Dr. Ajuda!

Dr. Ajuda
14/05/2022 03:08h

Você conhece alguém que tem hepatite B? Você sabe quais são os sintomas e formas de transmissão dessa doença? Neste episódio, o Dr. Mário Guimarães dará mais detalhes sobre o assunto

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A Hepatite B é uma inflamação causada por um vírus chamado Vírus da Hepatite B. Uma vez que esse vírus entra na sua circulação ele chega ao fígado onde começa a infecção. O seu sistema imunológico, que é o seu sistema de defesa, é então acionado e se inicia uma inflamação que é o que caracteriza a fase inicial da doença, a fase da Hepatite Aguda.

Os sintomas mais comuns são enjoo, vômitos e cansaço, mas isso pode estar presentes em diversos problemas de saúde, ou seja, não dá para suspeitar de hepatite por esses sintomas.

Nos casos em que a inflamação do fígado é mais importante você pode apresentar sintomas mais sugestivos como: icterícia (cor amarelada da pele mais facilmente percebida vendo o branco dos olhos), urina cor de coca cola que é o que chamamos de colúria e fezes mais claras. 

O grande problema é que de cada 10 pessoas contaminadas apenas 1 tem sintomas. As outras 9 pessoas não sentem nada! Não sentindo nada e tendo o vírus ativo no corpo, elas transmitem esse vírus para outras pessoas sem saber.

Na fase crônica, permanecem com o vírus ativo e se multiplicando e começam a ter sinais laboratoriais que indicam sofrimento do fígado.

A hepatite crônica é totalmente assintomática!  Se nada for feito e a doença pode levar a Cirrose ou mesmo Câncer do Fígado (Hepatocarcinoma). Nem todos sabem, mas a Hepatite B é uma das principais causas de Câncer de fígado.   Essa evolução silenciosa e com grande potencial de gravidade, sem sintomas para maioria das pessoas é um dos grandes problemas da Hepatite crônica.

Tanto na fase aguda quanto na crônica, o diagnóstico é feito por meio de exame de sangue chamado Sorologia.

Quando você deve suspeitar que pode ter sido contaminado pelo vírus? A resposta é: Toda vez que você foi exposto a sangue e fluidos corporais que podem ter o vírus. Quando isso ocorre?

4 principais vias de transmissão:

  1. relação sexual desprotegida. Atenção para uma dúvida frequente: sexo oral e anal também transmite. 

  2. compartilhamento de agulhas e seringas entre usuários de drogas injetáveis

  3. Cabelereiros, manicures, centros de colocação de piercing e tatuagem que não esterilizam corretamente os alicates, tesouras ou agulhas.

  4. Você deve questionar se o local que irá prestar o serviço segue as recomendações de esterilização. Lembrando que a fervura desses objetos não mata o vírus B! E que esse vírus pode permanecer vivo em uma gota de sangue seca por até 7 dias! Por isso fique atento!

  5. A quarta via de transmissão é a da mãe para o filho durante o parto ou na amamentação. Portanto, é muito importante que toda grávida seja investigada para a hepatite B para diminuir essa chance de transmissão. Aqui cabe um esclarecimento: A chance de transmissão por aleitamento é considerada muito baixa, porém deve-se ter o cuidado com a possibilidade de rachaduras no mamilo e com a possibilidade de sangramento. 

 E como prevenir? A primeira delas é evitar a exposição usando camisinha nas   relações sexuais e tendo atenção com o uso de instrumentos usados em muitas pessoas e que podem te perfurar ou cortar. A segunda e mais importante delas é a vacinação!

 

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13/05/2022 14:58h

Quais as doenças causadas pelo frio? Neste episódio o Dr. Jose Atta dará mais detalhes sobre o assunto

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Existe sim uma maior incidência de quadros respiratórios agudos nos meses de inverno e primavera, mas não porque o tempo frio predispõe a doenças virais, mas sim porque aumenta a circulação de vírus nessa época, já que as pessoas tendem a ficar mais tempo em ambiente fechados, em maior contato com outras pessoas e mais expostas a doenças de transmissão por contato pessoal. 

 

Além disso, o frio pode desencadear crises de asma. Ar frio é um dos estímulos para fechamento das vias aéreas, e as crises asmáticas costumam aparecer mais nessa época de mais frio.

