicamente da história do paciente e do exame da garganta. alguns exames podem ser necessários, como o teste rápido para a pesquisa da bactéria na secreção da garganta e mesmo a cultura, na qual o material colhido é posto em meios próprios para avaliar o crescimento de bactérias.

Amigdalite: tratamentos 

Se a amigdalite é causada por um vírus, o médico não vai recomendar antibiótico. Se a amigdalite for causada por uma bactéria, o tratamento é feito por antibióticos e remédios sintomáticos para dor e febre. 

A retirada das amígdalas é indicada quando a recorrência da amigdalite é muito alta, geralmente maior do que quatro vezes por ano. Apesar de ser um problema corriqueiro na infância, a amigdalite precisa de um bom diagnóstico e de um tratamento adequado.

 

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09/05/2022 00:27h

A morte ocorreu em Rondônia, na última quarta-feira. Depois de ficar livre do sarampo em 2016, Brasil registrou novos surtos e luta para erradicar a doença. Campanha de vacinação vai até o dia 3 de junho

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A primeira morte por sarampo em 2022, registrada na última quarta-feira (4), em Rondônia, chama atenção para a importância da vacinação contra a doença. A idade e o gênero da vítima não foram divulgados pelos gestores estaduais, por questão de sigilo. O óbito ocorreu em meio à campanha nacional de vacinação contra o sarampo, mobilização que acontece em todo o Brasil, e na esteira de um cenário em que estados e municípios patinam para bater as metas de imunização.

Levantamento recente do projeto VAX*SIM, do Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância), revela que, em 2021, nenhum estado brasileiro atingiu a meta preconizada pelo Ministério da Saúde, de vacinar 95% das crianças contra o sarampo. Na esfera municipal, apenas 660 municípios - ou cerca de 12% das prefeituras - alcançaram essa taxa, no ano passado.

Segundo o estudo, em 2021, de cada três crianças brasileiras que tomaram a primeira dose do imunizante, uma não voltou para completar o esquema vacinal, de duas doses. 

“Não temos uma causa para a queda da cobertura vacinal, mas [a queda] começou a acontecer em 2016. E tivemos vários surtos significativos no Brasil, em 2018. E, em 2019, [o Brasil] a gente perdeu esse selo de erradicação do sarampo”, remonta a coordenadora do projeto, Patricia Boccolini. 

Ainda de acordo com o estudo do VAX*SIM, em 2020, o país bateu o recorde de 10 mortes de crianças menores de 5 anos por sarampo. Entre 2018 e 2021, 26 crianças nessa faixa etária morreram pela doença. Segundo o observatório, esses dados são um "retrocesso em um país que entre 2000 e 2017 havia registrado uma morte, no ano de 2013".  

Patricia Boccolini ressalta ainda que a vacinação infantil é uma das ações "mais importantes para prevenir mortes evitáveis de crianças de até 5 anos, com um excelente custo-benefício". 

Falta de informação

A diretora do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cássia Rangel, explica que além da questão do horário de funcionamento dos postos, muitas vezes incompatível com a rotina de pais e responsáveis, a falta de informação sobre a atual situação da doença no país pode ter contribuído para a queda na cobertura vacinal contra o sarampo.
"As principais causas relacionadas a essa queda de cobertura são o sucesso das coberturas de vacinação ao longo dos anos, o que pode causar uma falsa sensação de que não há necessidade de se vacinar. Muitas doenças já foram eliminadas e as pessoas não têm lembrança da ocorrência dessa doença. E também o conhecimento individual sobre a importância dessas vacinas ofertadas gratuitamente pelo SUS, e até mesmo uma baixa percepção de risco dessas doenças que são Imunopreveníveis”, explica a diretora.

Hospitalizações

O número crescente de hospitalizações por sarampo também preocupa. Entre 2018 e 2021, o levantamento aponta que 1.606 crianças foram hospitalizadas com a doença no Brasil. Nos quatro anos anteriores, entre 2014 e 2017, o país havia registrado um total de 137 hospitalizações infantis por sarampo.

