Brasil Mineral

17/05/2022 22:58h

O novo diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) afirmou que o setor irá expandir suas atividades de forma segura, sustentável e respeitosa com as pessoas e o meio ambiente

Em seu discurso de posse no último dia 11 de maio, no Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann afirmou que a mineração vai ampliar esforços em prol dos compromissos setoriais estabelecidos na Agenda ESG da Mineração do Brasil, e, desta forma, expandir sua atuação empresarial conjugada com segurança operacional, sustentabilidade e respeito às pessoas e cuidado com a preservação do meio ambiente. “Ao falarmos em ESG, estamos tratando de ações muito concretas. Usar menos água, usar recursos renováveis para gerar energia, respeito à comunidade, preservação da floresta e demais compromissos com o meio ambiente. Isso será o rumo da nossa gestão. E sempre junto ao Conselho Diretor, que pensa como nós e nos apoia”, disse. 

Outro ponto destacado por Jungmann é o combate à lavra ilegal. “Não apoiaremos nenhum projeto que venha a abrir qualquer brecha ao garimpo ilegal. E tampouco aceitaremos qualquer tipo de projeto que não preserve o meio ambiente e, em particular, nossa floresta, que queremos em pé”. O objetivo de Jungmann é manter contato direto com autoridades para cobrar providências mais efetivas contra a lavra ilegal, como a de ouro, que resulta em perda de divisas ao país, entre outras consequências danosas, como fomento ao crime e prejuízos às comunidades, inclusive, povos indígenas. 

O evento também marcou a posse do CEO da Anglo American no Brasil, Wilfred Bruijn, na presidência do Conselho Diretor do IBRAM, e do diretor-presidente da Lundin Mining no Brasil, Ediney Maia Drummond, no cargo de vice-presidente. A cerimônia teve ainda a entrega de placas em homenagem aos serviços prestados em prol do IBRAM e da mineração do Brasil pelos ex-dirigentes do Instituto, Wilson Brumer, no Conselho Diretor, e Flávio Ottoni Penido, na presidência da diretoria. 

Raul Jungmann afirmou em sua fala que o “papel da mineração não é só estratégico, não é só de utilidade pública. Ela tem papel importante para o desenvolvimento do país, de gerar emprego, renda, de contribuir para promover a justiça, a sustentabilidade, o respeito ao meio ambiente (...) Este setor tem compromisso, está do lado da lei, ao lado da sustentabilidade”. Afirmou que o setor irá expandir suas atividades de forma segura, sustentável e respeitosa com as pessoas e o meio ambiente e, para isso, precisa contar com uma Agência Nacional de Mineração forte – uma melhor estruturação geral da ANM tem sido uma das bandeiras do IBRAM nestes últimos anos. A agência ainda apresenta carências que dificultam sua atuação técnica na fiscalização e na regulação do setor mineral.

O novo diretor-presidente do IBRAM ressaltou ainda que o instituto é contrário ao projeto de lei nº191 que tramita na Câmara dos Deputados e propõe a regulamentação de atividades econômicas nas terras demarcadas. “Recentemente tive a oportunidade de falar para os embaixadores da União Europeia em nome do IBRAM. Disse que setor mineral brasileiro segue a Constituição. Entendemos que a mineração em terras indígenas precisa de regulamentação. Mas não aceitaremos uma regulação que não respeite os povos originários, seus direitos, que não os ouça, que eles não sejam parte do processo de decisão daquilo que os interessa”, disse.

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17/05/2022 22:54h

No acumulado do primeiro quadrimestre, as exportações atingiram 192.488 toneladas; insumo é usado na composição de aço pelas usinas siderúrgicas

Segundo dados do Ministério da Economia, Secex, as exportações de sucata ferrosa somaram 71.877 toneladas em abril de 2022, um crescimento de 43% quando comparado a março (50.217 toneladas). O insumo é usado na composição de aço pelas usinas siderúrgicas. No acumulado do primeiro quadrimestre, as exportações atingiram 192.488 toneladas, ante 101.993 toneladas do mesmo período de 2021, um aumento de 89%. 

