Covid-19

07/12/2021 20:25h

Para o diretor-geral do órgão, Hans Kluge, primeiro é preciso sensibilizar a população para a importância de se vacinar

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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, Hans Kluge, fez um apelo para que a vacinação obrigatória seja adotada apenas como último recurso. Para ele, primeiro é preciso sensibilizar a população para a importância de se vacinar. 

Kluge também ressaltou que, diante da evolução da pandemia de Covid-19, o foco é melhorar a proteção das crianças de 5 a 14 anos, atualmente a faixa etária mais afetada. No Brasil, o pedido para ampliação do uso da vacina para crianças de 5 a 11 anos ainda está sendo analisado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em relação à variante Ômicron, o diretor informou que, até a última segunda-feira (6), havia 432 casos confirmados da nova variante espalhados por 21 países europeus. No território brasileiro já são seis casos registrados, sendo três no estado de São Paulo, dois no Distrito Federal e um detectado no Rio Grande do Sul.

Diante da situação, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou, nesta terça-feira (7), que vai exigir quarentena de cinco dias para viajantes não vacinados contra a Covid-19 que desembarcarem no Brasil. Segundo ele, após este período, os viajantes deverão realizar um teste do tipo RT-PCR com resultado negativo.

Queiroga também reforçou que não será exigido certificado de vacinação, conhecido como passaporte da vacina, para viajantes que queiram entrar no país, mesmo com a recomendação da Anvisa.

Dados Covid-19

De acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira (7), o país registrou 10.250 novos casos e 274 óbitos por Covid-19. Desde o início da pandemia, mais de 22,1 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. 

O estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação continua sendo o Rio de Janeiro, com 5,13%. O índice médio de letalidade do país está em 2,78%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ 5,13%
  • SP 3,47%
  • AM 3,21%
  • PE 3,16%
  • MA 2,82%
  • PA 2,77%
  • AL 2,63%
  • GO 2,61%
  • CE 2,59%
  • PR 2,58%
  • MS 2,56%
  • MG 2,55%
  • MT 2,50%
  • RS 2,42%
  • RO 2,38%
  • SE 2,17%
  • PI 2,17%
  • BA 2,17%
  • DF 2,13%
  • ES 2,12%
  • AC 2,10%
  • PB 2,07%
  • RN 1,96%
  • TO 1,68%
  • SC 1,62%
  • AP 1,60%
  • RR 1,60%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

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06/12/2021 21:45h

Até agora, mais de 310 milhões de doses das vacinas contra Covid-19 foram aplicadas no Brasil. Dessas, quase 153 milhões são da Pfizer

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De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 1,5 milhão de doses da Pfizer chegaram ao Brasil, nesta segunda-feira (6), referentes à parte do segundo contrato da pasta com a farmacêutica. Até agora, mais de 310 milhões de doses das vacinas contra Covid-19 foram aplicadas no Brasil. Dessas, quase 153 milhões são da Pfizer. 

Nesta segunda-feira, o Brasil registrou mais 4.385 casos e 108 óbitos por Covid-19, de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 22,1 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. 

COVID-19: nove estados superam marca de 90% da população-alvo vacinada com 1ª dose da vacina

COVID-19: retorno seguro às aulas presenciais exige conscientização dos estudantes

O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação com 5,13%. O índice médio de letalidade do país está em 2,78%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ    5,13%
  • SP    3,47%
  • AM    3,21%
  • PE    3,16%
  • MA    2,82%
  • PA    2,77%
  • AL    2,63%
  • GO    2,61%
  • CE    2,59%
  • PR    2,58%
  • MS    2,55%
  • MG    2,55%
  • MT    2,50%
  • RS    2,42%
  • RO    2,38%
  • SE    2,17%
  • PI    2,17%
  • BA    2,17%
  • DF    2,13%
  • ES    2,12%
  • AC    2,10%
  • PB    2,07%
  • RN    1,96%
  • TO    1,68%
  • SC    1,62%
  • AP    1,60%
  • RR    1,60%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

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06/12/2021 21:30h

Pesquisa feita pela Xlear mostrou que mais de 64% dos entrevistados planeja continuar lavando as mãos regularmente após cada vez que tocar em algo ou alguém

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Desde março de 2020, diversos hábitos tiveram que se modificar por conta da pandemia, principalmente os de higiene: lavar as mãos constantemente, usar álcool em gel com frequência e não encostar no rosto, por exemplo.