Assim como a asma, crises de rinite também pode aparecer mais nessa época, também por causa da exposição ao ar frio e seco, e os sintomas respiratórios altos se tornam mais evidentes, podendo ser confundidos com resfriados ou gripes. Por causa desse aumento da circulação de vírus nos meses de inverno, há um consequente aumento da mortalidade por gripe nesses meses, nas populações mais suscetíveis: idosos, crianças recém-nascidas, pessoas com algumas doenças crônicas. Por isso as campanhas de vacinação acontecem logo antes do inverno, tanto no Brasil quanto em outros países. 

Apesar de não haver uma relação nítida entre aparecimento de gripe e exposição ao frio, sabemos que nos meses de inverno as pessoas morrem mais, principalmente de causas cardiovasculares e de causas respiratórias.

Dentre as causas respiratórias, as infecções desencadeando crises de asma e de bronquite crônica são as maiores causadoras desse excesso de mortalidade, assim como o aumento dos níveis de poluição atmosférica.

As causas do aumento da mortalidade cardiovascular são parecidas, e tem muito a ver com aumento dos níveis de poluição, como já bem demonstrado em pesquisas conduzidas no laboratório de poluição experimental da faculdade de medicina da USP.

Além de problemas cardiovasculares e respiratórios, o frio também está associado a problemas de pele, principalmente descamação e prurido. Isso se deve provavelmente à secura da pele causada pelo tempo mais seco, mas principalmente pelo fato de se tomar banhos quentes, demorados e com sabonete, que diminuem a proteção natural da pele. O banho quente e prolongado resseca muito a pele, assim como a aplicação indiscriminada de sabonete por todo o corpo, o que contribui para a diminuição dessa proteção natural. Algumas doenças dermatológicas ficam mais evidentes nos meses de frio, como por exemplo a dermatite atópica.

Resumindo:

  1. Frio não causa gripe (gripe é doença causada por vírus)
  2. Aumenta sim a incidência de gripe nos meses de inverno, por causa das aglomerações e ambientes fechados
  3. Previne-se gripes e resfriados lavando as mãos frequentemente (e não colocando cachecol)
  4. Aumenta os casos de asma, rinite e bronquite crônica nos meses de inverno
  5. Há um excesso de mortalidade associado às quedas de temperatura, tanto por mortes cardiovasculares quanto por mortes respiratórias.
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10/05/2022 18:20h

Você já teve dor de garganta alguma vez na vida? Sabe quando suspeitar de Amigdalite? Neste episódio, o Dr. Bruno Pina dará mais detalhes sobre o assunto

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As amígdalas ficam localizadas na orofaringe, logo no fim da língua, no fundo da boca. Elas são responsáveis pela produção de linfócitos (células de defesa do nosso organismo), ou seja, elas guardam uma espécie de arquivo imunológico e ajudam a promover estratégias de defesa. Justamente por funcionarem como uma barreira, essas estruturas são muito suscetíveis a processos infecciosos. Quando isso ocorre, as amígdalas se inflamam, ficam inchadas, doloridas e dificultam a passagem dos alimentos para o aparelho digestivo.

O sintoma mais comum da amigdalite é a dor de garganta, principalmente na hora de engolir.

Porém existem outros sintomas comuns, entre eles:

  • Amígdalas vermelhas e inchadas.
  • Revestimento ou manchas brancas e amarelas nas amígdalas.
  • Dificuldade de engolir.
  • Febre.
  • Aumento de gânglios no pescoço (ínguas).
  • Voz rouca.
  • Mau hálito (bafo).
  • Nos casos mais graves pode ocorrer até mesmo faltar de ar e dificuldade para abrir a boca

Nos bebês e nas crianças pequenas, os sintomas podem incluir:

  • Excesso de baba, por conta da dificuldade e dor na hora de engolir.
  • Recusa na hora de comer.
  • Agitação incomum.

Amigdalite: causa 

Os vírus estão implicados em cerca de 50% a 70% das inflamações, especialmente os que causam também gripes e resfriados, como o adenovírus. Entre as bactérias, os principais agentes envolvidos são os estafilococos e o estreptococo. Esses microrganismos costumam ser transmitidos de uma pessoa para outra através de tosse, espirro e contaminação das mãos e objetos por secreções respiratórias. Alguns fatores, como mudanças bruscas de temperatura, convivência com fumantes, exposição contínua ao ar-condicionado e, sobretudo, situações de queda na imunidade podem predispor o indivíduo a desenvolver uma amigdalite. 

