16/05/2022 02:00h

Do total, 7,6 milhões são profissionais que já possuem uma formação ou estão inseridos no mercado de trabalho, mas precisam se aperfeiçoar

Baixar áudio

O Brasil precisa investir no aperfeiçoamento e na qualificação de pelo menos 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025. É o que conclui o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, realizado pelo Observatório Nacional da Indústria. Desse total, 2 milhões deverão se capacitar em formação inicial, para repor os profissionais inativos e preencher as novas vagas, e 7,6 milhões em formação continuada, para os trabalhadores que precisam se aperfeiçoar. 

O gerente-executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, destaca a importância da formação continuada em um mercado de trabalho concorrido.

“Independente de já se ter uma formação, é preciso estar se atualizando continuamente. Isso é bom pelo lado da indústria, porque a indústria precisa fortalecer a sua produtividade para que tenhamos produtos cada vez mais competitivos no mercado, e para o trabalhador, porque ele precisa estar sempre atualizado nas novas tecnologias, competindo nesse mercado de trabalho bastante concorrido.”

Além disso, o estudo estima que o país deve criar 497 mil novas vagas formais em ocupações industriais nesse período, alcançando 12,8 milhões de empregos no setor. O crescimento na demanda por trabalhadores será de:

  • 2,4% em nível de qualificação com menos de 200 horas: 208 mil vagas
  • 3,2% em nível de qualificação com mais de 200 horas: 64 mil vagas
  • 6,3% em nível técnico: 136 mil vagas
  • 8,7% em nível superior: 90 mil vagas

O estudo revela que, em número de vagas, ainda prevalecem as ocupações de nível de qualificação (272 mil vagas). Contudo, o crescimento da demanda por profissionais de nível técnico e superior é maior. De acordo com o levantamento, isso ocorre por conta das mudanças organizacionais e tecnológicas, que fazem com que as empresas busquem profissionais mais qualificados.

Áreas de formação

As áreas com maior demanda por formação são: Transversais; Metalmecânica; Construção; Logística e Transporte; e Alimentos e Bebidas. 

Formação inicial  

  • Transversais (411.149) 
  • Construção (346.145) 
  • Metalmecânica (231.619) 
  • Logística e Transporte (194.898) 
  • Alimentos e Bebidas (181.117) 
  • Têxtil e Vestuário (137.996) 
  • Automotiva (92.004) 
  • Tecnologia da Informação (76.656) 
  • Eletroeletrônica (55.747) 
  • Couro e calçados (48.868) 

Formação continuada 

  • Transversais (1.393.283) 
  • Metalmecânica (1.300.675) 
  • Logística e Transporte (1.095.765) 
  • Construção (780.504)  
  • Alimentos e Bebidas (583.685) 
  • Têxtil e vestuário (509.354) 
  • Tecnologia da Informação (397.836) 
  • Eletroeletrônica (248.790) 
  • Gestão (226.176) 
  • Automotiva (208.317)

O estudo aponta que, devido à lenta recuperação na abertura de novas vagas formais, a formação inicial servirá, principalmente, para repor a mão de obra inativa. 

Márcio Guerra destaca a relevância das ocupações nas áreas transversais. “Ou seja, aquelas ocupações coringas, aquelas profissões que são absorvidas por diversos setores da economia, que vão desde o setor automotivo até o setor de alimentos. No que diz respeito às áreas, vale destacar também aquelas profissões que estão relacionadas com a indústria 4.0, relacionada à automação de processos industriais.”

Mapa do Trabalho Industrial

O gerente-executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, explica que o Mapa do Trabalho Industrial é uma projeção que considera o contexto econômico, político e tecnológico. 

“A partir da inteligência de dados, o objetivo do mapa é projetar a demanda por formação profissional de forma que essa informação sirva, não só para o SENAI, mas também para uma discussão mais ampla sobre qual vai ser a demanda futura de profissionais no mercado de trabalho.”

Segundo Guerra, a partir dos dados existentes sobre o mercado de trabalho, o mapa apresenta projeção da demanda de profissionais nos níveis nacional, regional, setorial e ocupacional. 

