22/11/2021 20:25h

O ministro da Educação acredita que a prova foi um sucesso, e considera baixo o número de não participantes

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O Exame Nacional do Ensino Médio que ocorreu, neste último domingo (21), levou aos locais de prova 3.040.907 candidatos. No entanto, 68.893 fizeram o exame de forma digital, o que significa um total de 3.109.800 — 74% dos que haviam se inscrito. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou que a aplicação ocorreu em 1.747 municípios brasileiros. A prova continua na próxima semana, com as questões de ciências da natureza e de matemática. Somente após o próximo domingo é que o gabarito será liberado, a previsão é de que saia em 1º de dezembro.

“Acredito que o Enem foi um sucesso. Tivemos apenas 26% de abstenção em um período que ainda é de pandemia. Isso é um número significativo, porque, sem o Enem, uma série de outros passos da educação brasileira sofreria atrasos, o que poderia prejudicar ainda mais os jovens que querem ascender ao ensino superior”, diz o ministro da Educação, Milton Ribeiro, em coletiva neste domingo.

Danilo Dupas, presidente do Inep, também avalia que o exame foi um sucesso: “Tivemos um Enem seguro, a tempo e sem ocorrências significativas”. Conforme sua fala, o número de participantes demonstrou que, mesmo em meio a uma pandemia, houve boa assiduidade.

Segundo o professor Jota Neto, do Centro Educacional Sigma de Brasília, as questões mantiveram o padrão dos anos anteriores e o os objetos de conhecimento, que seriam os conteúdos principais, também. Enquanto profissional que leciona língua portuguesa, ele diz que gêneros e tipologias, bem como variabilidade linguística e estratégias argumentativas foram cobrados na prova. “Quanto a isso, não houve surpresa”, afirma.

Além disso, ele chama a atenção quanto aos temas dos conteúdos cobrados em textos. Questões raciais e sobre a mulher foram colocados. Segundo ele, essas temáticas são recorrentes no exame.

Jota Neto destaca o tema da redação. Em sua análise, a prova não deixou de lado as temáticas sobre direitos humanos. Os candidatos tiveram de escrever sobre "Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil".

Lucas de Oliveira, 21 anos, não estudou para o Enem, mesmo assim, não achou a prova tão difícil. “A de humanas, que é algo que gosto muito, achei bem tranquila. Foi a primeira que fiz”, conta.

Sua técnica foi fazer primeiro as questões que tinham algum tipo de imagem ou auxílio textual. Segundo ele, essas seriam mais fáceis. Sobre a redação, Lucas disse que não achou complicado também, no entanto havia muito texto. “Dá uma preguiça de ler de vez em quando, porque você lê o texto inicialmente, e no final esquece tudo”, diz.

Mesmo assim, Lucas parece ter se saído bem na redação. O jovem diz que é um tema em voga, muito recorrente, em razão da pandemia, e que, se pensasse bem, daria para relacionar com diversos assuntos.

Enem 2021

O Enem reúne mais de três milhões de estudantes em todo o país, tanto na versão impressa quanto na versão digital. O exame seleciona estudantes para vagas do ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e serve de parâmetro para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os resultados também podem ser usados para ingressar em instituições de ensino portuguesas que têm convênio com o Inep.

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28/10/2021 16:30h

Frotas levam alunos de zonas rurais até a escola. Recursos são destinados a serviços e gastos dos veículos

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Até o mês de setembro deste ano, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) já havia liberado R$369 milhões através do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate). A previsão de repasse para todo o Brasil é de cerca de R$751 milhões em 2021.

Com os valores repassados aos municípios brasileiros pelo programa, é possível que sejam feitas manutenções da frota escolar, pagamentos de seguros, licenciamentos, impostos e taxas, aquisição de pneus, entre outros serviços e gastos com os veículos.

O Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate) tem como objetivo garantir a permanência dos alunos da educação pública, residentes em áreas rurais, nas instituições de ensino. Os valores do programa são repassados diretamente a estados, Distrito Federal e municípios.

