05/12/2021 17:48h

Entre as unidades da federação que conquistaram o resultado estão São Paulo, Roraima e Santa Catarina

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A Campanha de Vacinação contra a Covid-19 no Brasil superou a marca de 90% da população-alvo com a primeira dose da vacina, em nove estados. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde, neste domingo (5). 

Entre as unidades da federação que conquistaram o resultado estão São Paulo, Roraima e Santa Catarina. A lista é completada por Minas Gerais, Espírito Santo, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Sul e Paraná. 

O secretário Executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, atribui o desempenho à iniciativa de adquirir mais de 550 milhões de doses de vacina contra a doença. Segundo ele, desse total, mais de 378 milhões já foram distribuídas e 314 milhões foram aplicadas.

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Ainda de acordo com a pasta, 159,5 milhões de brasileiros começaram o ciclo vacinal e 140,5 milhões já completaram o esquema com a segunda dose ou dose única do imunizante. Com o envio de doses de reforço, mais de 14 milhões de pessoas já reforçaram a imunidade no Brasil. O ministério informou, ainda, que mais de 354 milhões de doses estão garantidas para dar continuidade à campanha em 2022.

 

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05/12/2021 17:25h

Na avaliação da pediatra Natália Bastos, as crianças são as maiores disseminadoras dos cuidados necessários para evitar a propagação do vírus

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A enfermeira Carla Bianka Morais tem 48 anos e mora em Brasília (DF). Mãe do Miguel, de 10 anos, ela acredita que o retorno das aulas presenciais é essencial para manter a qualidade de aprendizagem do filho. Mas, para isso, Bianka defende que as escolas cumpram protocolos de segurança para preservar a saúde das crianças. 

“Eu acredito que as crianças precisam dessa interação entre elas, porque a aula on-line trouxe alguns prejuízos para alguns alunos quanto à aprendizagem. Então, eu acho que existe uma grande importância do retorno das aulas presenciais. E que se não for o retorno absoluto, que fosse pelo menos intercalado”, considera. 

Já Maria Francisca Santos, de 48 anos, que também é do Distrito Federal, acredita que o país ainda não está preparado para o retorno das aulas presenciais. A estudante de arquivologia afirma que o fato de nem toda a população estar completamente imunizada contra a Covid-19 é um dos fatores para a opinião dela. 

“Nem todas as pessoas estão vacinadas. Ainda não temos respostas quanto a eficácia da vacina com relação à nova variante. Outra questão a se pensar são os ônibus coletivos que levam até o Campus, que estão sempre muito lotados. A também a questão da falta de logística da faculdade”, critica.

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Independentemente de uma decisão definitiva, a pediatra Natália Bastos considera que os pais também têm um papel fundamental na conscientização dos filhos que eventualmente se deslocam até às unidades escolares. 

“Para conseguirmos fazer um retorno escolar mais saudável, precisamos explicar para as crianças que elas têm necessidade de estar sempre passando álcool nas mãos, e manter o uso de máscara no ambiente escolar, quando estiverem em contato com os amiguinhos, e que têm que usar a máscara corretamente. No momento de fazer as refeições eles terão que sentar mais afastados, e precisam estar informados sobre quais vão ser os protocolos adotados, para já chegarem na escola com essa orientação”, destaca. 

Segundo ela, as mesmas orientações destinadas aos adultos também devem ser seguidas pelas crianças. Na avaliação dela, os pequenos são os maiores disseminadores dos cuidados necessários para evitar a propagação do vírus, pois não hesitam em cobrar os pais e os colegas. 

“Também devemos orientar as crianças, até para elas serem as maiores disseminadoras de informação. Quando elas verem que um amiguinho está passando álcool de maneira errada e não está lavando as mãos corretamente, orientar o amiguinho sobre o modo certo, para melhor uso de máscara, que cobre nariz e boca. E também informar os coleguinhas de que esse ritmo precisa ser mantido”, pontua. 

Volta às aulas nos estados e DF

Dados do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) apontam que a grande maioria dos estados brasileiros já deu início, em 2021, às atividades presenciais nas escolas, em algum nível. Confira:

  • ACRE - A partir de 4 de outubro, as escolas da rede estadual retomaram o ensino presencial e híbrido, de forma escalonada.
  • ALAGOAS - As aulas na rede estadual de ensino em Alagoas são 100% presenciais desde o dia 8 de novembro.
  • AMAPÁ - Desde 9 de agosto iniciou o retorno gradual com os estudantes para o início das aulas presenciais, com prioridade os estudantes do 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental, 3ª série do ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). 
  • AMAZONAS - No dia 23 de agosto, o Governo do Amazonas retornou com as aulas 100% presenciais em Manaus. Na época, 230 mil estudantes de 236 escolas da capital voltaram às atividades de segunda a sexta-feira, com a extinção dos grupos A e B.
  • BAHIA - A rede estadual de ensino iniciou as aulas 100% presenciais no dia 18 de outubro.
  • CEARÁ - O último decreto estadual (Nº34.279, de 02 de outubro de 2021) autoriza a transição do formato híbrido para o presencial integral. A Secretaria da Educação está adotando as providências para efetuar essa transição de forma gradual.
  • DISTRITO FEDERAL - O retorno 100% presencial nas escolas do Distrito Federal ocorreu em 3 de novembro.
  • ESPÍRITO SANTO - Desde o dia 11 de outubro, todos os alunos das escolas públicas estaduais voltaram ao ensino 100% presencial, exceto os que tiverem laudo médico. 
  • GOIÁS - O Estado de Goiás retomou as aulas presenciais no dia 2 de agosto de 2021, com a capacidade de 50% das unidades escolares em ensino híbrido.
  • MARANHÃO – O estado publicou portaria com as Diretrizes Pedagógicas para 2021, disponível no portal do órgão (www.educacao.ma.gov.br). O ano letivo iniciou no mês de fevereiro, em todas as escolas, de forma remota, e poderá ocorrer de forma híbrida durante o ano, conforme os indicadores epidemiológicos.
  • MATO GROSSO - O estado retomou as aulas 100% presenciais no dia 18 de setembro.
  • MATO GROSSO DO SUL - O retorno 100% presencial se deu a partir do dia 4 de outubro para todas as 347 unidades escolares da Rede Estadual de Ensino (REE).
  • MINAS GERAIS - Na rede pública estadual de ensino de Minas Gerais, o ano letivo de 2021 teve início no dia 8 de março, de forma remota. No dia 21 de junho, as atividades pedagógicas presenciais começaram a ser retomadas nas escolas estaduais.
  • PARÁ - O retorno 100% das aulas presenciais aconteceu no dia 1º de outubro, exceto para os alunos que estudam em unidades em que o prédio encontra-se em reforma e estudantes que comprovem casos excepcionais.
  • PARAÍBA - Em 23 de setembro de 2021, as atividades foram retomadas de forma híbrida e progressiva, com 70% de aulas remotas e 30% presenciais.
  • PARANÁ - A partir da última semana de setembro, todos os colégios da rede estadual passaram a ter ensino totalmente presencial, reservando o ensino remoto apenas para os estudantes com comorbidades.
  • PERNAMBUCO - A partir de 5 de abril de 2021 para Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos Iniciais. A partir de 12 de abril de 2021 para o Ensino Fundamental - Anos Finais e Ensino Médio. Já nas escolas estaduais, a retomada das aulas presenciais, de forma híbrida, foram autorizadas a partir de 19 de abril de forma escalonada. 
  • PIAUÍ - Em outubro foi decretado o retorno 100% presencial das aulas e no momento já retornaram ao ambiente escolar mais de 200 mil estudantes de todas as etapas e modalidades de ensino.
  • RIO DE JANEIRO - No dia 25 de outubro, as escolas da rede voltaram a oferecer o ensino 100% presencial, observados todos os protocolos sanitários definidos pela Secretaria Estadual de Saúde. O ensino remoto continua disponível apenas para alunos com comorbidade comprovada.
  • RIO GRANDE DO NORTE - O estado permitiu o retorno presencial com 100% da capacidade no dia 4 de outubro de 2021, iniciando esse processo em 19 de julho com o retorno presencial dos professores e no dia 26 de julho com o retorno de 30% dos estudantes.
  • RIO GRANDE DO SUL - O retorno presencial obrigatório da Educação Básica no Rio Grande do Sul nas redes públicas e privadas aconteceu no dia 8 de novembro.
  • RONDÔNIA - Estão sendo ofertadas aulas remotas por meio da plataforma digital Google Classroom. As aulas são planejadas e ministradas pelos professores da rede estadual que atuam na Mediação Tecnológica, disponibilizadas por meio da plataforma “Google classroom”.
  • RORAIMA - No dia 3 de novembro, o estado retornou com as aulas presenciais obrigatórias para o 9° ano do Ensino Fundamental, EJA (2° segmento) e Turmas de Correção de Fluxo (8°/9° ano). Para o Ensino Médio, que já havia retornado em setembro, também se tornaram obrigatórias as aulas presenciais. Os estudantes que possuem comorbidades devem apresentar laudo médico e continuam no ensino remoto, assim como as demais séries
  • SANTA CATARINA - Todos os alunos da rede estadual de Santa Catarina devem frequentar a escola presencialmente, com exceção dos estudantes que pertencem ao grupo de risco da Covid-19.
  • SÃO PAULO - Na rede estadual de São Paulo, os anos letivos de 2020/2021 foram considerados um ciclo contínuo de ensino. As escolas retomaram, ainda em 2020, as atividades presenciais em setembro. A liberação aconteceu para as escolas localizadas em regiões na fase amarela do Plano SP.
  • SERGIPE - O retorno 100% presencial da rede estadual ocorreu em 4 de novembro. Já os municípios estão liberados para definirem seus retornos.
  • TOCANTINS - Todas as unidades escolares, públicas e particulares, no território do Tocantins, ficam autorizadas a realizar aulas presenciais em formato híbrido e com revezamento de 50% das turmas.