“Esse dado serve de orientação para construção de políticas, mas sobretudo para o planejamento da oferta de educação profissional. É muito importante para a sociedade conhecer quais são as tendências, quais são as áreas que tendem ao maior crescimento, sobretudo na sua localidade, mas também entender quais profissões têm mais relevância, mais demanda, para que ele possa planejar a sua trajetória de formação profissional”, explica.

Para acessar o Mapa do Trabalho Industrial na íntegra, clique no link.

Copiar o texto
09/05/2022 02:22h

O pagamento da taxa de inscrição do Enem 2022 pode ser feito por PIX e cartão de crédito

Baixar áudio

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) começam nesta terça-feira (10). A partir deste ano, os candidatos poderão efetuar o pagamento da taxa de inscrição por PIX e cartão de crédito. A novidade foi anunciada na quinta-feira (5) nos canais de comunicação do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O valor da inscrição não sofre alteração desde 2019 e continua sendo de R$ 85.

Júlia de Lima, de 17 anos,  é estudante do 3° ano do ensino médio e irá realizar a prova do Enem esse ano. A candidata diz que a nova forma de pagamento da taxa vai facilitar na hora de se inscrever no exame. “Eu acho que foi uma mudança muito boa e significativa, porque eu conheço muita gente que deixou de fazer o Enem porque não conseguiu realizar o pagamento”, completa.

O término das inscrições será no dia 21 de maio. O prazo para a efetuação do pagamento vai até o dia 27 de maio. Vale lembrar que a confirmação da participação do candidato no dia da prova só é feita após a validação do pagamento.

Número de novos eleitores quase dobra em relação a 2018

CONGRESSO: Senado deve votar Auxílio Brasil Permanente e MP do Voo Simples

Quem pode fazer o Enem?

Qualquer pessoa que esteja cursando o ensino médio ou que já tenha concluído esse grau de formação. Pessoas com deficiência têm direito de solicitar atendimento especializado. A solicitação para esse atendimento deve ser feita durante a inscrição.

O que fazer com a nota do Enem?

Além de conseguir uma vaga na faculdade pública através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a nota do exame pode ser aplicada para bolsas em faculdades particulares, conseguir financiamento do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), Concorrer a bolsas de estudo do Programa Universidade para Todos (ProUni) e complementar a nota do vestibular de algumas faculdades particulares.

Como fazer a inscrição?

Para fazer a inscrição para a prova, basta acessar o site o site do INEP, selecionar a opção “Página do participante”, realizar o cadastro ou o login no site, preencher o formulário com os dados solicitados e concluir o pagamento da taxa de inscrição.
 

Copiar o texto
29/04/2022 02:10h

Todo processo é feito pela Página do Participante. Os pedidos enviados vão ser analisados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e os resultados vão ser divulgados no dia 06 de maio

Baixar áudio

Os candidatos ao ENEM que tiveram o pedido de isenção da taxa de inscrição reprovado pelo Inep têm até essa sexta-feira (29) para apresentar recurso. Todo processo pode ser feito na Página do Participante. Segundo o Ministério da Educação (MEC), foram feitas 1.949.448 solicitações de isenção e 94.721 justificativas de ausência na edição de 2021. Os pedidos enviados vão ser analisados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e os resultados vão ser divulgados no dia 6 de maio. 

De acordo com o edital nº 14/2022, no seu anexo II, os arquivos devem estar no formato PDF, PNG ou JPG, com tamanho máximo de 2 MB. 

Confira os documentos aceitos para a apresentação de recurso:

  • Comprovante de pagamento, como holerite ou contracheque, recibo de pagamento por serviços prestados, envelope de pagamento ou declaração do empregador;
  • Declaração original da pessoa que concede ajuda financeira ao interessado, pagamento de despesas com escola ou de outras despesas, contendo as seguintes informações: nome, endereço, telefone, valor concedido e finalidade;
  • Declaração que comprove a realização de todo o ensino médio em escola do sistema público de ensino do Brasil (municipal, estadual ou federal) ou histórico escolar do ensino médio, com assinatura e carimbo da escola; e, no caso de participante bolsista, acrescentar a declaração da escola que comprove a condição de bolsista integral em todo o ensino médio.