Uma pesquisa recente feita pela Xlear, empresa de produtos saudáveis, mostrou que mais de 64% dos entrevistados planejam continuar lavando as mãos regularmente depois de cada vez que tocarem em algo ou alguém, após o fim da pandemia. Além disso, metade das pessoas que participaram da pesquisa disseram que vão continuar usando o álcool em gel com frequência. 

A microempreendedora Celina Hikari mora com os avós e seu filho Miguel, em Brasília, e conta os desafios de não levar o vírus para dentro de casa. “Meu filho tem 3 anos, então ele não sabe que não pode colocar a mão no chão e pôr na boca, por exemplo. Hoje ele já entende porque moldamos ele com os cuidados da pandemia. Hoje ele usa máscara, ele passa álcool em gel, em relação a esses cuidados ele já está bem disciplinado". Celina ressalta que tirar os sapatos antes de entrar em casa foi um dos hábitos adotados pela família durante a pandemia e que será mantido por muito tempo. 

COVID-19: retorno seguro às aulas presenciais exige conscientização dos estudantes

Ainda na pesquisa, mais de 44% dos entrevistados afirmaram que continuarão evitando tocar no nariz e nos olhos sem antes lavar as mãos e mais de 36% confirmaram o mesmo em relação à boca. Confira a porcentagem de cada hábito:

  • Lavar as mãos sempre que tocar em algo ou alguém - 64,2%
  • Ter sempre à mão o álcool em gel - 50,2%
  • Evitar tocar no nariz e nos olhos sem ter as mãos limpas - 44,3%
  • Evitar colocar as mãos na boca - 36,2%
  • Lavar o nariz - 17,4%

Para a estudante Maria Eduarda Resende, de 14 anos, a maior dificuldade desde o começo da pandemia foi manter as mãos longe do rosto. “Eu já tinha o hábito de lavar a mão e passar álcool em gel. Porém, parar de passar a mão no rosto, no nariz, parar de encostar foi um grande desafio para mim porque eu tinha essa mania, mas a máscara facilitou”, conta.

Além de lavar as mãos e usar álcool em gel, a dra. Natália Bastos indica que outro hábito também pode prevalecer. “Dentro dos cuidados [que vão ficar], provavelmente após a pandemia, as pessoas vão ter mais cuidado de não visitar o outro, visitar as pessoas, enquanto estiver doente. Isso deve ser um hábito que vai ser mantido após a pandemia”, orienta a médica pediatra, que reforça a importância de sempre manter um pote pequeno de álcool na bolsa.

Maria Eduarda já retornou para as aulas presenciais na escola e garante que planeja manter os cuidados mesmo após o fim da pandemia."Eu pretendo adquirir, para minha vida, o hábito de manter um certo distanciamento das pessoas, de não ficar abraçando toda hora. O vírus ainda vai estar aí quando a pandemia acabar e o risco de nós pegarmos ainda vai ser grande. Então, vou continuar me preservando”, conclui.

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05/12/2021 17:48h

Entre as unidades da federação que conquistaram o resultado estão São Paulo, Roraima e Santa Catarina

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A Campanha de Vacinação contra a Covid-19 no Brasil superou a marca de 90% da população-alvo com a primeira dose da vacina, em nove estados. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde, neste domingo (5). 

Entre as unidades da federação que conquistaram o resultado estão São Paulo, Roraima e Santa Catarina. A lista é completada por Minas Gerais, Espírito Santo, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Sul e Paraná. 

O secretário Executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, atribui o desempenho à iniciativa de adquirir mais de 550 milhões de doses de vacina contra a doença. Segundo ele, desse total, mais de 378 milhões já foram distribuídas e 314 milhões foram aplicadas.

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Você sabe o que é uma dieta saudável?

Ainda de acordo com a pasta, 159,5 milhões de brasileiros começaram o ciclo vacinal e 140,5 milhões já completaram o esquema com a segunda dose ou dose única do imunizante. Com o envio de doses de reforço, mais de 14 milhões de pessoas já reforçaram a imunidade no Brasil. O ministério informou, ainda, que mais de 354 milhões de doses estão garantidas para dar continuidade à campanha em 2022.

 

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05/12/2021 17:25h

Na avaliação da pediatra Natália Bastos, as crianças são as maiores disseminadoras dos cuidados necessários para evitar a propagação do vírus

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A enfermeira Carla Bianka Morais tem 48 anos e mora em Brasília (DF). Mãe do Miguel, de 10 anos, ela acredita que o retorno das aulas presenciais é essencial para manter a qualidade de aprendizagem do filho. Mas, para isso, Bianka defende que as escolas cumpram protocolos de segurança para preservar a saúde das crianças. 