Amigdalite: diagnóstico

O diagnóstico é clínico e depende basicamente da história do paciente e do exame da garganta. alguns exames podem ser necessários, como o teste rápido para a pesquisa da bactéria na secreção da garganta e mesmo a cultura, na qual o material colhido é posto em meios próprios para avaliar o crescimento de bactérias.

Amigdalite: tratamentos 

Se a amigdalite é causada por um vírus, o médico não vai recomendar antibiótico. Se a amigdalite for causada por uma bactéria, o tratamento é feito por antibióticos e remédios sintomáticos para dor e febre. 

A retirada das amígdalas é indicada quando a recorrência da amigdalite é muito alta, geralmente maior do que quatro vezes por ano. Apesar de ser um problema corriqueiro na infância, a amigdalite precisa de um bom diagnóstico e de um tratamento adequado.

 

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07/05/2022 19:44h

Você já sentiu no calcanhar? E já ouviu falar de fascite plantar? Neste episódio, o Dr.Mauro Dinato dá mais detalhes sobre o assunto

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A fáscia plantar é um espesso ligamento de tecido fibroso e pouco elástico que recobre a musculatura da sola do pé e vai desde o osso calcâneo até a base dos dedos dos pés. Ela tem a função sustentar o arco do pé e assim absorver e distribuir a energia do impacto do pé quando caminhamos, corremos e saltamos.

 

Certo, mas quais são as causas da fascite plantar?

Ainda não se conhece a causa exata da fascite plantar. na maioria dos casos, a dor é provocada pelo estiramento excessivo ou pequeno rasgo da fáscia plantar causado principalmente pela repetição de microtraumatismos nessa estrutura.

Apesar de não estar totalmente estabelecida a causa desse problema a medicina conhece os grupos de maior risco para o problema. 

Então o que você deve notar? 

  1. Idade: a fascite plantar é mais comum entre as idades de 40 e 60 anos.
  2. Você faz atividade física?  Como está o seu treino? Atividades que colocam muito estresse no calcanhar, como corrida de longa distância, podem contribuir para o aparecimento de fascite plantar. Além disso para quem pratica atividade, treino excessivo, aumento abrupto na distância, da intensidade de corrida ou caminhada, tênis de corrida inadequado, superfície de solo rígida também podem contribuir para a fascite. Mas é importante você saber que ficar sem atividade física, ou seja ser sedentário, também aumenta o seu risco de ter fascite plantar.
  3. Como é o seu pé e a sua pisada?  A forma do seu pé também influencia. Os mais associados a esse problema são o pé plano também conhecido como pé chato e o pé cavo, que é o pé contrário ao chato, o que tem o arco muito pronunciado. Você deve reparar também como você pisa. Quem pisa com o pé para fora que é o que chamamos de pisada supinada também tem maior risco.
  4. Você fica muito tempo em pé? Ficar muito tempo em pé também é um fator de risco e afeta alguns profissionais que passam a maior parte do tempo em pé ou caminhando, como professores.
  5. Como está o seu peso?  A obesidade aumenta a pressão exercida no calcanhar e na superfície plantar do arco do pé aumentando a chance de ter fascite.

Tratamento

O tratamento inicial deve ser sempre com medidas conservadoras para alívio da dor, modificação de hábitos tentando evitar o impacto excessivo, uso de calçados apropriados, exercícios de alongamento e fortalecimento através de fisioterapia. Em alguns casos pode ser recomendado uso de terapia de ondas de choque, uso de órteses especificas, acupuntura, infiltração com corticoide dentre outros tratamentos mais novos. Fazendo isso próximo de 80% dos pacientes tem melhora do quadro. Para aqueles sem melhora após 6 a 12 meses pode ser indicada eventualmente cirurgia.

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06/05/2022 20:15h

Controlar a ingestão de sal é um dos pontos importantes no tratamento da pressão alta. Neste episódio, a nutricionista Tatiana Torres dará mais detalhes sobre o assunto.

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Todo mundo está cansado de saber que a redução da ingestão de cloreto de sódio, o sal comum, faz parte das medidas para controle da pressão arterial. O excesso de sódio no sangue retém líquidos e faz uma série de alterações nos rins e vasos que resultam no aumento da pressão. 

 

Mas você sabia que não deve retirar por completo o sal da dieta?

O sal é composto em sua maior parte por sódio, um dos minerais mais importantes do organismo. O sódio tem diversas funções essenciais no corpo humano. Participa do controle da quantidade de água corpórea, do equilíbrio do açúcar no sangue e faz parte de reações importantes do funcionamento dos músculos, cérebro e coração.  