Declaração original, assinada pelo próprio interessado, para os autônomos e trabalhadores em atividades informais, contendo as seguintes informações: nome, atividade que desenvolve, local onde a executa, telefone, há quanto tempo a exerce e renda bruta mensal em reais.

Segundo a psicopedagoga Carla Soares, a isenção de taxa traz uma competição mais justa para os alunos. “É um instrumento que diminui um pouco esse abismo que existe entre a educação pública para educação privada. O ENEM é um instrumento importantíssimo para quem quer entrar na universidade em qualquer lugar do Brasil e é uma avaliação justa”, comenta.

Poderiam pedir isenção alunos que estão no último ano ou que fizeram todo o ensino médio em escolas públicas ou bolsistas integrais em instituições particulares. Outra condição é a renda per capita, ou seja, renda por cabeça, seja menor do que um salário mínimo e meio. Outro grupo que também tem direito à isenção são alunos de famílias inscritas no Cadastro Único de programas sociais do governo federal.

Justificativa

Também termina nesta sexta-feira (29) o prazo do recurso para que candidatos que se ausentaram nas provas no ENEM 2021. Para justificar, o participante precisa apresentar o motivo da falta, conforme anexo I do Edital n.º 14/2022, e anexar a documentação correspondente.

Situações aceitas para a justificativa:

  • Assalto/Furto - Boletim de Ocorrência Policial legível, com nome completo, CPF ou RG do participante envolvido, com o relato do assalto/furto ocorrido antes das 13h (horário de Brasília) em um dos dias 21 ou 28 de novembro de 2021; ou 9 ou 16 de janeiro de 2022, para os participantes da reabertura das inscrições ou da reaplicação das provas.
  • Acidente de Trânsito - Boletim de Ocorrência Policial legível, com nome completo, CPF ou RG do participante envolvido, com o relato do acidente de trânsito ocorrido antes das 13h (horário de Brasília) em um dos dias 21 ou 28 de novembro de 2021; ou 9 ou 16 de janeiro de 2022, para os participantes da reabertura das inscrições ou da reaplicação das provas.
  • Morte na Família - Certidão de Óbito ocorrido entre os dias 21 e 28 de novembro de 2021 ou 9 e 16 de janeiro de 2022, para os participantes da reabertura das inscrições ou da reaplicação das provas, do cônjuge ou companheiro, pai, mãe, ou responsável legal, avô, avó, irmão, filho ou enteado, com documentação que comprove o parentesco.
  • Acompanhamento de cônjuge ou companheiro - Documento, expedido por autoridade constituída, que comprove o acompanhamento de cônjuge ou companheiro deslocado para outra cidade, entre o dia 15 de julho 2021 até o dia 16 de janeiro de 2022.

Veja mais 

EDUCAÇÃO: Alunos começam a ser testados no PISA 2022
Jovens aprendizes passam até mil horas como assistentes administrativos, enquanto poderiam se formar em curso técnico com menos tempo
Mais 12 mil escolas públicas vão ter acesso à internet nos próximos quatro meses

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio começou a ser aplicado em 1998 e tinha como objetivo analisar o desempenho escolar dos estudantes com o término da educação básica. Porém, em 2009, a metodologia foi aperfeiçoada e passou a ser utilizada no acesso à educação superior. Desde 2020, o participante pode escolher fazer o exame impresso ou com as provas aplicadas em computadores.
 

Copiar o texto
28/04/2022 00:27h

A avaliação será aplicada em estudantes de 15 anos matriculados a partir do 7º ano do ensino fundamental, até o dia 31 de março.

Baixar áudio

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) já começou a aplicação do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2022. O principal domínio a ser avaliado será a matemática, porém, os alunos também farão avaliações de leitura e ciências, além de Letramento Financeiro e Pensamento Criativo. As provas serão aplicadas em 670 escolas públicas e particulares de todo o Brasil até o dia 31 de maio. 

De acordo com INEP, o objetivo do PISA é produzir indicadores que vão ser utilizados pelos governos de países participantes como "instrumento de trabalho na definição e refinamento de políticas educativas". Além disso, o projeto busca tornar mais efetiva a formação do jovem para uma vida mais ativa na sociedade contemporânea. 