Programa Saúde na Escola

Com a relevância do tema, o Programa Saúde na Escola (PSE) coordenou um evento on-line na última quinta-feira (2), ocasião em que pais, estudantes, profissionais de educação e de saúde tiraram dúvidas sobre o assunto. Intitulado “Reabertura das escolas públicas e prevenção à Covid-19”, o encontro foi promovido pela Secretaria de Atenção Primária (Saps), do Ministério da Saúde.

Com o objetivo de expandir o planejamento de reabertura das escolas, o PSE adotou medidas para auxiliar estados e municípios nessa temática, como a publicação do documento Orientações para Reabertura das Escolas da Rede Pública Básica de Ensino. Além disso, houve um repasse de R$ 454,3 milhões aos municípios. O dinheiro auxiliaria no processo de reabertura das escolas de educação básica, por meio da portaria nº 1.857, de 28 de julho de 2020.
 

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04/12/2021 17:18h

De acordo com estudo divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o estado geral na classificação Ótimo e Bom caiu de 32,5%, em 2019, para 28,2%, em 2021. A sinalização é um dos fatores mais problemáticos

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Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e pelo SEST SENAT revela que 61,8% da malha rodoviária brasileira encontra-se classificada como regular, ruim ou péssima. A análise foi feita em 109.103 quilômetros de rodovias pavimentadas federais e estaduais, como explica o gerente-executivo de estatística e pesquisa da CNT, Jefferson Cristiano. 

“Nossos pesquisadores fazem uma análise técnica que leva em consideração a condição da superfície do pavimento. Observamos também a condição dos acostamentos. Temos também a característica de sinalização, na qual é observada tanto a sinalização horizontal, quanto vertical. Fazemos ainda uma avaliação da geometria, quando analisamos o perfil da rodovia, se é plana ou ondulada”, afirma. 

O estado geral das rodovias leva em conta três características analisadas: Pavimento, Sinalização e Geometria da Via. Esses aspectos recebem classificações que vão desde Ótimo e Bom a Regular, Ruim e Péssimo. Segundo Cristiano, as cinco regiões do Brasil foram percorridas e os piores resultados foram encontrados no norte do país. 

“Rodovias que estão na Região Norte são as piores do país, até por conta da situação geográfica. Temos longas extensões, temos rodovias que passam no meio de florestas. Então, são rodovias que contam com maiores problemas. Do outro lado, temos as rodovias localizadas da Região Sudeste, que são as que apresentam as melhores condições”, destaca. 

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De acordo com o estudo, as rodovias federais públicas registraram queda de qualidade. O estado geral na classificação Ótimo e Bom caiu de 32,5%, em 2019, para 28,2%, em 2021. A sinalização é um dos fatores mais problemáticos. Nesse ponto, os problemas nas rodovias públicas aumentaram 12,1 pontos percentuais nos últimos dois anos e passaram de 56,4% para 68,5%.

Concessão  

A pesquisa da CNT revela, ainda, que as rodovias pavimentadas sob concessão da iniciativa privada estão em situação relativamente estável. O Estado Geral da malha rodoviária concedida este ano se manteve quase igual ao de 2019. A avaliação do trecho aferido como Ótimo e Bom foi de 74,2% este ano. Em 2019, esse percentual tinha sido de 74,7%. 

Análise semelhante ocorreu com essa composição da extensão de rodovia identificada como Regular, Ruim e Péssimo. Há dois anos, representava 25,3% da malha pesquisada e, em 2021, fechou em 25,8%.
 

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Estado registrou, em setembro, 15.249 admissões em empregos com carteira assinada

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Os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que, na Paraíba, houve um saldo positivo de 4.810 empregos em setembro deste ano. Ao todo, foram 15.249 admissões contra 10.439 desligamentos. 

A fim de manter a tendência de alta nas contratações, tramita no Congresso Nacional projeto de lei para prorrogar até 31 de dezembro de 2023 a desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia. Da forma como está a legislação vigente, a desoneração vencerá no dia 31 de dezembro de 2021. 

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Para o economista Newton Marques, a manutenção da proposta é importante para minimizar os efeitos negativos da pandemia, mesmo que isso cause menos arrecadação por parte do poder público. 

“Toda vez que encargos trabalhistas são reduzidos, a tendência é que os empresários desempreguem menos. No passado, não se tinha o problema da pandemia, e agora essa medida é vital para os empresários, pois eles ficaram endividados. E, quando você diminui algum tipo de custo ou encargo, isso acaba ajudando aos setores”, considera. 

A proposta de prorrogar a desoneração foi recentemente aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Como tramita em caráter conclusivo, poderá seguir para a análise dos senadores, a menos que haja um recurso para a votação pelo plenário, o que ainda não foi definido. 

Segundo o deputado federal Efraim Filho (DEM-PB), os números de novas vagas de trabalho podem ficar ainda melhores se a proposta for aprovada. “O nosso projeto dialoga com o maior desafio do Brasil que é preservar empregos. Existem pais e mães de famílias que ainda não conseguiram retornar a seus postos de trabalho. Essa medida reduz a carga tributária sobre a geração de empregos. Ela vai dar segurança jurídica às empresas para que elas possam, inclusive, ampliar suas atividades e gerar novas oportunidades”, defende. 