“Eu acredito que as crianças precisam dessa interação entre elas, porque a aula on-line trouxe alguns prejuízos para alguns alunos quanto à aprendizagem. Então, eu acho que existe uma grande importância do retorno das aulas presenciais. E que se não for o retorno absoluto, que fosse pelo menos intercalado”, considera. 

Já Maria Francisca Santos, de 48 anos, que também é do Distrito Federal, acredita que o país ainda não está preparado para o retorno das aulas presenciais. A estudante de arquivologia afirma que o fato de nem toda a população estar completamente imunizada contra a Covid-19 é um dos fatores para a opinião dela. 

“Nem todas as pessoas estão vacinadas. Ainda não temos respostas quanto a eficácia da vacina com relação à nova variante. Outra questão a se pensar são os ônibus coletivos que levam até o Campus, que estão sempre muito lotados. A também a questão da falta de logística da faculdade”, critica.

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Independentemente de uma decisão definitiva, a pediatra Natália Bastos considera que os pais também têm um papel fundamental na conscientização dos filhos que eventualmente se deslocam até às unidades escolares. 

“Para conseguirmos fazer um retorno escolar mais saudável, precisamos explicar para as crianças que elas têm necessidade de estar sempre passando álcool nas mãos, e manter o uso de máscara no ambiente escolar, quando estiverem em contato com os amiguinhos, e que têm que usar a máscara corretamente. No momento de fazer as refeições eles terão que sentar mais afastados, e precisam estar informados sobre quais vão ser os protocolos adotados, para já chegarem na escola com essa orientação”, destaca. 

Segundo ela, as mesmas orientações destinadas aos adultos também devem ser seguidas pelas crianças. Na avaliação dela, os pequenos são os maiores disseminadores dos cuidados necessários para evitar a propagação do vírus, pois não hesitam em cobrar os pais e os colegas. 

“Também devemos orientar as crianças, até para elas serem as maiores disseminadoras de informação. Quando elas verem que um amiguinho está passando álcool de maneira errada e não está lavando as mãos corretamente, orientar o amiguinho sobre o modo certo, para melhor uso de máscara, que cobre nariz e boca. E também informar os coleguinhas de que esse ritmo precisa ser mantido”, pontua. 

Volta às aulas nos estados e DF

Dados do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) apontam que a grande maioria dos estados brasileiros já deu início, em 2021, às atividades presenciais nas escolas, em algum nível. Confira:

  • ACRE - A partir de 4 de outubro, as escolas da rede estadual retomaram o ensino presencial e híbrido, de forma escalonada.
  • ALAGOAS - As aulas na rede estadual de ensino em Alagoas são 100% presenciais desde o dia 8 de novembro.
  • AMAPÁ - Desde 9 de agosto iniciou o retorno gradual com os estudantes para o início das aulas presenciais, com prioridade os estudantes do 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental, 3ª série do ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). 
  • AMAZONAS - No dia 23 de agosto, o Governo do Amazonas retornou com as aulas 100% presenciais em Manaus. Na época, 230 mil estudantes de 236 escolas da capital voltaram às atividades de segunda a sexta-feira, com a extinção dos grupos A e B.
  • BAHIA - A rede estadual de ensino iniciou as aulas 100% presenciais no dia 18 de outubro.
  • CEARÁ - O último decreto estadual (Nº34.279, de 02 de outubro de 2021) autoriza a transição do formato híbrido para o presencial integral. A Secretaria da Educação está adotando as providências para efetuar essa transição de forma gradual.
  • DISTRITO FEDERAL - O retorno 100% presencial nas escolas do Distrito Federal ocorreu em 3 de novembro.
  • ESPÍRITO SANTO - Desde o dia 11 de outubro, todos os alunos das escolas públicas estaduais voltaram ao ensino 100% presencial, exceto os que tiverem laudo médico. 
  • GOIÁS - O Estado de Goiás retomou as aulas presenciais no dia 2 de agosto de 2021, com a capacidade de 50% das unidades escolares em ensino híbrido.
  • MARANHÃO – O estado publicou portaria com as Diretrizes Pedagógicas para 2021, disponível no portal do órgão (www.educacao.ma.gov.br). O ano letivo iniciou no mês de fevereiro, em todas as escolas, de forma remota, e poderá ocorrer de forma híbrida durante o ano, conforme os indicadores epidemiológicos.
  • MATO GROSSO - O estado retomou as aulas 100% presenciais no dia 18 de setembro.
  • MATO GROSSO DO SUL - O retorno 100% presencial se deu a partir do dia 4 de outubro para todas as 347 unidades escolares da Rede Estadual de Ensino (REE).
  • MINAS GERAIS - Na rede pública estadual de ensino de Minas Gerais, o ano letivo de 2021 teve início no dia 8 de março, de forma remota. No dia 21 de junho, as atividades pedagógicas presenciais começaram a ser retomadas nas escolas estaduais.
  • PARÁ - O retorno 100% das aulas presenciais aconteceu no dia 1º de outubro, exceto para os alunos que estudam em unidades em que o prédio encontra-se em reforma e estudantes que comprovem casos excepcionais.
  • PARAÍBA - Em 23 de setembro de 2021, as atividades foram retomadas de forma híbrida e progressiva, com 70% de aulas remotas e 30% presenciais.
  • PARANÁ - A partir da última semana de setembro, todos os colégios da rede estadual passaram a ter ensino totalmente presencial, reservando o ensino remoto apenas para os estudantes com comorbidades.
  • PERNAMBUCO - A partir de 5 de abril de 2021 para Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos Iniciais. A partir de 12 de abril de 2021 para o Ensino Fundamental - Anos Finais e Ensino Médio. Já nas escolas estaduais, a retomada das aulas presenciais, de forma híbrida, foram autorizadas a partir de 19 de abril de forma escalonada. 
  • PIAUÍ - Em outubro foi decretado o retorno 100% presencial das aulas e no momento já retornaram ao ambiente escolar mais de 200 mil estudantes de todas as etapas e modalidades de ensino.
  • RIO DE JANEIRO - No dia 25 de outubro, as escolas da rede voltaram a oferecer o ensino 100% presencial, observados todos os protocolos sanitários definidos pela Secretaria Estadual de Saúde. O ensino remoto continua disponível apenas para alunos com comorbidade comprovada.
  • RIO GRANDE DO NORTE - O estado permitiu o retorno presencial com 100% da capacidade no dia 4 de outubro de 2021, iniciando esse processo em 19 de julho com o retorno presencial dos professores e no dia 26 de julho com o retorno de 30% dos estudantes.
  • RIO GRANDE DO SUL - O retorno presencial obrigatório da Educação Básica no Rio Grande do Sul nas redes públicas e privadas aconteceu no dia 8 de novembro.
  • RONDÔNIA - Estão sendo ofertadas aulas remotas por meio da plataforma digital Google Classroom. As aulas são planejadas e ministradas pelos professores da rede estadual que atuam na Mediação Tecnológica, disponibilizadas por meio da plataforma “Google classroom”.
  • RORAIMA - No dia 3 de novembro, o estado retornou com as aulas presenciais obrigatórias para o 9° ano do Ensino Fundamental, EJA (2° segmento) e Turmas de Correção de Fluxo (8°/9° ano). Para o Ensino Médio, que já havia retornado em setembro, também se tornaram obrigatórias as aulas presenciais. Os estudantes que possuem comorbidades devem apresentar laudo médico e continuam no ensino remoto, assim como as demais séries
  • SANTA CATARINA - Todos os alunos da rede estadual de Santa Catarina devem frequentar a escola presencialmente, com exceção dos estudantes que pertencem ao grupo de risco da Covid-19.
  • SÃO PAULO - Na rede estadual de São Paulo, os anos letivos de 2020/2021 foram considerados um ciclo contínuo de ensino. As escolas retomaram, ainda em 2020, as atividades presenciais em setembro. A liberação aconteceu para as escolas localizadas em regiões na fase amarela do Plano SP.
  • SERGIPE - O retorno 100% presencial da rede estadual ocorreu em 4 de novembro. Já os municípios estão liberados para definirem seus retornos.
  • TOCANTINS - Todas as unidades escolares, públicas e particulares, no território do Tocantins, ficam autorizadas a realizar aulas presenciais em formato híbrido e com revezamento de 50% das turmas.

Programa Saúde na Escola

Com a relevância do tema, o Programa Saúde na Escola (PSE) coordenou um evento on-line na última quinta-feira (2), ocasião em que pais, estudantes, profissionais de educação e de saúde tiraram dúvidas sobre o assunto. Intitulado “Reabertura das escolas públicas e prevenção à Covid-19”, o encontro foi promovido pela Secretaria de Atenção Primária (Saps), do Ministério da Saúde.

Com o objetivo de expandir o planejamento de reabertura das escolas, o PSE adotou medidas para auxiliar estados e municípios nessa temática, como a publicação do documento Orientações para Reabertura das Escolas da Rede Pública Básica de Ensino. Além disso, houve um repasse de R$ 454,3 milhões aos municípios. O dinheiro auxiliaria no processo de reabertura das escolas de educação básica, por meio da portaria nº 1.857, de 28 de julho de 2020.
 