As provas vão ser realizadas em formato eletrônico e a previsão para o tempo de aplicação varia entre cinco e seis horas, incluindo o tempo de organização das salas. Para aquelas instituições que não possuírem computadores, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) levará notebooks para garantir a realização das avaliações. 

O estudo também conta com questionários que vão ser aplicados aos estudantes, responsáveis, professores e diretores das escolas.  Essa edição corresponde à aplicação da avaliação prevista para ocorrer em 2021, mas que foi impossibilitada devido à pandemia da covid-19. 

Segundo o pesquisador em Educação e Psicologia, Afonso Galvão, oimpacto fundamental é que o PISA 2022 é capaz de mostrar em que lugar, em posição entre esses 71 países participantes o que o Brasil se encontra. “Então, alguns aspectos são importantes. Um deles é a formação docente, que quanto melhor, mais impacto ela tem. E isso envolve a média salarial de professores que, se você comparar, com países campeões do PISA, os salários dos professores brasileiros estão muito aquém daqueles países que estão entre os primeiros colocados do exame. “  

Veja mais 
Mais 12 mil escolas públicas vão ter acesso à internet nos próximos quatro meses 
Governo Federal prepara planejamento sobre oferta de vagas na educação infantil 
“Não tem como criar uma nação próspera, se 70% da população é semianalfabeta”, defende sociólogo Bolivar Lamounier

PISA 

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes é uma avaliação internacional que é aplicada a cada três anos. Ela é responsável por oferecer informações sobre o desempenho dos estudantes na faixa etária dos 15 anos, idade que, na maioria dos países, é o término da escolaridade básica. 

Os alunos são avaliados em três domínios - leitura, matemática e ciências. Em cada edição, é avaliado um domínio principal, ou seja, os estudantes respondem a uma maior número de itens sobre o tema escolhido. A pesquisa também avalia os domínios chamados inovadores, como Pensamento Criativo e Letramento Financeiro. 

O Inep é responsável pelo planejamento e a operacionalização da avaliação no País, o que envolve representar o Brasil perante a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), coordenar a tradução dos instrumentos de avaliação, a aplicação desses instrumentos nas escolas amostradas e a coleta das respostas dos participantes, coordenar a codificação dessas respostas, analisar os resultados e elaborar o relatório nacional.

O INEP é o responsável em território nacional pelo planejamento e realização das avaliações. Isso significa que o Instituto representa o Brasil perante  a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), além de coordenar a codificação das respostas e elaborar um relatório nacional. 

Veja mais 

Como o Pisa funciona? 

Últimos resultados

O último resultado do PISA foi divulgado em dezembro de 2019 e mostrou que o Brasil não conseguiu avançar nas áreas pesquisadas. Em leitura, o país conseguiu manter a posição de 2015, mas em ciência caiu alguns pontos. Na América Latina, o Chile apresentou os melhores resultados nas últimas avaliações, quando a República Dominicana ficou com os piores. 

Confira os resultados

Brasil Leitura Matemática Ciências
Nota média em 2018 413 384 404
Variação 2015-2018 6 6 3
Posição no ranking  58-60 72-74 66-68


 

       

Copiar o texto
27/04/2022 02:30h

Diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, afirma que o mundo do trabalho exige cada vez mais requisitos de maior complexidade. Atividades rotineiras serão automatizadas

Baixar áudio

Jovens aprendizes passam até 1.000 horas como assistentes administrativos, enquanto poderiam se formar em um curso técnico com menos tempo. O alerta é do diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi.

“Não é razoável um contrato de aprendizagem de 800 ou 1.000 horas, no qual o resultado é uma habilitação como assistente administrativo de 160 horas. Há uma distorção até ética nisso. O jovem não está sendo respeitado. Com 800 horas, você forma um técnico em edificações no Senai, com índice de empregabilidade muito superior. É absurdo que a legislação permita esse tipo de engodo ao jovem.”

Segundo a Relação Anual de Informações Sociais, 60,4% dos contratos de aprendizagem estão concentrados na área administrativa. O brasiliense Rodrigo é um deles. Com contrato desde o ano passado, ele diz que aprendeu o pacote Office completo.