Câmara aprova projeto que permite retomada de obras paradas pelo FNDE

Para o coordenador-geral de apoio à manutenção escolar do FNDE, Djailson Dantas, programas como o Pnate são indispensáveis para a educação brasileira.

“O acesso ao ensino ainda envolve grandes dificuldades aos estudantes brasileiros, principalmente para aqueles que vivem no campo. É nesse contexto que a política de transporte escolar continua imprescindível, desde a sua garantia instituída na Constituição Federal de 1988”, destaca.

Djailson ainda cita os principais fatores que tornam os transportes escolares importantes para os municípios, entre eles, a prevenção da evasão escolar.

“O impacto, a importância das políticas públicas de transporte escolar no município é latente, na medida em que auxilia na redução da evasão escolar. Ademais, elas também são importantes para a segurança e o conforto em que os alunos são transportados todos os dias”, diz o coordenador.

A transferência dos repasses é automática e sem necessidade de convênio. Porém, para os municípios continuarem recebendo as parcelas do programa, é preciso estar com a prestação de contas do Pnate em dia e não possuir nenhuma pendência ou irregularidade.

Municípios

Com pouco mais de 14 mil habitantes, Campestre do Maranhão (MA) possui 2.490 estudantes do ensino fundamental e médio, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao repasse do Pnate ao município, o valor totaliza cerca de R$40 mil, dividido e pago em parcelas mensais até setembro deste ano. O valor previsto para o município até o final de 2021, segundo o FNDE, é de R$44 mil.

A jovem de 15 anos Maria Ângela Andrade, moradora da cidade do interior maranhense, sai diariamente de sua casa na zona rural para ir à escola. A forma de transporte que a leva nesse trajeto é o ônibus escolar municipal.

A estudante do 9° ano já faz o uso do transporte há seis anos. Segundo ela, apesar de serem antigos, o mais importante é a segurança fornecida pelos ônibus escolares.

“O ônibus me dá o direito de ir para a escola em segurança, o que eu considero o mais importante. Ele é muito antigo, então poderia sim ter várias melhorias, mas por enquanto pelo menos ele está cumprindo com o seu papel, que é nos ajudar a ter direito aos estudos, sem que a gente se preocupe com o caminho até a escola”, diz Ângela.

Plataforma Aprenda Mais oferece cursos on-line e gratuitos para estudantes

Ferramenta de Avaliações Formativas pode diagnosticar aprendizado de estudantes

Segundo a secretária de Educação de Campestre, Sueli Silva e Silva, a gestão tem a intenção de renovar os ônibus municipais, visto que todas as frotas atuais foram recebidas do FNDE há um bom tempo, durante outras políticas pedagógicas. Porém, enquanto isso, é necessário fazer constantes manutenções nos veículos, principalmente por conta das condições nada favoráveis das estradas e do clima.

“As estradas da zona rural às vezes são muito ruins, também temos chuvas fortes no município. Tudo isso contribui para que façamos as manutenções necessárias, afinal, ônibus quebrado é falta de aluno em sala de aula”, declara a secretária.

Entre as melhorias que ainda podem ser feitas no transporte escolar, Sueli cita a acessibilidade e o aumento das frotas e rotas. Ela diz, ainda, a importância de se fazer esse investimento.

“Precisamos investir no nosso aluno e às vezes ele está em um local de difícil acesso porque mora na zona rural. Nada melhor do que  facilitarmos a vida desse estudante dando oportunidade a ele de chegar até a escola. À medida em que estamos possibilitando isso, outras famílias também estão tendo acesso ao conhecimento.”

Apesar dos transportes escolares serem destinados majoritariamente aos estudantes da educação básica, os municípios podem estender o uso deles até o ensino médio, de acordo com a necessidade. É o caso de Campestre do Maranhão (MA).

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27/10/2021 17:20h

Medida poderá viabilizar a finalização de aproximadamente 2,5 mil escolas e creches inacabadas

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que vai permitir a retomada de obras paradas financiadas pelo FNDE, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. De acordo com o autor da proposta, deputado Ricardo Barros, do PP do Paraná, a proposta vai permitir a retomada de cerca de 2.500 obras, em sua maioria, escolas, creches e outros equipamentos de educação, paralisadas desde 2009.