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Covid
03/12/2021 21:00h

Embora primeiros indícios apontem para maior transmissibilidade, autoridades pedem calma, e dizem que vacina continua sendo importante para evitar internações e óbitos

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Embora as evidências científicas até o momento apontem que é mais transmissível, a nova variante Ômicron do coronavírus não deve ser motivo de pânico, afirmou Soumya Swaminathan, cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), nesta sexta-feira (3). 

Identificada primeiramente na África do Sul, a Ômicron já está presente em mais de 20 países, de acordo com a OMS, que classificou a cepa como “variante de preocupação”. O que já se sabe sobre a variante, diz a infectologista Ana Helena Germoglio, é que a Ômicron possui um alto número de mutações, sendo que a maioria dessas modificações ocorre na proteína spike do coronavírus. Essa parte do vírus é a que se conecta à célula humana para iniciar a infecção, e na qual as tecnologias de produção de algumas vacinas se baseiam, caso da Pfizer, por exemplo. 

“Aparentemente, essa quantidade de mutação que ela tem confere uma maior transmissibilidade, inclusive mais do que a Delta. A grande dúvida que a gente tem é saber se ela confere maior risco de evento grave, de internação e de óbito. Aparentemente, não”, diz a infectologista, ressaltando que ainda é cedo para qualquer tipo de certeza. 

Até agora, não há registro de nenhuma morte no mundo em decorrência da nova variante. No Brasil, o Ministério da Saúde confirma cinco casos: três em São Paulo e dois no Distrito Federal. Por isso, as autoridades de saúde pedem calma. “A gente precisa ter respeito. As outras medidas continuam sendo efetivas da mesma forma. A gente está vendo alguns hospitais com aumento de demanda, talvez seja justamente pelo pânico da população. E agora não faz sentido a gente criar pânico”, garante a infectologista. 

Em resposta à chegada da variante ao Brasil, o Ministério da Saúde montou uma sala para monitorar o cenário epidemiológico e planejar as medidas para conter o avanço da Ômicron. Além dos três casos confirmados, a pasta afirma que oito ocorrências estão sob investigação, sendo uma em Minas Gerais, uma no Rio de Janeiro e seis no DF. 

Em coletiva nesta quinta-feira (2), o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou que o órgão tem acompanhado a variante de perto. “Nós temos reforçado cada vez mais o aumento da vigilância genômica, que é extremamente importante como instrumento para o monitoramento do padrão da circulação das variantes. Nós já adquirimos sequenciadores genéticos para todos os estados do país. Esse é um dos exemplos do esforço do nosso ministério para aumentarmos a vigilância genômica”, afirmou.
 
É por meio do sequenciamento genômico que as autoridades de saúde conseguem descobrir quais variantes do novo coronavírus estão em circulação no país, incluindo aquelas que ameaçam se espalhar, e tomar medidas a partir dessas informações. 

A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde informou que a partir desta sexta vai atualizar a situação da Ômicron no Brasil junto ao informativo tradicional de casos e óbitos por Covid-19. 

Com presença da Ômicron no Brasil, Queiroga diz que País já trabalha para impedir avanço da variante

Nova mutação da Covid-19 chega ao Brasil

Saúde garante mais 100 milhões de vacinas contra a Covid-19

Dados da Covid-19

De acordo com o Ministério da Saúde, mais 2,8 milhões de doses da vacina da Janssen contra a Covid-19 chegaram ao Brasil, nesta sexta-feira (3). Desde o início da campanha de imunização, 90% dos brasileiros já tomaram a primeira dose do imunizante. Já completaram o esquema vacinal 140,5 milhões de pessoas, quase 80% do público-alvo, segundo a pasta. 

Nesta sexta, o Brasil registrou mais 10.627 casos e 221 óbitos por Covid-19, de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 22,1 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. 

O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,13%. O índice médio de letalidade do País está em 2,78%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ - 5,13%
  • SP - 3,47%
  • AM - 3,21%
  • PE  - 3,16%
  • MA - 2,82%
  • PA - 2,77%
  • AL - 2,63%
  • GO - 2,62%
  • CE - 2,59%
  • PR - 2,58%
  • MS - 2,55%
  • MG - 2,55%
  • MT - 2,50%
  • RS - 2,42%
  • RO - 2,38%
  • SE - 2,17%
  • PI - 2,17%
  • BA - 2,17%
  • DF - 2,13%
  • ES - 2,12%
  • AC - 2,10%
  • PB - 2,07%
  • RN - 1,96%
  • TO - 1,68%
  • SC - 1,62%
  • AP - 1,61%
  • RR - 1,60%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.   