“Eu trabalho muito com administrativo. Eu mexo muito com pacote Office, mais precisamente com Excel. Sempre tive um bom conhecimento de computadores, mas com Excel eu nunca tive muito contato. Então, eu tive um primeiro curso, um curso básico, e quando eu comecei a trabalhar, esse conhecimento só cresceu ao longo do tempo.”

Rafael Lucchesi afirma que as atividades rotineiras e repetitivas se tornarão cada vez mais automatizadas e chama atenção para as novas exigências do mercado de trabalho.

“O mundo do trabalho está exigindo cada vez requisitos de maior complexidade e nós não estamos encaminhando a juventude. E isso não é elitismo. Todos os jovens têm oportunidade de se capacitar e o Senai é a prova viva disso: 90% dos nossos alunos vêm da escola pública, são de baixa renda. Então, nós precisamos encaixar a aprendizagem na tendência do mundo futuro.”

A psicóloga Petrúcia de Melo Andrade, mestranda da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), afirma que se adequar às demandas do mercado é um desafio que pode ser superado.

“O mercado de fato tem uma demanda muito alta e qualificada. [Para] esses adolescentes - muitas vezes em situação de vulnerabilidade, na qual há uma defasagem idade-série - se adequarem a essa esse discurso da economia 4.0 é um um desafio. Mas é um desafio que pode ser superado. Eu acredito que a aprendizagem também deva passar por uma adequação.”

Estatuto do Aprendiz

Para ampliar as oportunidades e incentivar os jovens a buscar os programas de aprendizagem, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que institui o Estatuto do Aprendiz. O PL 6461/2019 está em fase de análise por uma Comissão Especial na Câmara dos Deputados. O presidente da comissão, deputado federal Felipe Rigoni (União-ES), esclarece o objetivo do PL.

“O que nós vamos fazer é simplificar e clarificar as regras para termos mais pessoas dentro do Estatuto do Aprendiz, para não só ter uma inclusão produtiva, mas ter muito mais aprendizado no nosso país.”

O diretor-geral do Senai define quais são os aspectos importantes para a modernização da aprendizagem que devem estar presentes na nova norma.

"Fortalecer o caráter educacional da aprendizagem. Isso é extremamente importante. A formação de aprendizes é uma política de educação profissional. Aumentar a atratividade de jovens, aumentando a empregabilidade e a produtividade. E aumentar o interesse da empresa pela aprendizagem; criar uma agenda de credibilidade. Para isso ela tem que funcionar.”

A  psicóloga Petrúcia de Melo Andrade afirma que o objetivo da lei de aprendizagem não é apenas formar profissionais para mão de obra qualificada. “Ela tem um cunho social. É manter esse adolescente na escola. É trazer renda para essa família que está muitas vezes em situação de vulnerabilidade. E é uma inclusão de cidadania.”

Rafael Lucchesi também destaca alguns pontos positivos do projeto de lei:

  • Ampliar o contrato de aprendizagem para três anos, o que permite maior alinhamento com o Ensino Médio;
  • Criar incentivos e não punições para as empresas incorporarem jovens em situação de vulnerabilidade;
  • A simplificação e a desburocratização, que cria o efeito de sazonalidade do trabalho temporário, intermitente e dos afastados.

No entanto, Rafael Lucchesi ressalta pontos do projeto de lei que podem ser prejudiciais e faz recomendações:

  • Criar um desalinhamento entre aspectos trabalhistas já superados pela CLT. “Não se pode criar uma CLT paralela”;
  • Criar uma dicotomia entre teoria e prática. “A educação profissional é feita por instituições especializadas. Deve-se assegurar a avaliação e o credenciamento com regras definidas pelo Conselho Nacional de Educação”;
  • Há pouca flexibilização para evolução. “Tem que dar espaço para portarias, em que o Ministério da Educação possa operar, envolvendo um conselho de instituições”.
Copiar o texto
24/04/2022 20:56h

Inscritos que tiveram o pedido da taxa de inscrição e/ou a justificativa de ausência negados podem pedir a revisão das informações pela página do participante

Baixar áudio

Participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que tiveram o pedido de isenção da taxa de inscrição e/ou a justificativa de ausência no exame anterior negado podem solicitar recurso a partir desta segunda-feira (25). Todo processo é feito pela Página do Participante. Os pedidos enviados vão ser analisados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) até às 23h59 do dia 29 de abril. Os resultados dos recursos vão ser divulgados no dia 06 de maio.