Por isso que a recomendação é reduzir a ingesta de sal, mas não retirar por completo o sal da dieta. Mas você sabe qual a quantidade de sal considerada saudável?

De uma forma geral, é recomendado a ingesta de 2 g de sódio ao dia (o equivalente a 5g de sal ou 5 colherinhas de chá rasas). O brasileiro em média consome aproximadamente 3,5-5,5g de sódio por dia (9 a 12g de sal comum). Praticamente o dobro! 

E o que podemos fazer para melhorar esses números?

  • Prefira alimentos frescos, preparados em casa, com temperos caseiros, mas também se acostume em olhar os rótulos. Preste atenção na descrição da quantidade de sal e conservantes e opte por aqueles que descrevem a menor quantidade possível de componentes processados.
  • Retire o saleiro da mesa e evite despejar o sal sem nem ter experimentado a refeição. Outra coisa que ajuda muito é o momento do tempero dos alimentos. Priorize os temperos naturais, abuse de ervas variadas frescas como salsinha, coentro (para quem gosta), sálvia, manjericão ou mesmo as ervas secas (como orégano e louro), utilize alho e cebola e especiarias como pimenta, páprica, açafrão, colorau e lembre-se do limão.
  • Molho de soja, procure usar aquele com menor quantidade de sódio. Mais uma veja, olhe os rótulos. E se preferir, diluir 3 medidas de shoyu e 1 medida de água, reduz a quantidade de sódio, sem mudar tanto o sabor. 
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05/05/2022 11:02h

Você sabe o que é linfoma? Conhece os sintomas e fatores de risco? Neste episódio, o Hematologista Dr. Thales Dalessandro dará mais detalhes sobre o assunto

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Linfoma é um tipo de câncer que afeta um tipo de glóbulo branco, chamado de linfócito, e que está presente em várias partes do corpo, principalmente nos linfonodos.

 

Se você tiver algum contato com algum agente externo, principalmente vírus ou bactérias, eles vão circular ou pelos vasos sanguíneos ou pelo sistema linfático, passando por esses linfonodos. Nos linfonodos, esses agentes externos são identificados pelos linfócitos, que ativam o sistema imunológico, que é o sistema de defesa, para acabar o quanto antes com a infecção.

Nesse processo, os linfonodos envolvidos podem aumentar de tamanho e ficar doloridos, porque as células estão trabalhando mais naquele local. É o que acontece, por exemplo, nos casos da amigdalite. 

Se algo de errado acontece na maquinaria de controle desses linfócitos (como uma mutação ou qualquer outra mudança genética), podem surgir os linfomas. Nos linfomas, as células se multiplicam mesmo sem os estímulos infecciosos, como normalmente funcionam. Os linfócitos doentes passam a ser produzidos sem controle, de maneira exagerada, ou mesmo não morrem quando deveriam, e vão se acumulando e se espalhando pelo sistema linfático. Isso pode ocorrer em qualquer parte corpo, na qual existem as maiores concentrações de linfócitos, e isso inclui o baço, a medula óssea, o timo e principalmente os linfonodos. É exatamente por isso que um dos principais sintomas do linfoma são os linfonodos aumentados pelo corpo.

Quando você deve suspeitar que tem linfoma?

Em grande parte das vezes, o linfoma é identificado em lugares que têm muito linfonodos no corpo e ficam mais próximos à pele, como o pescoço, axilas e virilhas. Você deve suspeitar de linfoma se notar nódulos que estiverem crescendo progressivamente. Além disso, existem outros sintomas, que podem estar associados como:

  • Perda de peso
  • Sudorese durante a noite.
  • Coceira pelo corpo

Não há causa específica para essa doença, mas existem alguns fatores de riscos associados como: Idade (quanto maior a idade maior é o risco), doenças autoimunes, histórico familiar e depressão do sistema imunológico. Normalmente o diagnóstico é feito por biópsia do linfonodo suspeito. Se retira uma parte ou todo o linfonodo e envia para um médico patologista que vai olhar o linfonodo no microscópio e dizer se, naquele linfonodo, há ou não linfoma.  E se houver, qual o seu subtipo.

Já no tratamento ele tende a variar a depender do caso e pode incluir: Quimioterapia, uso de antibióticos, radioterapia e até transplantes de medula óssea.