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02/12/2021 21:00h

Dois casos da Ômicron foram registrados em Brasília. Com outras três infecções identificadas em São Paulo, o país conta com cinco pacientes com a nova mutação do coronavírus

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participou, nesta quinta-feira (2), de reunião para tratar sobre vigilância e monitoramento da Ômicron no Brasil. O encontro foi realizado na Sala de Situação da Secretaria de Vigilância em Saúde, em Brasília (DF). Na ocasião, Queiroga disse que o País se encontra em uma situação sanitária equilibrada, mas precisa estar atento às alterações biológicas que criam novas variantes do coronavírus. 

“Já temos vários países com a variante Ômicron, inclusive o Brasil. Mas, o importante é que os sistemas de saúde foram capazes de identificar essas variantes, e aqui no Brasil também. Nós temos uma vigilância em saúde bem estruturada. E queremos mostrar um pouco do que o Ministério da Saúde tem feito, em integração com estados e municípios”, afirma. 

De acordo com a Pasta, mais dois casos da Ômicron foram registrados no Brasil, dessa vez em Brasília. Com outras três infecções identificadas inicialmente em São Paulo, o País conta com cinco pacientes com a nova mutação do coronavírus.

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Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, o enfrentamento ao avanço da nova cepa conta com um plano, que tem como objetivo monitorar e adotar medidas de prevenção e controle. 

“Vamos monitorar o comportamento da variante no mundo, registrar os casos suspeitos, monitorar a cobertura vacinal, atualizar dados científicos de transmissibilidade, monitorar os casos confirmados no País, orientar as vigilâncias epidemiológicas e laboratoriais a respeito desses casos, além de avaliar os estoques de vacinas e insumos”, destaca. 

Principais recomendações 

  • Aumentar a cobertura vacinal – Trabalhar para retardar a entrada e ampliar a vacinação com dose de reforço;
  • Aplicar dose de reforço para todos os indivíduos adultos, priorizando pessoas acima de 40 anos de idade;
  • Reforçar a vigilância laboratorial para detecção precoce de viajantes, visando minimizar a disseminação da nova VOC;
  • Reforçar a vigilância em saúde para monitoramento de viajantes; 
  • Reforçar as medidas não farmacológicas. 

O Ministério da Saúde informa, ainda, que no último dia 29 de novembro, havia presença da nova cepa em 14 países, com 181 amostras positivas. Já nesta quinta-feira (2), a variante estava em 26 países, com 333 amostras positivas. 

Dados gerais 

No Brasil, o número de pessoas que tiveram Covid-19 ultrapassa 22 milhões. Ao todo, mais de 615 mil pessoas morreram em decorrência da doença. Já o número de pacientes que se recuperaram da enfermidade foi superior a 21 milhões. 

O município maranhense de Boa Vista do Gurupi é o que conta com a maior taxa de letalidade, com 26,67%. Na sequência aparecem Miravânia (MG) e Prado Ferreira (PR), com 20% e 16,98%, respectivamente. 

Entre os estados, a maior taxa de letalidade pela Covid-19 pertence ao Rio de Janeiro, com 5,13%. Logo abaixo está São Paulo, com 3,47%; e Amazonas, com um índice de 3,21%. Já a unidade da federação com a menor taxa de letalidade é Roraima, que registra, até o momento, 1,60%.

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ - 5,13%
  • SP - 3,47%
  • AM - 3,21%
  • PE - 3,16%
  • MA - 2,82%
  • PA - 2,77%
  • AL - 22,63%
  • GO - 2,62%
  • CE - 2,59%
  • PR - 2,58%
  • MS - 2,56%
  • MG - 2,55%
  • MT - 2,50%
  • RS - 2,42%
  • RO - 2,39%
  • SE - 2,17%
  • PI - 2,17%
  • BA - 2,17%
  • DF - 2,13%
  • ES - 2,12%
  • AC - 2,10%
  • PB - 2,07%
  • RN - 1,96%
  • TO - 1,68%
  • SC - 1,62%
  • AP - 1,61%
  • RR - 1,60%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  
 

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30/11/2021 21:30h

Anvisa diz que análises preliminares apontam dois casos de pessoas infectadas pela variante Ômicron no Brasil

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Nesta terça-feira (30), a Anvisa informou que análises preliminares apontam que o Brasil tem duas pessoas infectadas pela variante Ômicron, da Covid-19. De acordo com a agência, esses resultados ainda vão passar por novos testes para confirmar se realmente são pessoas contaminadas pela mutação do vírus Sars-CoV-2. 