Os resultados de mais de 1,9 milhões de pedidos de isenção na taxa de inscrições foram divulgados na última sexta-feira (22). Os pedidos deveriam ser enviados até o dia 15 de abril. 

O participante deve se atentar que a aprovação do pedido de isenção não é a inscrição para a realização da prova. Os interessados devem realizar as inscrições entre os dias 30 de junho e 14 de julho, pela Página do Participante.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio começou a ser aplicado em 1998 e tinha como objetivo analisar o desempenho escolar dos estudantes com o término da educação básica. Porém, em 2009, a metodologia foi aperfeiçoada e passou a ser utilizada no acesso à educação superior. Desde 2020, o participante pode escolher fazer o exame impresso ou com as provas aplicadas em computadores. 
 

Copiar o texto
22/04/2022 18:35h

O Inep divulgou nesta sexta-feira (22) os resultados dos mais de 1,9 milhões de pedidos de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2022

Baixar áudio

Os interessados em fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 que tiveram o pedido de isenção da taxa de inscrição e/ou a justificativa de ausência no exame anterior negados podem solicitar recurso a partir da próxima segunda-feira (25), pela Página do Participante. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) receberá os pedidos de revisão até as 23h59 (horário de Brasília) do dia 29 de abril.

O Inep divulgou nesta sexta-feira (22) os resultados dos mais de 1,9 milhões de pedidos de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2022, na Página do Participante. Para pedir o recurso da isenção da taxa de inscrição para o Enem 2022, é necessário enviar documentação que comprove a situação de solicitação da isenção. Entre os documentos exigidos estão:

  • Carteira de Identidade do participante e dos demais membros que compõem o núcleo familiar;
  • Cópia do cartão com o Número de Identificação Social (NIS) válido, no qual está a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico);
  • Declaração que comprove a realização de todo o ensino médio em escola pública ou histórico escolar do ensino médio, com assinatura e carimbo da escola. No caso de participante bolsista, acrescentar a declaração da escola que comprove a condição de bolsista integral em todo o ensino médio.
  • Tem direito a isenção da taxa
  • O estudante que está cursando a última série do ensino médio no ano de 2021, em qualquer modalidade de ensino, em escola da rede pública;
  • Participante que cursou todo o ensino médio em escola da rede pública ou foi bolsista integral na rede privada;
  • Participantes que tenham renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio ou que declarem situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda inscrito no Cadastro Único para CadÚnico, desde que informe o seu NIS único e válido.

Serão aceitos somente documentos nos formatos PDF, PNG ou JPG, com tamanho máximo de 2 MB.

Justificativa

Para solicitar o recurso da justificativa de ausência do Enem 2021, é necessário enviar nova documentação que justifique a ausência. Os documentos utilizados para comprovar o motivo de ausência na edição anterior do exame devem estar sempre legíveis, datados e assinados. O Inep não aceitará autodeclarações feitas pelos pais e/ou responsáveis.

Os motivos para justificar a ausência no Enem 2021 estão detalhados no edital publicado pelo Inep. Em cada motivo, o edital detalha os documentos aceitos, com as especificações necessárias. Entre as razões consideradas para não comparecer ao exame estão, por exemplo, internação ou repouso por conta da Covid-19. Outros exemplos são:

  • Assalto ou furto;
  • Acidente de trânsito;
  • Casamento ou União Estável;
  • Morte na família;
  • Maternidade ou paternidade;
  • Acompanhamento de cônjuge ou companheiro;
  • Privação de liberdade;
  • Internação ou repouso médico ou odontológico;
  • Trabalho ou deslocamento a trabalho;
  • Intercâmbio acadêmico;
  • Atividade curricular.

Todos os documentos comprobatórios devem estar de acordo com os parâmetros exigidos pelo edital.

O resultado do recurso de justificativa de ausência no Enem 2021 e da isenção da taxa de inscrição para o Enem 2022 será divulgado no dia 06 de maio, na Página do Participante.