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03/05/2022 20:40h

Você tem dor no joelho? Isso pode ser artrose? Neste episódio o Ortopedista Dr. Rodrigo Calil, dará mais detalhes sobre o assunto

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Artrose é uma doença degenerativa das articulações, que consiste em um desgaste da cartilagem e proliferação e remodelamento da estrutura óssea da articulação.

 

Grande parte das articulações do corpo podem ter esse problema, cada uma com suas características específicas. No caso do joelho normalmente afeta pessoas acima de 65 anos, mas isso não significa que uma pessoa mais jovem não pode ter.

Quando você deve suspeitar que está com artrose no joelho?

No início do quadro, essa dor ocorre após esforços e melhora no repouso. Já nos casos mais avançados a dor pode ocorrer em repouso, principalmente à noite, podendo atrapalhar o sono. Dificuldade de subir e descer escadas pela dor também é bem frequente. Além da dor, pode ocorrer um acúmulo de líquido dentro dos joelhos devido ao processo inflamatório da doença, uma outra característica da artrose é a rigidez ao se levantar da cama ou após grandes períodos de repouso.

Fatores estão relacionados ao desenvolvimento da artrose de joelho

  1. Hereditariedade – se você tem familiares com artrose em várias articulações tem maior chance de desenvolver artrose no joelho

  2. Obesidade – O joelho é uma articulação de carga e todo o peso do corpo passa sobre ele. Quando ocorre uma sobrecarga na articulação, aumenta a chance do aparecimento de lesões na cartilagem e, consequentemente, a desenvolver a artrose.
  3. Artropatias inflamatórias sendo Artrite Reumatoide a mais importante. Na Artrite reumatoide ha um processo inflamatório articular, levando a uma destruição articular progressiva.
  4. Lesões traumáticas – A presença de lesões ligamentares ou meniscais, fraturas, lesões da cartilagem aumentam a chance de desenvolver a artrose do joelho. Se você já teve alguma dessas lesões ou mesmo se já teve pequenas lesões causas por atividades físicas de impacto, você tem maior risco de ter artrose.
  5. Envelhecimento da população – quanto maior o tempo de vida maior o uso da articulação e consequentemente maior a chance de ter artrose. 
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Dr. Ajuda
30/04/2022 00:59h

Você conhece alguém que fica enjoado e algumas vezes até chega a vomitar quando entra em um barco, navio ou mesmo quando viaja de carro? Isso pode ser Cinetose! Nesta edição do Dr. Ajuda, o Dr. Danilo Martin dará mais detalhes sobre o assunto

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Você conhece alguém que fica enjoado e algumas vezes até chega a vomitar quando entra em um barco, navio ou mesmo quando viaja de carro? Isso pode ser Cinetose.

Cinetose: 8 sintomas relacionados 

  1. náusea que também chamamos de enjôo
  2. sudorese fria (você fica suando, mas a pele fica gelada ao invés de quente)
  3. palidez da pele 
  4. tontura
  5. fadiga ou fraqueza - muitas pessoas falam que as pernas parecem mais fracas  
  6. dor de cabeça
  7. salivação excessiva 
  8. vômitos.

No caso da cinetose, esses sintomas surgem mais frequentemente quando estamos dentro de veículos em movimento como automóveis, barcos, ônibus, trens e aviões. Mas pode acontecer também em elevadores, esteiras de corrida, brinquedos no parque de diversão, cinemas 3D dentre outros.

Além disso é comum o problema piorar quando você começa a ler algum papel no banco de trás do carro ou mexe no celular durante uma viagem, senta-se de costas para o sentido no metrô.... 

Uma outra característica é que esses sintomas uma vez começados podem persistir por mais tempo mesmo que o movimento tenha acabado. Ou seja, mesmo saindo do carro ou do barco você ainda pode continuar enjoado por horas. 

Os mecanismos que causam o surgimento da cinetose ainda não são completamente conhecidos, ou seja, a medicina ainda não sabe a causa exata do problema e possivelmente existe mais de uma causa envolvida, seja multifatorial.

O diagnóstico é clínico, ou seja, é feito através da sua história mais exame físico realizados durante a consulta médica. Quanto a cura, é difícil falarmos em cura para cinetose justamente por não entendermos completamente os mecanismos pelos quais ela acontece.

A boa notícia é que de maneira geral a intensidade dos sintomas tende a diminuir conforme a pessoa fica mais velha.

 

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29/04/2022 11:47h

Você tem pintas? Sabe diferenciar uma pinta benigna de um melanoma? Nesta edição do Dr. Ajuda, a Dra. Paula Cristina dará mais detalhes sobre o assunto

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As manchas escuras na pele na maioria das vezes são benignas e que você não precisa se preocupar. Mas também podem ser um tipo de câncer na pele, chamado Melanoma.