O conflito RússiaxUcrânia provocou o aumento no preço do ferro gusa e de outros insumos também usados na composição do aço, mas, segundo Clineu Alvarenga, presidente do Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa), já existe uma tendência de acomodação dos preços. “Os valores da sucata tendem a se estabilizar após um período de altas artificiais”, afirma.

O executivo diz que os recicladores de sucatas ferrosas estão abastecendo normalmente o mercado interno, como sempre fizeram, e só exportam os volumes excedentes não adquiridos no País. “As vendas ao exterior, sempre no limite máximo de 5% da produção local, são a alternativa encontrada pelo setor há mais de uma década para garantir a manutenção da atividade,  que traz inúmeros benefícios ao meio ambiente e ao País”, diz o presidente do Inesfa.

Segundo a S&P Global Platts, agência americana especializada em fornecer preços-referência e benchmarks para as commodities, “fontes do mercado mencionaram os recentes aumentos nos preços e nas compras impulsionados pelas taxas de produção mais altas nas principais siderúrgicas locais, após paralisações para manutenção planejadas e não planejadas, ou atraso na formação no de estoques”. Outras fontes das usinas ouvidas pela S&P já esperam uma estabilização dos preços ainda neste mês de maio e até uma queda a partir de junho.

O consumo de sucata ferrosa no Brasil em 2022 pode superar o de 2020, quando alcançou quase oito milhões de toneladas. No ano passado, o consumo estimado pelo Inesfa foi de nove milhões de toneladas. Em maio, o Inesfa passa a representar todos os setores da reciclagem, incluindo ferro e aço, vidro, papel, eletrônicos, entre outros, atividades compostas por mais de cinco milhões de pessoas que vivem da coleta e destinação adequada de insumos recicláveis. “Os recicladores sempre tiveram um papel essencial no Brasil, ao lado dos catadores (os chamados ‘carrinheiros’) na preservação e defesa do meio ambiente e na economia circular. Mas, apesar disso, ainda são pouco reconhecidos e estimulados, principalmente pelos três poderes do país, Executivo, Legislativo e Judiciário”, afirma Clineu Alvarenga.

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12/05/2022 17:46h

Com exceção do segmento de cabos e de pó de alumínio, todos os produtos de alumínio apresentaram desempenho positivo quando comparados a 2020.

Segundo dados da Associação Brasileira de Alumínio (Abal), o consumo de produtos de alumínio no Brasil somou 1.583,9 mil toneladas em 2021, um aumento de 10,9% sobre 2020 e o maior volume registrado desde o início da apuração, em 1972. Do total, 88% dos produtos de alumínio ou 1.393,4 mil toneladas foram produzidos no Brasil em 2021, crescimento de 10,6% em relação ano anterior. As importações acompanharam a alta, com crescimento de 12,7% ante o ano de 2020.

“O resultado histórico, que ultrapassa inclusive os patamares pré-pandemia, demonstra a resiliência do setor do alumínio nacional, que segue investindo no crescimento de forma sólida e sustentável mesmo em cenários desafiadores”, diz Janaina Donas, presidente-executiva da ABAL.

Com exceção do segmento de cabos e de pó de alumínio, únicos a registrarem queda no consumo em 2021, todos os demais produtos de alumínio apresentaram desempenho positivo quando comparados a 2020. O destaque ficou para o volume recorde de consumo de chapas de 800,6 mil toneladas (+16,2%). O crescimento reflete o vigor do segmento de embalagens, que respondeu por mais de 40% do volume de produtos de alumínio consumidos.

A projeção da ABAL continua sendo positiva para o consumo interno de produtos de alumínio: crescimento de 4,9% em relação a 2021, totalizando 1.662 mil toneladas, o que seria um novo recorde para o setor. “A indústria brasileira de alumínio está preparada para responder ao aumento da demanda e seguirá investindo para ampliar a sua capacidade de produção. O setor prevê, até 2025, um aporte aproximado de R$ 30 bilhões para a construção de novas plantas industriais e modernização das já existentes; diversificação da matriz energética e aumento da autogeração de energia, dentre outras ações”, conclui Janaina Donas. 