Setores abrangidos pela medida 

  • calçados
  • call center 
  • comunicação
  • confecção/vestuário
  • construção civil
  • empresas de construção e obras de infraestrutura 
  • couro 
  • fabricação de veículos e carroçarias
  • máquinas e equipamentos
  • proteína animal
  • têxtil 
  • tecnologia da informação
  • tecnologia de comunicação 
  • projeto de circuitos integrados 
  • transporte metroferroviário de passageiros 
  • transporte rodoviário coletivo 
  • transporte rodoviário de cargas

Importação

A proposta aprovada na CCJ também altera a legislação sobre temas tributários (Lei 12.546/11). A medida aumenta, ainda, em um ponto percentual, a alíquota de Cofins-Importação para um conjunto de produtos. Com isso, a ideia é equilibrar os custos entre bens produzidos no Brasil e no exterior.
 

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23/11/2021 20:10h

Em seu parecer, o relator, deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), afirmou que não existem provas de envolvimento de Barros nem da existência de irregularidades na compra de vacinas Covaxin pelo Governo Federal

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Por 13 votos a 6, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados arquivou a representação do Psol contra o líder do Governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR). A decisão foi tomada nesta terça-feira (23). O procedimento disciplinar tratava de suposta quebra de decoro do parlamentar, com irregularidades envolvendo as negociações para compra da vacina Covaxin. 

Em seu parecer, o relator, deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), afirmou que não existem provas de envolvimento de Barros nem da existência de irregularidades na compra de vacinas contra a Covid-19 pelo Governo Federal.

“A representação não traz quaisquer elementos mínimos comprobatórios da efetiva ocorrência de ilegalidade, tampouco apresenta indícios mínimos da autoria do representado nos fatos narrados. Busquei olhar a vida do deputado Ricardo Barros e, também por isso, cheguei à conclusão deste parecer”, disse Cezinha de Madureira. 

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O líder do Governo, por sua vez, ressaltou que todas as pessoas inquiridas na CPI da Covid negaram envolvimento em qualquer irregularidade. Além disso, pontuou que foi alvo de ataques infundados. “As quebras de sigilo da minha pessoa e das minhas empresas não geraram nenhuma linha no relatório final da CPI, porque não tenho nenhuma conexão com os fatos narrados”, destacou Ricardo Barros. 

Já o deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), entendeu que as denúncias são frágeis e não conta, com “substância e verdade”. O congressista também ressaltou que “nenhuma dose da Covaxin foi aplicada no nosso país, já que não foi comprada nenhuma dose e não foi depositado, em lugar nenhum do mundo, nenhum pagamento antecipado por essa vacina”, afirmou.

Oposição

O arquivamento do processo foi defendido inclusive por parlamentares da oposição, como é o caso do deputado Mário Heringer (PDT-MG). “Insinuações não podem ser trazidas para este Conselho de Ética, para não nos tornarmos um tribunal de exceção. Não vejo qualquer razão para darmos prosseguimento a esta representação”, destaca. 
 

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22/11/2021 20:50h

Antes a vacina da Janssen era aplicada como dose única, mas estudos científicos demonstraram que os efeitos de proteção desse imunizante é mais efetivo quando aplicadas duas doses

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Com a mudança nas orientações do Ministério da Saúde sobre a vacinação contra a Covid-19, as pessoas que tomaram a vacina da fabricante Janssen agora precisam tomar uma segunda dose. Antes essa vacina era aplicada como dose única, mas estudos científicos demonstraram que os efeitos de proteção desse imunizante são mais efetivos quando aplicadas as duas doses - assim como as demais vacinas.

A segunda dose da vacina Janssen não é a de reforço. As pessoas que tomaram apenas uma dose da Janssen terão de ser vacinadas com uma segunda dose após, no mínimo, dois meses da primeira. Depois disso, devem aguardar cinco meses para que possam ser vacinadas com um imunizante diferente - essa sim, será a dose de reforço. 

É isso o que explica o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. “Hoje nós sabemos que é necessário essa proteção adicional. Então, essas pessoas tomaram a vacina da Janssen, vão tomar uma segunda dose desse mesmo imunizante. Como nós temos o quantitativo [de vacinas], não vai ser um esforço muito grande. E lá na frente, a sequência é: completou cinco meses da segunda dose, recebe a dose de reforço preferencialmente de uma vacina diferente”, afirmou.

De acordo com a fabricante da Janssen, os efeitos colaterais da vacina podem ser reações no local da aplicação como dor, vermelhidão na pele e inchaço. Além disso, podem ocorrer efeitos colaterais como dor de cabeça, sensação de muito cansaço, dores musculares, náusea, febre. No Brasil, não há registro de casos graves relacionados a essa vacina. 

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Depois das duas doses da Janssen, a orientação do Ministério da Saúde de tomar a dose de reforço diferente da vacina tomada anteriormente não oferece riscos para a saúde da população, segundo a médica infectologista Ana Helena Germoglio. 

“Nós não trabalhamos com riscos de vacinas diferentes, muito pelo contrário, já está provado que as vacinas com plataformas diferentes propiciam resposta imune melhor. Então não existe risco em tomar vacinas de plataformas diferentes. E quando a gente fala de plataforma, a gente quer dizer fabricantes, pois hoje em dia cada fabricante utiliza uma plataforma diferente”, destacou a médica.