Os testes são de um passageiro vindo da África do Sul e que desembarcou em Guarulhos no dia 23 de novembro com um resultado de RT-PCR negativo. Mas esse passageiro iria voltar para a África do Sul e, por isso, no dia 25 de novembro realizou um novo teste no laboratório do Aeroporto de Guarulhos, em companhia da esposa. Os dois testes constaram como positivo para a Covid-19 e o fato foi comunicado ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) de São Paulo.

A Anvisa destaca que a entrada do passageiro no Brasil ocorreu no dia 23 de novembro, o que significa que foi antes da notificação mundial sobre a identificação da nova variante - relatada pela primeira vez à Organização Mundial da Saúde (OMS) pela África do Sul no dia 24 de novembro. 

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De acordo com a médica infectologista Ana Helena Germoglio, a parte do vírus que sofreu mutação é a chamada “proteína spike”, que é justamente o pedaço do vírus que a maior parte dos laboratórios utilizam para produzir as vacinas. Apesar disso, a médica acredita que a vacinação continua eficiente e importante para evitar mais pessoas doentes e mortes.  

“O que aparenta é que as vacinas continuam sendo eficazes, mas mesmo que haja qualquer redução de eficácia por parte de qualquer uma das vacinas, qualquer eficácia é melhor do que ficar sem vacina. Então, a recomendação continua sendo a mesma de vacinar”, explicou Ana Germoglio. 

A entrada desse passageiro no Brasil foi antes da Portaria Interministerial que proibiu, em caráter temporário, voos com destino ao Brasil que tenham origem ou passagem pela República da África do Sul e que também suspendeu, em caráter temporário, a autorização de embarque para o Brasil de viajantes estrangeiros, procedentes ou com passagem, nos últimos 14 dias antes do embarque, por esse país.

Para o médico infectologista Hemerson Luz, um ponto importante a se considerar sobre essa variante é que ela aparenta ter um poder de transmissão maior, o que pode fazer com que as unidades de saúde voltem a ficar cheias de pessoas doentes. 

“Não há relatos de óbitos relacionados a essa variante, o quadro clínico geralmente é mais brando. Mas o maior risco de uma variante com maior transmissibilidade é ter um grande número de pessoas acometidas que vão procurar atendimento médico, podendo levar o sistema de saúde ao colapso”, avaliou Hemerson Luz. 

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 9.710 casos e 305  óbitos por Covid-19, nas últimas 24h, de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 22.094.459 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. 

O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,14%. O índice médio de letalidade do País está em 2,8%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ - 5,14%
  • SP - 3,47%
  • AM - 3,21%
  • PE - 3,17%
  • MA - 2,82%
  • PA - 2,80%
  • GO - 2,67%
  • AL - 2,62%
  • PR - 2,60%
  • CE - 2,60%
  • MS - 2,56%
  • MG - 2,54%
  • MT - 2,52%
  • RO - 2,43%
  • RS - 2,42%
  • PI - 2,18%
  • BA - 2,17%
  • SE - 2,17%
  • ES - 2,13%
  • PB - 2,12%
  • DF - 2,10%
  • AC - 2,10%
  • RN - 1,98%
  • TO - 1,70%
  • SC - 1,62%
  • AP - 1,61%
  • RR - 1,60%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid

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29/11/2021 20:50h

Segundo o Governo Federal, a estimativa é de que essas doses comecem a ser entregues até março.

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Nesta segunda-feira (29), o Ministério da Saúde e a Pfizer assinaram um contrato para aquisição de mais 100 milhões de doses de vacina para dar continuidade à Campanha de Vacinação contra a Covid-19 em 2022. Segundo o Governo Federal, a estimativa é de que essas doses comecem a ser entregues até março. 

O contrato prevê 100 milhões de doses, mas o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirma que esse quantitativo pode aumentar. “Nós já temos uma programação feita: 134 milhões de doses remanescentes de 2021 que ficarão para o ano de 2022, mais 100 milhões de doses com Pfizer e com a possibilidade de expansão para 50 milhões, e mais 120 milhões da AstraZeneca. Todas as vacinas com registro definitivo da Anvisa”, destacou. 

A proposta é que as doses sejam entregues de forma trimestral, sendo 20 milhões até março, mais 25 milhões até junho, outros 35 milhões até setembro e 19,9 milhões no último trimestre. 