O projeto prevê que uma perícia vai determinar o valor da obra e, a partir daí, poderá ser feita nova licitação, o que hoje é vedado pela Lei de Licitações, no caso de contratos que não foram concluídos e perderam o objeto. 

De acordo com o autor do projeto, a proposta contorna o impedimento legal para retomada dessas obras e foi construída com apoio do Ministério da Educação, Tribunal de Contas da União e da Controladoria Geral da União.

“Esta lei apenas exepcionaliza a Lei de Licitações (8.666) e permite que seja possível o FNDE periciar uma obra inacabada, são 2.500 obras inacabadas no Brasil. E através dessa perícia, estabelecer um valor para concluir a obra e poder repactuar por município um valor e objeto. Isso permitirá uma nova prestação com recursos aportados com emendas que faremos.” 

O projeto foi aprovado com parecer favorável do relator, deputado General Peternelli, do PSL de São Paulo. O texto estabelece que o FNDE terá que aprovar a retomada de obras que tiverem pelo menos 20% do projeto executado e dá prazo de dois anos a partir da publicação da lei para que a nova licitação e o contrato sejam concluidos.

O projeto que permite a retomada de obras paralisadas iniciadas com recursos do FNDE segue para análise do Senado.

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26/10/2021 12:00h

Iniciativa do Ministério da Educação visa capacitar mais de 820 mil estudantes até 2025 em 12 áreas distintas do conhecimento

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Pela plataforma Aprenda Mais, os estudantes brasileiros podem ter acesso a 90 cursos autoinstrucionais em 12 áreas distintas do conhecimento, de forma on-line e gratuita. O ambiente virtual é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) com o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e visa capacitar mais de 820 mil estudantes até 2025.

Um dos diferenciais da plataforma é o formato Massive Open Online Course (MOOC). Segundo Emerson Corazza, gerente de projeto da Diretoria de Desenvolvimento da Rede Federal da Educação Profissional, Científica e Tecnológica do MEC, isso permite que os cursos tenham uma quantidade ilimitada de vagas. E ainda é possível emitir certificados aos concluintes.

“Essa é a vantagem do curso MOOC, o limite do curso é a quantidade de acessos simultâneos que a plataforma tem. Hoje, ela está configurada para 10 mil acessos simultâneos, então isso é praticamente ilimitado pelo número de estatísticas que a gente tem. São cursos gratuitos e autoinstrucionais”, destaca.

Para o especialista em educação Afonso Celso Galvão, a internet representa uma grande revolução para o conhecimento.

“Os cursos on-line e abertos são fundamentais para democratizar o acesso das pessoas para a qualificação, seja profissional ou pessoal, de todo tipo que se possa imaginar. E isso é um caminho que não tem volta e que possui muitos benefícios”, diz.

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Porém, Afonso ainda aponta a exclusão que muitos brasileiros passam pela falta de acesso à internet: “Se você está excluído da internet e desse acesso ao conhecimento, você está excluído do mundo. Essa inclusão tem que começar pelas escolas públicas e no oferecimento de internet gratuita para toda a população.”, avalia.

Aprenda Mais

Os cursos da plataforma Aprenda Mais possuem em média 40 horas de duração e são ofertados por áreas de conhecimento, entre elas: ciências exatas; ciências humanas; gestão e negócios; idiomas, línguas e literatura; informação e comunicação; produção cultural e design; segurança e turismo, hospitalidade e lazer.

Para cada área, os cursos possuem níveis que vão do básico ao avançado. Dependendo dos requisitos e especificidades de cada um, estudantes do ensino médio, técnico e superior e até mesmo o público em geral podem se inscrever.

Para fazer a inscrição, acesse a plataforma.