Existe uma regra que ajuda na diferenciação, é a regra do ABCDE.

  • A, de Assimetria (Um lado diferente do outro)
  • B, de Bordas irregulares
  • C, de Cor (Tonalidades de diferentes cores, preto, azul, vermelho e branco.)
  • D, de Diâmetro (Tamanho maior do que 6m)
  • E, de Evolução.  Avaliar se a lesão mudou ao longo do tempo. Ou Seja, se ela cresceu, mudou de cor, ficou elevada ou começou a apresentar sintomas como coceira ou formação de ferida.

Essa regra ajuda muito a diferenciar lesões suspeitas de Melanoma como lesões benignas como lentigos ou melanoses solares que são manchas acastanhadas e que aparecerem em lugares expostas ao sol.

Fatores de risco: múltiplas pintas, antecedente familiar, pele clara, queimadura solar na infância ou adolescência 

Se você notou alguma mancha que se enquadra nas informações descritas acima, procure um Dermatologista. 

 

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28/04/2022 12:03h

Dor ao evacuar é uma queixa muito comum, estima-se que cerca de 50% da população terá alguma doença no ânus ou canal anal ao longo da vida. Entre elas estão as hemorroidas, as fissuras anais, fistulas anais, abscessos entre outros. Neste episódio do Dr. Ajdua, a cirurgião Dra. Beatriz Azevedo dará mais detalhes sobre o assunto

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A causa mais simples de dor ao evacuar é a própria constipação. As fezes endurecidas, ou muito grossas ao passarem pelo canal anal enfrentam dificuldades causando dor e desconforto pela distensão excessiva do musculo e da pele da região. No geral essa dor melhora após a evacuação.

 

O tratamento consiste em melhorar o funcionamento do intestino, com mudanças no estilo de vida, prática regulares de exercícios físicos, alimentação rica em fibras, aumentar ingesta hídrica e até uso de medicação laxativa quando indicada pelo médico. 

Além da dor para evacuar, repare se tem mais algum dos sintomas abaixo:

  • Notou algum abaulamento nos anus? Tem sangramento que você percebe no vaso ou no papel higiênico? Isso pode ser hemorroida.  Hemorroidas são veias existentes no canal anal de todas as pessoas. Chamamos de doença hemorroidária a presença de alterações nessas veias que incluem sangramento, prolapso e trombose.
  • Você tem algum corte na região do ânus? A causa mais comum de dor a evacuação de forte intensidade é a fissura anal. Fissura anal nada mais é do que um corte, uma rachadura na borda do ânus. Por ser uma região com bastante inervação quando esse corte aparece a dor é muito intensa, aguda, pode vir acompanhada de sangramento vivo e melhora após algumas horas da evacuação. 
  • Você tem vermelhidão, calor e a dor ao redor dos anus piorou muito rapidamente? Mais uma doença que pode causar dor na região são os abscessos perianais. Trata-se de uma infecção na região ao redor do ânus. Há uma dor constante, de difícil controle que piora com o passar das horas e dias. Pode vir associada a abaulamento na região, vermelhidão no local e febre. Nesse caso você deve procurar um pronto socorro imediatamente pois o tratamento é cirúrgico. 
  • Notou saída de pus ou fezes em algum outro ponto próximo ao ânus? A fistula perianal normalmente aparece após o tratamento de um abscesso e configura uma comunicação entre o interior do canal anal e a pele. 
  • Você tem algum nódulo ou popularmente conhecido como caroço mais endurecido no ânus? Um motivo felizmente pouco comum, mas muito importante de dor anal é o câncer do canal anal. Normalmente ele se apresenta como uma área endurecida e dolorosa na borda anal.
  • Quanto tempo dura essa dor? Essa dor ocorre de repente e depois desaparece? Isso pode ser o que chamamos de Proctologia fugaz. Ela se apresenta como uma dor intensa e súbita no canal anal, como uma câimbra. Pode inclusive acordar o paciente a noite devido a intensidade. Por ser um distúrbio funcional não há nada alterado no exame clínico. É causada por uma contração involuntária e intensa da musculatura do ânus. 

Como você pode notar há diversas causas além das famosas hemorroidas para a dor ao evacuar. Por isso se você tem esse sintoma de forma constante ou recorrente procure seu médico. 

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Brasil 61