O consumo interno de produtos transformados de alumínio por segmento em 2021: os Laminados somaram 889,1 mil toneladas, com crescimento de 14,9% em relação a 2020 (773,5 mil toneladas), seguidos pelos Extrudados, 245,8 mil toneladas, com crescimento de 17,2% em relação a 2020 (209,7 mil toneladas); Cabos, com 180,8 mil toneladas, com queda de 15,1% em relação a 2020 (212,9 mil toneladas); Fundidos, com 157,8 mil toneladas, com crescimento de 16,7% em relação a 2020 (135,2 mil toneladas); Pó, um total de 25,6 mil toneladas, com queda de 5,2% em relação a 2020 (27 mil toneladas); Destrutivos, um volume total de 42,9 mil toneladas, com crescimento de 16,3% em relação a 2020 (36,9 mil toneladas); e outros, com 41,9 mil toneladas, crescimento de 25,1% em relação a 2020 (33,5 mil toneladas).

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07/05/2022 19:40h

Testada em 2020, a iniciativa recebeu aportes de R$ 2,3 milhões e abril deste ano marcou o início das operações de venda do material fosfatado reaproveitado.

Multinacional do segmento de mineração e beneficiamento de nióbio e fosfatos, a CMOC Brasil desenvolveu um projeto para evitar o descarte de centenas de milhares de toneladas de rejeitos de suas barragens em Goiás. Testada em 2020, a iniciativa recebeu aportes de R$ 2,3 milhões e abril deste ano marcou o início das operações de venda do material fosfatado reaproveitado. A CMOC comemora o sucesso das pesquisas e do projeto que atende ao Plano Nacional de Fertilizantes, auxilia o Brasil a atingir suas metas ambientais e ainda impulsiona o negócio de Fosfato da CMOC Brasil com faturamento adicional estimado em R$ 24 milhões ainda em 2022.

Na Mina de Fosfatos Ouvidor (GO), os rejeitos depositados na barragem detêm, em sua maioria, materiais ferrosos magnéticos ou lamas com baixo e médio teores de fosfato (P2O5). A utilização destes rejeitos não é tecnicamente adequada via o tradicional beneficiamento químico para produção de superfosfato, o que despertou na CMOC Brasil o interesse em estudar alternativas sustentáveis para reaproveitá-lo, diminuir os impactos ambientais e tornar rentável o que seria descartado. 

O reaproveitamento dos rejeitos foi feito em parceria com o Grupo IFB, empresa especializada na produção de fertilizantes organofosfatados, obtidos por meio da solubilização biológica da rocha fosfática e de material orgânico. O trabalho de pesquisa conjunta iniciado em 2020 demonstrou resultados no processamento biológico dos rejeitos da Mina de Fosfato com uso de fungos e bactérias desenvolvidos para quebrar as cadeias do fósforo e disponibilizar o P2O5 para absorção e nutrição das plantas.

O produto criado com reaproveitamento de rejeitos foi denominado Concentrado Apatítico de baixo teor e se enquadra na classe de matérias-primas para fertilizantes organominerais. Produzidos com fontes minerais de fósforo e rejeitos orgânicos - advindos de fazendas de criação de gado (esterco), granjas (casca de ovos e esterco) e cana-de-açúcar (bagaço) -, o fertilizante organofosfatado produzido pelo grupo IFB é considerado uma alternativa complementar ao uso de fertilizantes químicos. “Há dois anos, a CMOC iniciou o projeto de estudo de viabilidade de se desaguar e separar parte do rejeito gerado para vendê-lo à indústria de fertilizantes organominerais. O investimento inicial de R$ 2,3 milhões advém de aporte feito pelo Grupo IFB. Em abril, o projeto foi concluído e estamos prontos para iniciar o faturamento e expedição deste novo produto. Estimamos que, ainda em 2022, 105 mil toneladas do Concentrado Apatítico de baixo teor sejam entregues, com acréscimo de US$ 5,2 milhões (cerca de R$ 24 milhões) em nosso faturamento a partir de material que um dia já foi descartado em nossa barragem”, disse Thiago Drumond, Gerente Comercial de Fosfato da CMOC Brasil. 