Segundo o Ministério da Saúde, até o momento foram aplicadas 4.832.642 doses da vacina Janssen por todo o Brasil. Além disso, na semana passada, mais de um milhão de dosses desse imunizante chegaram ao país. Essas vacinas fazem parte das mais de 38 milhões produzidas pela farmacêutica americana e que estão encomendadas pelo Ministério da Saúde até o fim de 2021. A remessa será distribuída para estados e Distrito Federal nos próximos dias, pois as vacinas ainda estão retidas pelo Governo Federal para análise e controle de qualidade. 

Por diversos estados, a estratégia de vacinação vai se adequar ao envio desse lote de vacinas pelo Ministério da Saúde. Esse é o caso do Distrito Federal, que vai condicionar a aplicação da dose de reforço às doses “que serão enviadas pelo Ministério da Saúde para esta finalidade. Até o momento, pessoas com 57 anos ou mais já podem procurar os postos para a aplicação da dose de reforço”, esclareceu a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, por meio da assessoria de comunicação.

Reforço na vacinação

Nesta segunda-feira (22), o Ministério da Saúde anunciou o envio de mais 3,5 milhões de vacinas Covid-19 para todo Brasil. Essa distribuição começou na última sexta-feira (19). Serão enviados 2,3 milhões de doses da Pfizer destinadas para a vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos. 

Além disso, foram enviados 1,1 milhão de doses da Coronavac e 136,2 mil doses da Astrazeneca para os estados da Paraíba, Bahia, Goiás e para o DF. Essas localidades requisitaram mais vacinas para completarem a imunização da população com primeira e segunda dose.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 2.594 casos e 123  óbitos por Covid-19, de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 22.019.870 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. 

O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,15%. O índice médio de letalidade do País está em 2,8%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ    5,15%
  • SP    3,46%
  • AM    3,22%
  • PE    3,16%
  • MA    2,83%
  • PA     2,80%
  • GO    2,67%
  • AL     2,62%
  • PR    2,60%
  • CE    2,60%
  • MS    2,56%
  • MG    2,54%
  • MT    2,52%
  • RO    2,43%
  • RS    2,42%
  • PI     2,18%
  • BA    2,17%
  • SE    2,17%
  • ES    2,13%
  • PB    2,12%
  • DF    2,10%
  • AC    2,10%
  • RN    1,98%
  • TO    1,70%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,60%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

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21/11/2021 18:16h

Proposta pode gerar mais economia e turismo para um trecho de mais de mil quilômetros da BR 040

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A junção de pontos turísticos nas regiões Centro-Oeste e Sudeste vão servir para a criação da maior rota turística do Brasil. Os estados de Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e o Distrito Federal vão fazer parte da “Via Liberdade”, como foi chamado o novo roteiro, que nasceu da ideia de unificar um caminho apresentado atrativos que se liguem às belezas históricas, culturais e artísticas dessas localidades. 

Mais de mil quilômetros da BR 040 vão ser palco para ações e programas estratégicos com foco voltado para os patrimônios da humanidade, paisagens entre montanhas e mar, cidades imperiais, natureza exuberante, horizontes, metrópoles, comidas típicas, tradições, sertão, arte e contemporaneidade.

Para o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, o novo roteiro tem tudo para ser um bom exemplo para outros destinos do país. “Juntar diversos atrativos como a história de Minas Gerais, o turismo cívico de Brasília, a bela natureza goiana e as cidades imperiais do Rio de Janeiro é um grande acerto para o turismo nacional. Temos que concretizar e trazer essa experiência para outros estados e regiões. Como já está acontecendo no Norte e no Nordeste, por exemplo, a Rota do Sol e a Rota Amazônica Integrada reúnem o potencial turístico de todos os estados da região Norte e também do Nordeste”, destacou. 

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O objetivo dessa proposta é o de que a rota seja alimentada a partir de encontros direcionados a pesquisadores, artistas e especialistas com temas relacionados aos marcos da história do Brasil. Para os gestores municipais e estaduais dessas regiões, a expectativa é a de um impacto positivo no segmento de turismo por conta dessa rota, além das oportunidades econômicas.

De acordo com a jornalista e escritora Amneres Santiago, esse tipo de turismo desperta o olhar dos viajantes para o espaço social urbano ao seu redor e que faz parte da história de uma cidade. No livro “Roteiro Geopóetico de Brasília”, que a autora lança na próxima quarta-feira (24), ela lança luz aos mitos que envolveram a fundação de Brasília, inaugurada em 1960, pelo presidente Juscelino Kubitschek. A escritora compara Brasília ao manifesto urbanístico do IV Congresso Internacional de Arquitetura Moderna, realizado em Atenas em 1933. Por isso, realizar o turismo na capital federal é uma experiência social.