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21/10/2021 17:25h

Plataforma foi desenvolvida pelo MEC e Universidade Federal de Juiz de Fora com o objetivo de personalizar o ensino de acordo com as necessidades de cada aluno

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Estudantes do Ensino Fundamental de mais de 100 mil escolas podem ter os seus níveis de aprendizado avaliados através de nova ferramenta do Ministério da Educação em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). As nomeadas Avaliações Formativas possibilitam um diagnóstico de aprendizagem a fim de personalizar o ensino, medindo de maneira profunda e individual o processo de cada aluno.

Segundo Victor Godoy, secretário-executivo do Ministério da Educação, após os momentos de dificuldades trazidos pela pandemia da Covid-19 para o ensino são projetos como esse que “renovam as esperanças na educação brasileira.”

“Todos esses esforços do Ministério da Educação pretendem jogar luz sobre esse contexto que enfrentamos. É fundamental que todos nós saibamos em que situação nos encontramos hoje na educação brasileira para que a partir daí possamos superar esse grande desafio que teremos”, completa o secretário.

Para Marcus Vinícius David, reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), é fundamental que o ensino superior ajude em melhorias da educação básica, pois é através de parcerias como essas que o Brasil tem a oportunidade de crescer e, além disso, impulsionar a formação de novos professores.

“Essa oportunidade e experiência de nos aproximar de uma forma tão intensa de redes municipais e estaduais de educação, acompanhando a avaliação e o desempenho dos estudantes dessas redes... isso tudo tem uma riqueza e um potencial muito grande para as instituições de ensino superior nesse processo de formação de professores”, diz o reitor.

As avaliações estão sendo disponibilizadas para toda a rede pública de ensino, mas escolas privadas também podem fazer o uso, desde que cada instituição apresente interesse.

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A ferramenta

O método é considerado diferenciado por não exigir que o estudante reproduza o conteúdo dado em sala de aula, mas sim que demonstre o seu desenvolvimento pessoal.

Neste primeiro ano, a ferramenta contempla os estudantes dos anos iniciais do Fundamental, do 1° ao 5° ano, com as disciplinas de português e matemática. A partir de 2022, alunos do 6° ao 9° ano também poderão realizar a avaliação, com o adicional da disciplina de ciências.

Através da plataforma, os professores e gestores escolares podem se cadastrar, imprimir e aplicar as avaliações. Logo após, é possível monitorar o nível de desempenho de cada aluno, baseado em taxas de aproveitamento e participação. Com esse mapeamento, os profissionais podem entender e elaborar novas abordagens pedagógicas de acordo com a necessidade de cada estudante e turma, promovendo um reforço no aprendizado.

A professora do 3° ano, Cleidioneide Reis, julga a ferramenta como “útil e necessária” para que a educação evolua, principalmente após os efeitos trazidos pela pandemia.

“A gente viu que esses quase dois anos de pandemia trouxeram uma perda educacional muito grande e com essas opções de diagnóstico nós podemos traçar novos caminhos e melhorar o processo de ensino e aprendizagem. As dificuldades educacionais sempre existiram, mas não podemos fechar os olhos, a educação precisa passar por uma evolução”, destaca.

Neide, como prefere ser chamada, diz que, na volta do presencial, notou uma queda na produtividade dos alunos, causada pelo ensino remoto: “Muitos estão apresentando dificuldade no aprendizado e deixando de fazer as atividades de casa. No on-line, era comum alguns deixarem apenas o computador ligado e não prestarem atenção na aula, isso fez com que eles perdessem o rendimento daquele ano e sentissem as consequências atualmente.”

O projeto de criação da ferramenta Avaliações Formativas teve início em novembro de 2020. Na época, São Paulo foi o primeiro a testar a plataforma.

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC-SP) considerou a aplicação do método como um êxito. “Mais de 3 milhões de estudantes foram alcançados e 100 mil profissionais receberam apoio na missão de recuperar o aprendizado destes alunos. Foi um processo de melhoria eficaz ao longo do ano e sua aplicação será mantida ao longo de 2022”.

Impactos do ensino remoto

Em relação às avaliações oficiais de aprendizagem no Brasil durante a pandemia de Covid-19, ainda não é possível medir os impactos do ensino remoto na educação brasileira. É o que diz o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo: “Essa medição só será possível quando fizermos uma avaliação nacional comparável de estado com estado, o que ocorrerá apenas no final deste ano com o Saeb.”