Além da parte financeira, as equipes envolvidas no projeto comemoram e vislumbram o fato do projeto se adequar às metas ESG da própria empresa, os desafios indicados pelo setor de mineração e pelo Governo Federal. “Este fertilizante organomineral vem sendo citado como tendência tanto no Plano setorial, para adaptação à mudança do clima e baixa emissão de carbono agropecuário, como também no Plano Nacional de Fertilizantes. Estes documentos são guias para fomentar a redução de emissão de gases do efeito estufa na agropecuária e amenizar a dependência brasileira de fertilizantes importados. Em abril, passamos a transformar rejeitos em receita e possibilidades para atender à demanda do mercado nacional de fertilizantes”, afirma Drumond.

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07/05/2022 16:25h

A elaboração do PNM 2050 inaugura uma nova sistemática de planejamento, que prevê a realização de ciclos de avaliação e monitoramento.

O Ministério Minas e Energia (MME) abriu espaço online para receber contribuições da sociedade com o objetivo de subsidiar a elaboração do Plano Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050). A medida mostra um avanço na construção colaborativa do instrumento que estabelecerá as diretrizes da mineração brasileira e orientará a formulação de políticas públicas no horizonte dos próximos 28 anos. 

A elaboração do PNM 2050 inaugura uma nova sistemática de planejamento do setor mineral brasileiro, que prevê a realização de ciclos de avaliação e monitoramento da política mineral brasileira. O novo modelo incluirá a elaboração de planos operacionais de curto prazo, a cada cinco anos, que direcionarão a ação governamental no cumprimento dos objetivos de longo prazo.

Para o processo de coleta de subsídios, os temas foram divididos de acordo com os três novos pilares da política mineral brasileira: aproveitamento de recursos minerais 

Os interessados em contribuir com o PNM 2050 poderão indicar o que consideram os principais desafios relacionados ao setor e sugerir ações para superá-los. Os formulários poderão ser respondidos quantas vezes quiser. O prazo para respostas se encerra no dia 31 de maio.

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05/05/2022 14:05h

No total, mais de 10 mil toneladas do resíduo serão utilizadas como insumo na estrutura do pavimento próximo ao município

A Anglo American e a Ecovias do Araguaia realizam teste em parceria onde utilizam escória de ferroníquel nas obras de ampliação das rodovias BR-153/GO/TO, BR-414/GO e BR-080/GO. No total, mais de 10 mil toneladas do resíduo serão utilizadas como insumo na estrutura do pavimento próximo ao município de Barro Alto (GO). Os trabalhos começaram em fevereiro deste ano.

Nos últimos anos, a Anglo American, em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), realizou testes que comprovaram que a escória de ferroníquel não possui elementos nocivos ao meio ambiente e às pessoas. A iniciativa implantada em Goiás faz parte do Plano de Mineração Sustentável da companhia, que reduz os impactos ambientais e também dá aplicação à escória, diminuindo a área necessária para estocagem dos resíduos gerados nas plantas industriais da empresa em Goiás. 

Além disso, a medida gera impactos positivos, por ser uma alternativa sustentável e incentivar a economia circular, onde os resíduos de uma indústria servem de matéria-prima reciclada para outra indústria. “Continuaremos buscando novas alternativas para o aproveitamento de resíduos gerados em nosso processo produtivo”, afirma Tiago Alves, gerente corporativo de Meio Ambiente da companhia. Ainda segundo ele, a empresa seguirá investindo em pesquisas, buscando sempre o seu propósito de reimaginar a mineração para melhorar a vida das pessoas.

De acordo com Sidney Filho, gerente de Engenharia da Ecovias do Araguaia, a busca por produtos como ferroníquel em substituição aos que normalmente são extraídos da natureza possibilita impactar positivamente o meio ambiente. “Além de priorizar a sustentabilidade, a iniciativa comprova o quanto estamos atentos em inovar continuamente os nossos processos”, diz.