“Brasília realmente possui uma estrutura muito diferente das outras cidades do país e até do mundo. É como se Brasília fosse um imenso laboratório do modernismo, da Carta de Atenas, da arquitetura e da arte modernistas. É uma cidade que é um museu a céu aberto e que tem vários tesouros escondidos dentro dos seus palácios, monumentos e jardins. Tudo, na cidade, foi pensado nessa cartilha do modernismo”, romantizou a escritora.

A “Via Liberdade” vai passar por 307 cidades, quatro biomas (Mata Atlântica; Serra do Mar; Cerrado e Serra do Espinhaço), e seis parques (Parque Nacional da Serra dos Órgãos – RJ; Parque Estadual do Ibitipoca – MG; Parque Estadual do Itacolomi – MG; Parque Estadual Serra do Rola Moça – MG; Parque Nacional da Serra do Cipó – MG; e o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros - GO). Além disso, os turistas poderão conferir patrimônios históricos e culturais para visitar na Via Liberdade, como Brasília, Goiás Velho, Conjunto Moderno da Pampulha (MG), Rio de Janeiro, Sítio Arqueológico Cais do Valongo (RJ), Sítio Burle Marx (RJ), Congonhas (MG), Ouro Preto (MG), e Diamantina (MG).

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21/11/2021 18:12h

Enquanto chove forte no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o tempo esfria no Sudeste e deve fazer calor pelo sul do país

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O final deste mês de novembro traz chuvas por praticamente todas as regiões do país, mas os maiores fluxos de umidade se concentram no Centro-Oeste ao Norte do país, passando por algumas áreas do Nordeste. Desta forma, podem ser esperados vários episódios de chuva forte, acumulando volumes de água acima da média em várias cidades por estas regiões. O Sudeste também deve receber boa parte destas chuvas e a temperatura esfriar. Enquanto isso, da região central para o Sul do Brasil, as chuvas devem ocorrer esporadicamente e a temperatura pode aumentar bastante. 

Região Norte
A semana começa com sol ao sudoeste do Amazonas e no oeste do Pará, mas chove nas demais áreas desses estados e também por Roraima Nas demais áreas da região o clima é sol com pancadas de chuva frequentes e risco de trovoadas. Ao longo da semana, todos os estados do norte devem receber pancadas de chuva e com o tempo mais fechado. A temperatura deve variar entre 15ºC e 30ºC ao longo da semana. 

Região Nordeste
Para esta segunda-feira (22), o sol aparece no Maranhão, Piauí e no centro-sul da Bahia, mas pancadas de chuvas serão frequentes durante todo o dia. Chove fraco e pontualmente em poucas localidades do Ceará e desde o litoral do Rio Grande do Norte até o litoral de Alagoas. Nas demais áreas do nordeste seguem com predomínio de sol e tempo firme. Ao longo da semana, chove ao longo do dia, mas intercalando períodos de sol no Maranhão, Piauí e no centro-oeste da Bahia. No litoral sul baiano, pode chover a qualquer momento. A chuva avança de forma fraca pelo Ceará e demais estados. Ao fim da semana, a Bahia precisa de atenção por conta das fortes chuvas com risco para danos. 

Região Centro-Oeste
A semana inicia com sol e muitas nuvens no centro-norte de Mato Grosso, norte de Goiás e no Distrito Federal. Nessas localidades existem possibilidades para chuvas fortes e rápidas a qualquer momento do dia. No norte de Mato Grosso do Sul a chuva se concentra a partir da tarde e o tempo fica ensolarado nas demais áreas do estado. Ao longo da semana chove a qualquer momento e em grande quantidade por todos os estados. Em algumas localidades o sol pode aparecer um pouco mais e chover entre a tarde e a noite, com risco de trovoadas. 

Região Sudeste
A partir desta segunda-feira (22), o sol aparece com nuvens passageiras e o tempo não apresenta possibilidade de chuvas em São Paulo, centro-sul de Minas Gerais, todo o estado do Rio de Janeiro e centro-sul do Espírito Santo. Nas demais áreas de Minas Gerais, apesar do sol, devem ocorrer pancadas de chuva. Durante a semana, o sol segue firme na maior parte de São Paulo, no Rio de Janeiro, centro-sul do Espírito Santo e leste de Minas Gerais. Ao fim da semana estão previstas pancadas de chuva que se espalham por toda a região. Elas ocorrem a partir da tarde e em pontos isolados, com raios e rajadas de vento, por conta de instabilidades, calor e alta umidade.

Região Sul
O sol aparece forte durante todo o dia e em praticamente todos os estados da Região Sul e não estão registradas condições climáticas para chuvas. As capitais, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre devem ter uma segunda-feira (22) ensolarada. Ao longo da semana, a chuva se espalha pelo sul do país e vai desde o sul do Rrio Grande do Sul e leste do Paraná com risco para trovoadas e grandes volumes de água. Enquanto isso, em Santa Catarina as áreas de chuvas ficam restritas a poucos locais. A temperatura da semana fica entre 16ºC e 33ºC por todos os estados. 