Agora em 2021, o Governo Federal e a farmacêutica firmaram acordos para compra de 200 milhões de doses, cujas entregas devem ser finalizadas em dezembro deste ano. Dessas doses, mais de 139 milhões já foram distribuídas para todos os estados e o Distrito Federal. Segundo o ministro Queiroga, essa distribuição mostra a organização de compras e envios. “É a reafirmação do compromisso do governo Bolsonaro com o fim da pandemia da Covid-19. Somente para lembrar a vocês, esse esforço começou desde o início desta pandemia e a busca por vacinas não aconteceu de maneira atrasada”, afirmou.  

Hospital Martagão Gesteira

O contrato foi assinado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e pela presidente da farmacêutica americana no Brasil, Marta Díez, em Salvador, na Bahia. A  assinatura ocorreu durante cerimônia realizada no auditório do Hospital Martagão Gesteira - que foi contemplado por uma portaria que amplia para R$ 2,6 milhões o valor do incentivo financeiro para o hospital, mais do que o dobro do previsto até o momento.

Desta forma, a expectativa é de que os atendimentos de média e alta complexidade no Hospital Martagão Gesteira sejam reforçados e, assim, a unidade possa oferecer melhor assistência do Sistema Único de Saúde (SUS) à população baiana. A medida pretende beneficiar diretamente quase 3 milhões de pessoas que vivem em Salvador. 

Segundo dados do hospital, mais de 80 mil pacientes passam pelo local todos os anos e cerca de 500 mil atendimentos são realizados. A unidade filantrópica foi inaugurada em 1965 e faz parte 100% do SUS. É um hospital geral especializado em procedimentos de média e alta complexidade, principalmente nas áreas de oncologia, cardiologia e neurologia.

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28/11/2021 17:50h

País africano já registra casos da nova variante do coronavírus, Ômicron. Viajante foi colocado em isolamento e cumpre quarentena residencial

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) identificou um caso de Covid-19 em passageiro brasileiro que passou pela África do Sul, país que já registrou casos da nova variante do coronavírus, a Ômicron. Ele desembarcou no sábado (27), em Guarulhos, em um voo da Ethiopian Airlines.

O viajante foi colocado em isolamento e cumpre quarentena residencial. Segundo a Anvisa, ele está sem sintomas. O Ministério da Saúde acompanha o caso.
A agência informa que realiza a triagem em aeroportos brasileiros desde o início da pandemia, para que possa adotar medidas de prevenção e promoção da saúde nos casos de identificação de viajantes infectados pelo coronavírus.

Fechamento das fronteiras aéreas

Ainda neste domingo (28), a Anvisa publicou uma Nota Técnica Complementar (204/2021), que amplia a lista de países com restrição de voos e desembarque no Brasil, para evitar a propagação da nova variante do coronavírus, a Ômicron.

A agência adicionou Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia ao grupo dos seis países africanos que o governo federal já havia determinado bloqueio temporário das fronteiras aéreas: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. 

No entanto, a recomendação da agência sobre adicionar mais quatro nações à lista de restrição deve ser analisada pelo governo e depende de portaria interministerial antes de passar a valer.

Covid-19: Brasil fecha a fronteira para voos vindos de seis países

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reafirmou que a principal arma contra a Covid-19 é a vacinação. “Gostaria de tranquilizar todos os brasileiros, porque os cuidados com essa variante são os mesmos cuidados com as outras variantes. A principal arma que nós temos para enfrentar essas situações é a nossa campanha de imunização.”

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, explica que o Brasil tem tecnologia laboratorial para detectar a nova variante. “ O nosso RT-PCR, no Brasil, detecta e capta essa variante. E nós temos uma rede de vigilância genômica para fazer o sequenciamento dos possíveis casos que possam eventualmente surgir no nosso país. A gente reforça os chamados cuidados não farmacológicos: evitar aglomerações fúteis, [fazer] a utilização de álcool em gel, distanciamento de pelo menos um metro e meio entre as pessoas e utilização de máscaras.”

Segundo o vacinômetro do Ministério da Saúde, já foram distribuídas 372 milhões de doses de vacinas aos estados. Dessas 308 milhões já foram aplicadas na população.

Somente neste final de semana, pousaram dois aviões no aeroporto de Guarulhos com 3,2 milhões de doses da vacina da Pfizer.

O que se sabe até agora

A primeira identificação da cepa B.1.1529 foi em meados de novembro em Botsuana, na África. Mais tarde, a variante foi denominada de Ômicron. Até agora, ela já foi notificada na África do Sul, Lesoto, Namíbia, Zimbábue, Eswatini, Hong Kong, na China, Israel, Bélgica, Reino Unido e Alemanha.

A Ômicron foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como variante de preocupação, quando possui evidência de aumento na transmissibilidade e no aumento da severidade da doença.

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Brasil 61