Enem 2022

Todos os interessados em fazer o Enem 2022 devem realizar a inscrição entre os dias 30 de junho e 14 de julho, pela Página do Participante, independentemente de terem conseguido ou não a isenção da taxa, bem como terem realizado a justificativa de ausência no Enem 2021. Vale ressaltar que esses procedimentos não garantem a inscrição.

Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio foi instituído em 1998, com o objetivo de avaliar o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Em 2009, o exame aperfeiçoou sua metodologia e passou a ser utilizado como mecanismo de acesso à educação superior. Desde 2020, o participante pode escolher entre fazer o exame impresso ou o Enem Digital, com provas aplicadas em computadores, em locais de prova definidos pelo Inep. 

Copiar o texto
20/04/2022 20:00h

Os pedidos puderam ser formalizados entre os dias 4 e 15 de abril, por meio da Página do Participante. Agora, o Instituto analisa os procedimentos

Baixar áudio

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) registrou 1.949.448 solicitações de isenção da taxa de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022. Os pedidos puderam ser feitos entre os dias 4 e 15 de abril, por meio da Página do Participante. Agora, o Instituto está em período de análise das solicitações. Os resultados dos pedidos serão divulgados na próxima sexta-feira, 22 de abril.

Quem tem direito à isenção:

  • Pessoas que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou que foram bolsistas integrais;
  • Pessoas que cursaram a última série do ensino médio na rede pública no ano de 2021;
  • Pessoas que têm renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio (R$ 1.818);
  • Participantes que declararem situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda.

 
Vale lembrar que no caso de vulnerabilidade socioeconômica, o participante precisa comprovar a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Para todos os casos, no entanto, é indispensável a formalização do pedido de isenção.

Aqueles que se encaixarem nos critérios mas que tiverem seu pedido negado devem entrar com recurso entre os dias 25 e 29 de abril. Os resultados dos recursos estão previstos para serem divulgados no dia 6 de maio.
Lembrando que a aprovação da solicitação de isenção da taxa não garante a inscrição no exame. Os interessados em realizar o Enem 2022, isentos ou não, deverão fazer a inscrição na Página do Participante, tendo como referência edital específico, ainda a ser publicado pelo Inep. 

Justificativa de ausência

No total, 94.721 dos 1.949.448 participantes que solicitaram a isenção da taxa de inscrição, justificaram a ausência na edição de 2021 do Enem. A etapa é obrigatória para os interessados na isenção na inscrição do Enem 2022.
Para ter a justificativa analisada, o participante precisa ter enviado documentação que comprove o motivo da ausência. Eles devem estar datados e assinados. Documentos auto declaratórios emitidos por pais ou responsáveis não serão aceitos. Os motivos aceitos são:

  • Assalto ou furto;
  • Acidente de trânsito;
  • Casamento ou União Estável;
  • Morte na família;
  • Maternidade ou paternidade;
  • Acompanhamento de cônjuge ou companheiro;
  • Privação de liberdade;
  • Internação ou repouso médico ou odontológico;
  • Trabalho ou deslocamento a trabalho;
  • Intercâmbio acadêmico;
  • Atividade curricular.

 
Enem


O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, tornou-se uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (ProUni).

Instituições de ensino públicas e privadas utilizam o Enem para selecionar estudantes. Os resultados são usados como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetros para acesso aos auxílios governamentais, como o proporcionado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Os resultados individuais do Enem também podem ser usados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitarem as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

Copiar o texto
20/04/2022 00:40h

Para os estudantes que já realizaram o exame, o prazo para confirmar as informações nas intuições que foram aprovados vai até a próxima quarta-feira (20/3)

Baixar áudio

Os pré-selecionados na lista de espera do Prouni 2022 ainda podem confirmar as informações fornecidas no ato da inscrição do processo seletivo até esta quarta-feira (20). Para garantir a bolsa, a confirmação deve ser feita na instituição de ensino superior em que o estudante foi aprovado. Anteriormente, o período de confirmação ia de 8 a 13 de abril, mas foi ampliado até 20 de abril pelo Ministério da Educação (MEC), em publicação no Diário Oficial da União (DOU) da última quinta-feira (14/4). 

A não comprovação das informações ou a perda do prazo terá como consequência a reprovação do candidato. 