As informações foram fornecidas pelo Somar Meteorologia

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20/11/2021 17:50h

O Ministério da Saúde enviou cerca de 360 milhões de doses para todos os estados e Distrito Federal, quantitativo de vacinas suficiente para o cumprimento de todas essas etapas da campanha

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Neste sábado (20) foi iniciada a Mega Campanha de vacinação contra a Covid-19 por todo o Brasil. Mais de 38 mil salas de vacinação por todo o país estavam prontas para proteger os 21 milhões de pessoas que ainda não tomaram a segunda dose da vacina. E para chamar atenção da importância de completar o esquema vacinal, o Ministério da Saúde mobilizou seis capitais por todas as regiões do país: Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Manaus (AM), Curitiba (PR), Brasília (DF) e Salvador (BA)

Na Região Sul, a ação ocorreu na Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho, em Curitiba (PR) e até o fechamento desta edição, o município já tinha aplicado 6.164 doses na capital paranaense. No Sul, quase dois milhões de pessoas podem tomar a segunda dose. O Paraná é o estado da região com maior quantitativo de pessoas com o ciclo vacinal incompleto: são 728.7 mil paranaenses que precisam tomar a segunda dose da vacina. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina são, respectivamente, 692,7 mil e 531,7 mil pessoas que ainda não estão completamente protegidas com as duas doses. 

Na Região Nordeste, a capital escolhida para a mobilização foi Salvador (BA), que centralizou as ações na Arena Fonte Nova e foi onde mais 600 pessoas receberam a segunda dose da vacina. Além disso, a capital baiana contou com mais de 60 postos de vacinação nas modalidades drive trhu e para pedestres. Nos estados do Nordeste, mais de 6,7 milhões de brasileiros precisam voltar aos postos de vacinação para a segunda dose. A Bahia tem 2 milhões de pessoas nessa mesma situação, seguida pelo Ceará, com 1,3 milhão de brasileiros com o ciclo vacinal incompleto.

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Pela Região Centro-Oeste, a ação do Dia D foi realizada no Distrito Federal com 4 pontos estratégicos: 8 feiras com grande circulação de pessoas, na Rodoviária do Plano Piloto e em outros espaços públicos. Os estados da região mais o Distrito Federal somam mais de 1,5 milhão de pessoas aptas a receberem a segunda dose do imunizante: São 174 mil no Distrito Federal, 394,2 mil em Goiás, 201,6 mil em Mato Grosso e 219,5 em Mato Grosso do Sul. Além disso, quase um milhão de pessoas já podem tomar a dose de reforço ainda em novembro. 

Na Região Norte do país, Manaus (AM) foi uma das seis capitais do país a realizar a Mega Vacinação contra a Covid-19, neste sábado (20) e, por lá, a mobilização se concentrou na Arena da Amazônia. Mas outros trinta postos de vacinação foram distribuídos na cidade, vacinando na modalidade drive-thru e pedestre. No norte, o Pará é o estado com o maior número de pessoas que podem se vacinar com a segunda dose. São mais de um milhão de pessoas só nesse estado. Em seguida vêm os estados do Amazonas, com 436,7 mil, e Rondônia, com 180,2 mil pessoas que ainda não retornaram para completar o esquema vacinal. 

Na Região Sudeste, as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro participaram da ação. Na capital paulista, o evento de mobilização foi realizado na UBS Jardim Colombo, na Zona Sul de São Paulo (SP), e cerca de 14 mil pessoas foram vacinadas contra a Covid-19. Segundo o Ministério da Saúde, São Paulo tem 4,1 milhões de pessoas que podem tomar a segunda dose. Em Minas Gerais são 2,3 milhões que precisam completar o esquema vacinal. No Espírito Santo, 336,6 mil pessoas já podem tomar a segunda dose.

Para o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o sucesso dessa campanha de vacinação se deve pela força-tarefa formada pelos profissionais de saúde do sistema público e todo o esforço na luta contra a Covid-19. “O Brasil tem sido, hoje, um case de sucesso no enfrentamento da pandemia. E isso só é possível graças à extraordinária força do Sistema Único de Saúde (SUS), cujo pilar central foi a encomenda tecnológica à AstraZeneca para produzir vacinas no Brasil. Com infra nacional, na nossa Fundação Oswaldo Cruz, que é um patrimônio de todos os brasileiros”, afirmou.

O Rio de Janeiro foi a cidade onde o ministro da Saúde participou e a que centralizou as atividades nacionais do evento. Por lá, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, destacou que essa campanha é um marco para o Brasil. “Esse sábado é muito importante para o Brasil e para a cidade do Rio de Janeiro. Hoje a gente tem mais de seis mil profissionais de saúde trabalhando na campanha, são 280 pontos de vacinação. Está tudo mobilizado para a vacina contra a Covid-19. A gente espera que o Rio de Janeiro continue avançando na campanha”, avaliou. 

Entre as pessoas que podem tomar a segunda dose, cerca de 2,9 milhões têm entre 30 e 34 anos, faixa etária com o maior número de pessoas que não voltaram ao posto de vacinação. O grupo de jovens é o segundo maior, com aproximadamente 2,8 milhões de brasileiros que têm entre 25 e 29 anos. A recomendação do Ministério da Saúde é para que os brasileiros voltem aos postos de vacinação, mesmo após o prazo recomendado pelos fabricantes. Os intervalos entre as doses da Pfizer e Astrazeneca são de 8 semanas e da Coronavc, 28 dias. 