A Anglo American já investiu R$ 14,7 milhões em ações institucionais no estado de Goiás desde 2018.  Os recursos foram destinados a áreas como revitalização de nascentes no rio Araguaia, mobilidade urbana, saneamento, desenvolvimento da capacidade institucional, desenvolvimento da comunidade, educação e treinamento, além de esporte, lazer, cultura, artes, turismo e patrimônio, ações voltadas para a proteção do meio ambiente, saúde, bem-estar e segurança pública.
 

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05/05/2022 11:45h

A área ocupada no Distrito Industrial Prefeito Cyro Martins chegará a 25 mil m2.

Especializada na produção de fertilizantes especiais, adjuvantes e inoculantes, a empresa brasileira Agrocete está investindo R$ 90 milhões (maior investimento da história) na ampliação do parque fabril em Ponta Grossa (PR). As plantas de adjuvantes e fertilizantes especiais, além da planta de inoculantes, que é considerada uma das maiores do mundo, devem ser contempladas com investimento em tecnologia e inovação, com o objetivo de dobrar sua capacidade produtiva. 

Além da expansão da capacidade das plantas, a Agrocete também prepara o lançamento de dois novos produtos nos mercados doméstico e internacional. Os investimentos em automação e robótica serão fundamentais para que a empresa sustente seu crescimento e lance novidades no mercado agrícola. “Vamos investir em automação e robótica para modernizar nosso parque fabril. É esse investimento que vai elevar a produção, aumentando em 100% a capacidade. Na área de fertilizantes foliares, para o tratamento de sementes e adjuvantes, devemos dobrar a produção, e em biológicos, entre estes os biofertilizantes, devemos aumentar entre 10 e 15%”, reforça Guilherme de Figueiredo, Diretor Comercial da Agrocete.

A estrutura física da empresa também será ampliada em quase 50%. A área ocupada no Distrito Industrial Prefeito Cyro Martins chegará a 25 mil m2. Os investimentos incluem a contratação de novos funcionários. Até o final de 2025, o quadro deverá ser ampliado em mais de 66%, passando dos atuais 300 para 500 colaboradores. “Investimos muito em capacitação porque acreditamos que nossos colaboradores sejam nosso maior patrimônio. Criamos, inclusive, a Academia Agrocete para capacitar todos os setores da empresa”, revela Guilherme.

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04/05/2022 02:01h

Exportações caíram de 65,101 milhões de toneladas, em 2021, para 50,518 milhões de toneladas nos três primeiros meses de 2022

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Extração do Ferro e Metais Básicos (Sinferbase), as exportações de minério de ferro em março de 2022 somaram 17,161 milhões de toneladas, uma queda sobre os 21,003 milhões de toneladas do mesmo mês de 2021. No 1º trimestre do ano, as exportações caíram de 65,101 milhões de toneladas, em 2021, para 50,518 milhões de toneladas nos três primeiros meses de 2022. 

As exportações de minério da Vale e suas coligadas tiveram queda de 18,912 milhões de toneladas em março de 2021 para 15,406 milhões de toneladas de março deste ano. Na comparação dos trimestres, Vale e coligadas despencaram de 59,713 milhões de toneladas para 45,931 milhões de toneladas.

As vendas externas de pelotas caíram de 1,208 milhão de toneladas para 360 mil toneladas na comparação mensal e de 2,598 milhões de toneladas para 1,049 milhão de toneladas na comparação dos trimestres. 

Já as vendas de minério de ferro no mercado nacional cresceram de 2,505 milhões de toneladas em março de 2021 para 3,109 milhões de toneladas em março deste ano. No trimestre inicial, as vendas internas cresceram de 7,129 milhões de toneladas, em 2021, para 8,334 milhões de toneladas neste ano.

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26/04/2022 19:19h

A produção recuou 13%, enquanto o faturamento do setor caiu 20% no período

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A produção mineral brasileira registrou uma queda de 13% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando ao patamar de 200 milhões de toneladas produzidas no período. O faturamento do setor também recuou 20% nos três primeiros meses de 2022 em relação ao primeiro trimestre de 2021, alcançando o valor de R$ 56,2 bilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que avalia que a redução das importações chinesas foi o principal fator para os números registrarem queda.