No mesmo edital, também foi ampliado o prazo para as instituições que participam desta edição do Prouni. O documento de concessão ou não da bolsa pode ser emitido até 22 de abril. 

O Prouni seleciona candidatos aptos para receber bolsas parciais e integrais em universidades particulares.  Para participar do programa, os estudantes precisam obter uma boa média no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A lista de espera é a última etapa de seleção do programa.  Para garantir a bolsa, o candidato precisa possuir renda familiar de 1,5 salário mínimo. Já para a bolsa parcial, a renda familiar deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

Copiar o texto
Educação
17/04/2022 19:50h

Iniciativa do Ministério das Comunicações pretende conectar todas as escolas públicas à rede de ensino até o fim deste ano

Baixar áudio

O Ministério das Comunicações vai instalar 12 mil novos pontos de internet em escolas da rede pública do país nos próximos quatro meses. A iniciativa é parte do Programa WiFi Brasil e pretende conectar todos os estabelecimentos de ensino à rede mundial de computadores até o fim de 2022. 

Durante solenidade no Palácio do Planalto, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse que durante a pandemia 25 mil escolas brasileiras não tinham acesso à internet. Hoje, 9.853 pontos de internet do WiFi Brasil já estão funcionando nas escolas. Com as novas instalações, a cobertura deve chegar a 90% dessas unidades de ensino até o início do segundo semestre.

“Nós estamos conectando [à internet], em média, três mil escolas por mês. Do montante de escolas que não tinham internet, nós temos, hoje, sem internet, 14,5 mil escolas. A gente está assinando um contrato com a Telebras e com a RNP [Rede Nacional de Ensino e Pesquisa] em que vamos conectar 12 mil escolas, nos próximos quatro meses. Ficaremos apenas com 2,5 mil escolas restantes para que a gente leve conexão no segundo semestre. E a promessa será cumprida: vamos entregar 100% das escolas conectadas”, garantiu o ministro. 

Os 12 mil novos pontos de internet vão ajudar a zerar o número de escolas sem acesso à rede nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Nordeste, os estados de Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte também estarão 100% conectados. Os demais estados nordestinos e a Região Norte devem receber cobertura integral para todas as escolas públicas até dezembro, disse Fábio Faria. “Essas crianças precisam estudar, precisam se conectar, precisam ter voz e a gente vai dar voz a quem não tinha”, completou. 

Márcio Migon, ex-coordenador do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), diz que a articulação entre a Telebrás e a RNP é um avanço institucional e que a instalação dos pontos de internet em todas as escolas públicas consolida um avanço buscado pelo Executivo. “No estágio em que nos encontramos, a comunicação por banda larga ou WiFi é tão importante ou mais do que a telefonia, para a qual toda a legislação foi desenhada”, afirma. 

Dos 9.853 pontos de internet instalados nas escolas até o momento, 93% são em áreas rurais. Segundo Migon, o acesso à internet nesses locais traz benefícios que excedem a sala de aula. 

“Essa é a grande beleza da internet, Chegando nas escolas, esse potencial fica ainda mais alavancado, que é permitir o acesso das comunidades locais a essa nova tecnologia, que é uma tecnologia habilitadora, na medida em que viabiliza um sem número de aplicações e soluções para a vida daquelas comunidades. Fico otimista com as inovações que vão surgir localmente, com as iniciativas da sociedade a partir de tudo isso”, comemora

Acesso à internet entre os mais pobres aumentou, mas impacto da conectividade na vida das pessoas continua desigual entre as classes, diz especialista

“Não tem como criar uma nação próspera, se 70% da população é semianalfabeta”, defende sociólogo Bolivar Lamounier

Programa WiFi Brasil
A cobertura integral das escolas brasileiras com internet é parte do Programa WiFi Brasil, o qual visa também instalar antenas e roteadores em assentamentos rurais, unidades básicas de saúde, aldeias indígenas e telecentros comunitários. Outra vertente da iniciativa tem o objetivo de disponibilizar antenas nas praças públicas com acesso livre e gratuito ao público em geral. Segundo o governo, dos 15 mil pontos já instalados, mais de 10 mil estão em áreas rurais e isoladas dos centros urbanos.  

Copiar o texto
Brasil 61