O Ministério da Saúde distribuiu, até o momento, cerca de 360 milhões de doses para todos os estados e Distrito Federal, quantitativo de vacinas suficiente para o cumprimento de todas essas etapas da campanha. Dessas, quase 300 milhões foram aplicadas, o que significa um saldo de aproximadamente 60 milhões de doses a mais.

Apesar de este sábado ser o “Dia D” da Mega Vacinação contra a Covid-19 - que é considerada pelo Governo Federal, como a maior campanha da história brasileira;  a iniciativa continua de segunda a sexta-feira da próxima semana. 


Dados da Covid-19 

O Brasil registrou mais 13.355 casos e 226  óbitos por Covid-19, de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 22.003.317 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. 

O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,15%. O índice médio de letalidade do País está em 2,8%. 

Taxa de letalidade nos estados

RJ    5,15%
SP    3,46%
AM    3,22%
PE    3,16%
MA    2,83%
PA    2,79%
GO    2,65%
AL    2,62%
PR    2,59%
CE    2,59%
MS    2,56%
MG    2,54%
MT    2,52%
RO    2,43%
RS    2,42%
PI    2,18%
BA    2,17%
SE    2,17%
ES    2,13%
PB    2,12%
DF    2,10%
AC    2,10%
RN    1,98%
TO    1,70%
SC    1,62%
AP    1,61%
RR    1,60%


Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  
 

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20/11/2021 17:34h

De acordo com o Ministério da Saúde, foram notificados 918.773 casos prováveis de dengue no país

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De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, foram notificados 918.773 casos prováveis de dengue no país, sendo a taxa de incidência de 437,2 casos para cada 100 mil habitantes. Os dados apontam que a região Centro-Oeste apresentou a maior incidência com 1.149,5 casos/100 mil habitantes; seguida das regiões Sul, com 929,5 casos/100 mil habitantes; Sudeste com 339,2 casos/100 mil habitantes; o Nordeste com 234,0 casos/100 mil habitantes e o Norte do país com 105,8 casos/100 mil habitantes. 

Dengue é uma doença febril grave, causada por um arbovírus – vírus transmitido por picada de insetos, especialmente os mosquitos. Ainda não existem vacinas ou medicamentos para combater a doença que pode, inclusive, levar à morte. Os sintomas da dengue variam de acordo com a pessoa mas, em geral, são dores no corpo, dor de cabeça, falta de apetite e febre maior que 38ºC. 

E foram esses os sintomas que a publicitária Nathália Gardini sentiu nas duas vezes em que pegou dengue. “Eu não conseguia nem levantar da cama, o corpo doía muito, principalmente nas articulações. Tudo doía, era difícil levantar, caminhar e no final do dia sempre tinha uma febre que aparecia. Eu não conseguia me alimentar direito, então tudo era muito difícil”, contou. 

O mosquito Aedes aegypti precisa de água parada para se proliferar e o período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região, mas é importante manter a higiene e evitar água parada todos os dias, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano até encontrar as melhores condições para se desenvolver. 

Por isso, o combate ao mosquito deve ser realizado durante todo o ano, como explica a médica infectologista, Rebecca Saad, que é coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM). 

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“É fundamental combater o mosquito da dengue, pois ele é o vetor da doença. Não existe dengue sem o mosquito. Então, se eu combato o mosquito, eu passo a não ter casos dessa doença viral na minha redondeza, na minha vizinhança, no meu município. Então é fundamental e não pode acontecer esse olhar para combater o  mosquito só perto do verão. Tem que acontecer o ano inteiro para que se possa tirar os criadouros do mosquito ali da região”, destacou a médica. 

Cada cidadão pode ajudar a prevenir a dengue eliminando água armazenada que pode se tornar possível criadouro, como em vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

Medidas simples podem ser adotadas, como substituir a água dos pratos dos vasos de planta por areia; deixar a caixa d'água tampada; cobrir os grandes reservatórios de água, como as piscinas, e remover do ambiente todo material que possa acumular água.

O penúltimo sábado de novembro foi instituído como o Dia Nacional de Combate à Dengue pela Lei nº 12.235/2010, para mobilizar iniciativas dos governos federal, estadual e municipal e a participação da população com objetivo de combater o vetor da doença - o mosquito Aedes aegypti.

Pandemia da Covid-19

Neste ano, por conta do cenário de pandemia no Brasil, a “Capacitação de profissionais para o uso do Biolarvicida – ESPINOSADE utilizado no controle do Aedes aegypti”, nos estados foi realizada de forma virtual pela Coordenação Geral de Vigilância das Arboviroses do Departamento de Imunização e Doença Transmissíveis do Ministério da Saúde.

A capacitação tem como público-alvo os técnicos das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde envolvidos tanto na gestão quanto na realização direta de ações de controle de doenças transmitidas por Aedes aegypti. O objetivo é capacitar estes profissionais na tecnologia de aplicação, manipulação e segurança no trabalho para o uso do larvicida biológico Natular (Espinosade) no controle larvário usado nas ações de rotina dos programas de controle das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

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Brasil 61