O relatório do setor aponta que a queda nas vendas para a China chega a 31% em relação ao primeiro trimestre de 2021 e a 29% em relação ao quarto trimestre do ano passado. O resultado foi altamente impactado ainda pela redução nas vendas do minério de ferro, que é o principal produto do país. No primeiro trimestre de 2022, a China importou 268,36 milhões de toneladas de minério de ferro, uma queda de 5,2% em relação aos 283,16 milhões do primeiro trimestre de 2021.

Segundo o diretor-presidente do Ibram, Raul Jungmann, o país possui dependência da China no setor, o que impactou negativamente nos dados do primeiro trimestre. "Isso deve,  sobretudo, à desaceleração que nós tivemos nas importações chinesas, o que também nos leva a uma outra conclusão, que é a dependência que nós hoje temos, em termos de exportações nossas com reflexo em produção e faturamento da China. Isso precisa ser levado em conta, porque, de fato, se trata de uma vulnerabilidade não só no setor, mas também do país como um todo", afirmou.

Com redução na produção e no faturamento do setor mineral, a arrecadação de tributos também registrou diminuição de 20%, acompanhando o faturamento, e a de royalties baixou 25% no primeiro trimestre na comparação com igual período de 2021. O Ibram avalia ainda que as fortes chuvas registradas em Minas Gerais, neste começo de ano, e manutenções em unidades operacionais no Norte do país também ajudam a explicar a queda nos números, comprovando a natureza cíclica da atividade mineral.

Balança Comercial

As exportações de minérios totalizaram US$ 9,4 bilhões no primeiro trimestre do ano, uma queda de 22,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 75,7 milhões de toneladas de produtos minerais exportados. Mesmo com a queda, o setor mineral foi fundamental para o saldo positivo na balança comercial brasileira no primeiro trimestre. Os números mostram que o superávit do setor mineral foi de US$ 6,2 bilhões no período. Isso equivale a 52% do saldo total da balança do país.

Para os próximos meses, o Ibram projeta uma melhora nos resultados. A avaliação é de que embora a China possa prosseguir em estratégias para buscar estabilidade nos preços de minérios, não há sinais de desaceleração na atividade econômica do país oriental. Além disso, a produção brasileira não deverá ser impactada por fenômenos naturais de início do ano, caso das chuvas nas localidades onde se situam as principais unidades de produção.

Investimentos

O Ibram também divulgou o plano de investimentos do setor mineral para os próximos anos, para o ciclo entre 2022 e 2026.  A estimativa é de valores em torno de  US$ 40,4 bilhões, sendo 46% já em execução. Do total, US$ 4,2 bilhões serão investimentos socioambientais e US$ 36,2 bilhões em produção e em infraestrutura. O minério de ferro receberá os maiores aportes até 2026: US$ 13,6 bilhões, à frente de minérios de fertilizantes US$ 5,75 bilhões e de bauxita US$ 5,56 bilhões.

O presidente do Ibram avalia ainda que é fundamental ampliar a pesquisa mineral no Brasil, em razão da importância do setor para a economia brasileira. De acordo com Raul Jugmann, a indústria mineral é responsável por 1,4% de todo o PIB brasileiro. 

"É importante aqui também destacar desse balanço que nós estamos fazendo, a necessidade da ampliação da pesquisa mineral no Brasil. Para vocês terem uma ideia, na escala adequada T1 por 50.000 que é aquela que permite maior precisão no estabelecimento das jazidas minerais e de todo o potencial mineral Brasileiro, nós temos apenas 4,3% do território nacional. Isso tudo precisa ser destacado e precisa ser levado em conta quando se faz um balanço, não apenas de um trimestre contra o outro ou deste trimestre contra o último trimestre do ano anterior. Para se ter noção de que esse setor é responsável positivo por mais de 50% da nossa balança comercial que contribui decisivamente em termos de impostos como também de  royalties para o Brasil", avaliou Jungmann.

Faturamento por estado

Minas Gerais e Pará são os estados que apresentaram produção e exportação mais significativas, mesmo com a queda na comparação em relação ao primeiro trimestre de 2021. Em Minas o faturamento foi de R$ 20,2 bilhões (28% menor), enquanto no Pará, o faturamento foi de R$ 22,8 bilhões (27% menor).