Cássia Rangel alerta para a necessidade da imunidade de rebanho, que só é alcançada quando se vacina cerca de 95% do público alvo, e para a importância de a criança completar o esquema vacinal, com as duas doses, já que as complicações podem ser graves.

“As principais complicações de sarampo, as mais comuns, são a otite média, diarreia, pneumonia e a laringotraqueobronquite. Em alguns casos, por causa dessas complicações causadas pelo sarampo, podem levar à hospitalização, especialmente crianças desnutridas e imunocomprometidas”, destaca.

Campanha nacional de vacinação

De acordo com dados do Ministério da Saúde, notificados até a última terça-feira (3), no LocalizaSUS, 1,3 milhão de crianças entre 6 meses a menores de 5 anos tomaram a dose da vacina contra o sarampo. A estratégia de vacinação contra a doença acontece em todo o Brasil ao mesmo tempo em que é realizada a campanha de vacinação contra a influenza, que já aplicou 1 milhão de doses nesse público.

Segundo a pasta, a vacinação pretende “interromper a circulação do sarampo no Brasil”. A segunda etapa começou na última segunda, 2 de maio, e vai até o dia 3 de junho em quase 50 mil pontos de vacinação espalhados por todo o País.
 

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07/05/2022 19:44h

Você já sentiu no calcanhar? E já ouviu falar de fascite plantar? Neste episódio, o Dr.Mauro Dinato dá mais detalhes sobre o assunto

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A fáscia plantar é um espesso ligamento de tecido fibroso e pouco elástico que recobre a musculatura da sola do pé e vai desde o osso calcâneo até a base dos dedos dos pés. Ela tem a função sustentar o arco do pé e assim absorver e distribuir a energia do impacto do pé quando caminhamos, corremos e saltamos.

 

Certo, mas quais são as causas da fascite plantar?

Ainda não se conhece a causa exata da fascite plantar. na maioria dos casos, a dor é provocada pelo estiramento excessivo ou pequeno rasgo da fáscia plantar causado principalmente pela repetição de microtraumatismos nessa estrutura.

Apesar de não estar totalmente estabelecida a causa desse problema a medicina conhece os grupos de maior risco para o problema. 

Então o que você deve notar? 

  1. Idade: a fascite plantar é mais comum entre as idades de 40 e 60 anos.
  2. Você faz atividade física?  Como está o seu treino? Atividades que colocam muito estresse no calcanhar, como corrida de longa distância, podem contribuir para o aparecimento de fascite plantar. Além disso para quem pratica atividade, treino excessivo, aumento abrupto na distância, da intensidade de corrida ou caminhada, tênis de corrida inadequado, superfície de solo rígida também podem contribuir para a fascite. Mas é importante você saber que ficar sem atividade física, ou seja ser sedentário, também aumenta o seu risco de ter fascite plantar.
  3. Como é o seu pé e a sua pisada?  A forma do seu pé também influencia. Os mais associados a esse problema são o pé plano também conhecido como pé chato e o pé cavo, que é o pé contrário ao chato, o que tem o arco muito pronunciado. Você deve reparar também como você pisa. Quem pisa com o pé para fora que é o que chamamos de pisada supinada também tem maior risco.
  4. Você fica muito tempo em pé? Ficar muito tempo em pé também é um fator de risco e afeta alguns profissionais que passam a maior parte do tempo em pé ou caminhando, como professores.
  5. Como está o seu peso?  A obesidade aumenta a pressão exercida no calcanhar e na superfície plantar do arco do pé aumentando a chance de ter fascite.

Tratamento

O tratamento inicial deve ser sempre com medidas conservadoras para alívio da dor, modificação de hábitos tentando evitar o impacto excessivo, uso de calçados apropriados, exercícios de alongamento e fortalecimento através de fisioterapia. Em alguns casos pode ser recomendado uso de terapia de ondas de choque, uso de órteses especificas, acupuntura, infiltração com corticoide dentre outros tratamentos mais novos. Fazendo isso próximo de 80% dos pacientes tem melhora do quadro. Para aqueles sem melhora após 6 a 12 meses pode ser indicada eventualmente cirurgia.

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Brasil 61