O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) é um conjunto de sistemas de avaliação do ensino brasileiro, desenvolvido e gerenciado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em 2020, não houve a realização do indicador. A edição de 2021 será aplicada entre os meses de novembro e dezembro.

Victor Godoy, secretário-executivo do Ministério da Educação, destaca que a ferramenta de Avaliações Formativas também é um recurso preparatório para o Saeb.

“Ela foi criada justamente para mitigar os efeitos que a pandemia trouxe para a educação. Esse é um projeto que oferece para todas as redes de educação deste país uma ferramenta que auxilia todos os professores e diretores de escolas, ajudando a identificar, de fato, as medidas necessárias para superar esses impactos na educação dos nossos alunos”, diz.

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Como se cadastrar

Se você é secretário de educação, diretor ou professor, siga os passos abaixo para realizar o seu cadastro na Plataforma de Avaliações Diagnósticas e Formativas:

  1. Clique em “cadastre-se” na página de login;
  2. Preencha os dados solicitados, indicando corretamente as suas informações pessoais e profissionais;
  3. Confira se recebeu, no e-mail informado, uma mensagem de confirmação do cadastro. Lembre-se de checar a sua caixa de spam. Se isso não aconteceu, cadastre-se novamente;
  4. Vá, mais uma vez, para a página de login, e clique em “entrar com gov.br”;
  5. Informe os seus dados de acesso do gov.br e, pronto, estará logado na plataforma!
     
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15/10/2021 04:00h

No próximo ano, profissionais de Educação terão missão de implementar primeira fase do Novo Ensino Médio

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A pandemia da Covid-19 impôs desafios inéditos para os profissionais da Educação do País quando impediu a ida dos alunos às salas de aula, transformando o comum ambiente de aprendizado das escolas em encontros virtuais, por meio da internet, nos computadores, tablets e celulares dos estudantes. 

As dinâmicas de preparação das aulas, de exposição do conhecimento, participação e integração, tiveram de ser revistas e aperfeiçoadas com objetivo de manter a qualidade satisfatória do ensino sem prejuízos de aprendizagem às crianças e jovens dos ensinos infantil, fundamental e médio, das escolas públicas e particulares, nos estados. 

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No início do isolamento era preciso disponibilizar os conteúdos diariamente de forma rápida e, principalmente, que pudessem chegar aos alunos, no entanto, isso não ocorreu de imediato e o professor teve de ser criativo e demonstrar empenho para conseguir ensinar, mesmo distante da turma. 

“Os meninos não tinham acesso a qualquer tipo de aparelho de conexão. Para tentar amenizar essa situação, nós conversávamos por meio de textos. A meu ver, lembrou a época da comunicação por meio da escrita de cartas”, contou Rodrigo Xavier, professor de Artes Educação, da rede pública de ensino do Distrito Federal. 

No Distrito Federal, por exemplo, cerca de 450 mil alunos foram matriculados na rede pública, de acordo com o governo local, em 2020. Em março daquele ano, todos tiveram de entrar em isolamento devido ao coronavírus. As aulas online começaram um mês depois e foram assim até o início do segundo semestre de 2021, quando os encontros presenciais e híbridos retornaram nas unidades de ensino – em dias alternados entre escola e aulas online. Durante o período de pouco mais de um ano, nem todos os matriculados na rede pública da Capital tiveram acesso rápido às tecnologias, como os estudantes dos projetos Socioeducativos.

“Nós recebemos treinamento, utilizamos essas plataformas, postamos as atividades esperando que o aluno pudesse ter acesso a um computador para ter a aula online, mas, isso não aconteceu. Apenas no início deste ano, eles começaram a ter acesso à essa plataforma”, relata o professor Xavier. 