Faturamento por substância

O minério de ferro apresentou o maior faturamento no primeiro trimestre, R$ 32,7 bilhões, 33% a menos do que no mesmo período do ano passado. Já o ouro, que representa 11% do total, teve faturamento de R$ 6,5 bilhões (14% a menos).

Top 15 municípios mineradores

Segundo a Agência Nacional de Mineração, no primeiro trimestre de 2022,  2.404 municípios recolheram Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). Cidades de MG e PA são maioria no grupo dos 15 maiores arrecadadores de CFEM por produção. Este dado é importante porque reflete na qualidade de vida nessas cidades: 9 dos 15 maiores arrecadadores de CFEM têm IDH (índice de desenvolvimento humano) maior do que o IDH do estado de origem. Parauapebas (PA) figura no 1º lugar do ranking com recolhimento de R$ 332 milhões de CFEM; em 2º está Canaã dos Carajás (PA) com R$ 241 milhões; em 3º está Conceição do Mato Dentro (MG) com R$ 82 milhões.

Empregos

Dados oficiais do governo federal (Novo CAGED) indicam que foram geradas 1.048 vagas diretas de dezembro de 2021 a fevereiro de 2022. Assim, o setor totalizava quase 200 mil empregos diretos em fevereiro.
 

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25/04/2022 11:13h

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, disse que o mapa geológico é fundamental para o desenvolvimento do setor mineral no estado

O gerente de Geologia e Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), Marcelo Ferreira, em Palmeirópolis (TO), se reuniu com o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, e com representantes da Agência de Mineração do Estado do Tocantins (AMETO) e da Alvo Minerals - empresa responsável pelo Projeto Palma, para formalizar a entrega do Mapa Geológico e de Recursos Minerais do estado ao governador, além de aprofundar os debates sobre a importância do projeto.

O mapa mostra a grande diversidade mineral de Tocantins. “O Serviço Geológico do Brasil tem a missão de fomentar estados e municípios com informações geológicas básicas. Neste mês, lançamos o Mapa Geológico do Tocantins, que fornece subsídios e norteia a prospecção mineral no estado. O Tocantins está recebendo o aporte financeiro de diversas empresas nacionais e internacionais que veem, no estado, um marco da nova fronteira mineral. Com o mapa, o estado está fornecendo informações e subsídios para as empresas investirem aqui e nós acreditamos que as empresas podem investir de forma segura e sustentável, dentro das normas e das leis ambientais”, concluiu Ferreira. 

O governador disse que o mapa geológico é fundamental para o restado e para o desenvolvimento do setor mineral de Tocantins. “Receber o mapa geológico, além de poder ter em mãos os endereços dos minerais do nosso subsolo, facilita muito para outros investimentos que pretendemos fazer”, afirmou. O investimento referido por Barbosa é, em particular, o da Alvo Minerals, que, segundo o governador, deve gerar mais de 2 mil empregos diretos no estado. A Alvo Minerals concentra seus esforços no projeto Palma, para expandir a produção de zinco, cobre, chumbo, ouro e prata na região de Palmeirópolis. O desenvolvimento das pesquisas da primeira fase do projeto deve ser entregue em junho deste ano.

O diretor-presidente da Alvo Minerals, Robert Smakman, disse que a empresa tem uma visão de futuro do que pode ser desenvolvido no Tocantins e também na parte norte de Goiás. “Temos uma visão para implementar um projeto de grande porte aqui na região. O trabalho feito aqui pelo SGB-CPRM foi um bom começo e vamos tentar viabilizar e dar continuidade com o projeto”, comentou. Já o presidente da AMETO, Renato Jayme, afirmou que o trabalho é um dos mais importantes do estado, tanto por sua dimensão quanto pelo impacto social e na geração de empregos. O Projeto Palma compreende seis processos de mineração e engloba uma área de 6.050 hectares. Inicialmente foi idealizado pelo SGB-CPRM e concedido por meio de leilão para a Alvo Minerals.

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