Professores da rede de ensino particular também passavam por dificuldades - mesmo com acesso à tecnologia. A professora de Línguas Estrangeiras, Nathalia Damacena, relata que a adaptação das aulas presenciais para o sistema online foi menos traumática, em comparação aos colegas da rede pública, porque os alunos já estavam habituados com a forma de aprendizado online e, a escola conseguiu dar suporte aos profissionais rapidamente. Porém, acredita que parte da turma teve dificuldades para assimilar o conhecimento durante o período mais crítico da pandemia da Covid-19. 

“A escola deu muito apoio na questão de material, computador. Mas, nem sempre todos os alunos conseguiram acompanhar ou entender. Alguns alunos, eu posso dizer, não tiveram aproveitamento de 100%”, disse a professora. 

Novo Ensino Médio

A mudança das aulas presenciais para encontros virtuais foi tarefa desafiadora para os professores, durante a pandemia da Covid-19, e o futuro reserva mais uma grande reviravolta no dia a dia dos profissionais de Educação. É que, a partir de 2022, o País terá a missão de consolidar o Novo Ensino Médio. A nova metodologia foi aprovada em 2017 e prevê a implementação da primeira etapa já a partir de janeiro. 

A carga horária de estudos vai aumentar para os alunos e professores, passando de quatro para cinco horas diárias, no mínimo. Os conteúdos serão agrupados por áreas de conhecimento, e não mais por disciplinas, e as escolas terão de oferecer atividades extras – Itinerários Formativos – de formação técnica e profissional. 

A ideia é capacitar o estudante do Ensino Médio para as carreiras acadêmicas nas universidades e faculdades por áreas de afinidade de cada um e, também, prepará-lo para o mercado de trabalho. 

Para o especialista em Psicologia Educacional, Afonso Galvão, a efetivação do Novo Ensino Médio vai exigir dos professores mais capacitação e, sendo assim, impõe aos gestores públicos a obrigação de investir firmemente na infraestrutura das escolas, nas tecnologias, nas metodologias, nos salários e na preparação do profissional de Educação. Na visão dele, sem a devida dedicação que a Educação das cidades precisa, o Novo Ensino Médio pode levar muito tempo para ser implementado com vigor nos estados e a principal prejudicada será a própria Nação.

“Em condições adequadas é possível que se faça uma transição para esse novo modelo em quatro ou cinco anos. Mas, considerando o descaso histórico pela Educação, é muito difícil que o Novo Ensino Médio vingue. É necessário que haja, além desse projeto, responsabilidade dos gestores públicos”, explicou o especialista. 

 

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06/10/2021 18:45h

Unicamp também já havia começado a retomar atividades presenciais de forma gradual

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A Universidade de São Paulo (USP) está retomando as atividades presenciais para os estudantes neste início de outubro. Em carta enviada aos alunos da graduação, o reitor da USP, Vahan Agopyan, aponta que, apesar de o calendário ter sido cumprido durante o ensino remoto, a volta das atividades presenciais é necessária para a formação profissional dos estudantes.

“Não houve prejuízo maior aos alunos quanto ao cumprimento do calendário escolar, mas sim na formação global do profissional que a Universidade se desdobra para oferecer. Vamos juntos recuperar o que não pudemos fazer nesses últimos 19 meses”, declarou.

Entre as medidas adotadas pela USP, está o escalonamento de ambientes de refeição, como salas de almoço, copas e cantinas. Os locais devem ser adaptados para possuir ventilação e ter um número máximo de pessoas por turno e horário fixo de permanência. 

Além disso,  funcionários com guarda de crianças de até 12 anos terão a jornada de trabalho híbrido e poderão continuar no teletrabalho enquanto as crianças não retornarem às próprias atividades escolares presenciais, cabendo aos servidores comprovarem à instituição essas condições. Por fim, servidoras e alunas grávidas também poderão permanecer no sistema completamente remoto.

Volta às aulas em São Paulo

Em São Paulo, um decreto de julho do governo paulista autorizava a volta do ensino presencial em instituições de nível superior. Antes disso, apenas os cursos de áreas da saúde poderiam ter aulas presenciais.

Porém, segundo o Semesp, associação que representa instituições de ensino superior no Brasil e especialmente no estado de São Paulo, cada instituição de ensino superior tem autonomia para a definição e condução do retorno às atividades presenciais, considerando projetos pedagógicos e especificidades de cada curso.

Atualmente, o estado de São Paulo possui 2 milhões de estudantes do ensino superior, segundo dados oficiais do governo.

Isabela Menezes, estudante de psicologia em uma universidade privada de São Paulo, já está tendo atividades práticas presenciais desde o início do semestre. Segundo ela, o retorno está sendo essencial para a sua aprendizagem.

“O difícil é se acostumar ao presencial depois de tanto tempo no remoto, mas é inevitável reconhecer como nós absorvemos mais os conteúdos e colocamos as atividades melhor em prática quando estamos presencialmente”, diz.

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Ensino remoto durante pandemia impactou alfabetização de crianças

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Na Unicamp, apesar de o semestre letivo ter iniciado em agosto, o retorno começou de forma gradual no dia 13 de setembro, quando docentes com o esquema vacinal completo voltaram às atividades. A orientação da universidade aos estudantes é que, até o fim deste semestre, permaneçam com as aulas teóricas no modo remoto e, assim que também completarem a imunização, passem a frequentar atividades práticas, grupos de estudos e dúvidas presencialmente.

Em parceria com a prefeitura de Campinas, o campus da Unicamp também se tornou um ponto de vacinação para a população do município. “Queremos que os nossos alunos venham ser vacinados aqui, temos vacinas para todos. E isso não significa aulas presenciais, significa uma retomada das atividades de ensino lenta e gradualmente”, explica o reitor Antônio José Meirelles.

Uma das regras para este retorno vai ser o comprovante de vacinação de docentes e estudantes com a data de, no mínimo, 14 dias após a segunda dose aplicada. Maria Luiza Moretti, coordenadora geral da Universidade de Campinas (Unicamp), explicou como será feita a comprovação vacinal: “Em relação à vacina, ela será obrigatória para todos os nossos servidores e alunos. A nossa área de TI já está desenvolvendo um programa que reunirá todo esse sistema de informações que será exigido.”

Cuidados necessários

Com a retomada, as instituições de ensino também reforçam a importância de manter os cuidados contra o coronavírus, como o uso de máscaras e higienização das mãos.

A infectologista Ana Helena Germoglio acredita que essas medidas tenham mais adesão entre os universitários que na educação infantil, por exemplo: “As mesmas medidas de precaução em relação a uso de máscara, distanciamento e testagem, são as mesmas que a gente orienta para as escolas e que também devem ser seguidas pelos universitários. A gente entende que, por se tratarem de pessoas adultas, em tese eles devem compreender até melhor todas essas orientações.”

Ana Helena ainda destaca que “hoje em dia, com o conhecimento da doença que nós já temos, que as medidas simples como distanciamento são eficazes. Com a vacinação da população, sabemos que é seguro o retorno das atividades universitárias e elas devem ser consideradas essenciais.”

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20/09/2021 03:00h

Pesquisa indica prejuízo na aprendizagem dos estudantes. Profissionais da educação buscam alternativas para reverter o cenário, como o ensino lúdico e criativo

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Utilizado em caráter emergencial após o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, o ensino remoto se estabeleceu na rotina de alunos e professores pelo país. Com a chegada dele, crianças entre 6 e 9 anos começaram a apresentar prejuízos na alfabetização. Os motivos são diversos, mas entre eles se destaca a falta de concentração dos estudantes fora do ambiente escolar.

Segundo pesquisa feita pela Fundação Lemann, Itaú Social e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), divulgada em junho deste ano, 88% dos estudantes matriculados no 1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental estão em processo de alfabetização. Dessa proporção, 51% das crianças ficaram estagnadas no mesmo estágio de aprendizado durante o ensino remoto – 29% não aprendeu nada de novo e 22% desaprendeu parte do que já sabia, de acordo com a percepção dos pais e responsáveis.

Vitor de Angelo, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), destaca que, por conta da situação urgente que a pandemia trouxe, as novas formas de ensino dependem das condições de se ensinar, “sejam elas boas ou ruins, mas seguindo os protocolos de biossegurança.”

Apesar disso, o presidente reconhece as consequências causadas pelo modo online: “O ensino remoto tornou-se uma necessidade em função das condições que a pandemia nos impôs, mesmo assim, a capacidade de entrega é muito menor [do que a do presencial]. Isso vai se refletir no resultado de aprendizagem mais adiante.”

Impactos

Em agosto, escolas de Itaperuna, município do Rio de Janeiro, tiveram as aulas suspensas após o retorno do presencial. O motivo foi o aumento de casos da Covid-19 e a precaução por conta da variante Delta. As crianças em alfabetização, porém, não foram afetadas por nenhuma suspensão, pois o retorno da faixa etária na rede municipal está previsto apenas para 5 de outubro.

O município contém 140 escolas, entre públicas e privadas, e 10.876 matrículas no Ensino Fundamental, segundo dados do IBGE.

De acordo com Fabiana França, coordenadora geral executiva de Apoio à Política Educacional da prefeitura de Itaperuna, durante o ensino remoto, o município buscou manter contato com todos os matriculados para que estes tivessem acesso ao conteúdo escolar, seja de forma online ou impressa, no caso daqueles que não possuíam internet.

Em relação ao prejuízo na alfabetização, Fabiana acredita que novas metodologias precisam ser reinventadas para a recuperação da aprendizagem, mas sem deixar de lado o contato do professor com o aluno. O tempo para se alcançar esse objetivo depende de caso a caso, como explica a coordenadora.

“Alguns alunos, em poucos meses, terão o seu percurso educacional recuperado, mas outros levarão mais tempo devido a dificuldades maiores. O tempo de aprendizagem de cada aluno é variável, muitas vezes a gente observa a diagnose, traça um percurso formativo, mas esse aluno nos surpreende no processo”, diz.

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Entre as crianças que podem levar mais tempo para recuperar os resultados escolares, estão as com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Para a psicóloga Heliane Dantas, a situação do ensino remoto para as crianças com a condição “é um desastre”. Ela completa: “Dentro da própria sala de aula já existe uma dificuldade para os professores conduzirem uma alfabetização para as crianças de TDAH, imagina online! É uma situação difícil e, retornando ao presencial, é necessário um trabalho personalizado e reforço pedagógico para reverter.”

Ensino criativo

A psicóloga comenta, ainda, a possibilidade do ensino lúdico, realizado por meio de brincadeiras, para ajudar a reverter o prejuízo na alfabetização das crianças com déficit de atenção. Porém, ela também aponta que são poucas as escolas que aplicam o método.

“Nós temos que refletir se nós temos unidades escolares suficientes para que reverta o cenário. Se o ensino lúdico existir nelas, aí sim ele tem a capacidade de ajudar não só no TDAH, mas em diversas outras dificuldades escolares que possam existir”, afirma.

Isabelle Reis, 29, é professora do 4° ano em uma escola privada de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. No início da pandemia, ela resolveu postar no YouTube, dicas de como ministrar videoaulas. “Nós, professores, tivemos que virar cinegrafistas, editores de vídeos. A ideia era ajudar pessoas que se sentiam perdidas, assim como eu me senti no início”, relata.

A iniciativa não só deu certo, como foi ampliada. Hoje, Isabelle produz conteúdo para as redes sociais voltado para a alfabetização e ensino lúdico, sempre utilizando formas criativas de ensinar por meio de quebra-cabeças, moldes e jogos.

“Se a gente ensina de forma criativa, com uma brincadeira, uma música, a criança vai assimilar aquilo da maneira mais simples possível e é assim que ela vai acabar aprendendo os conteúdos de uma forma muito mais prazerosa”, declara. “O meu objetivo é que cada dia de aprendizagem seja um dia marcante.”

A professora também destaca que a ludicidade é importante não só para a fase da alfabetização, mas para os anos seguintes. Porém, independente do ano ou idade, o envolvimento dos pais é imprescindível.

“Dá para ver exatamente quais são os pais que abraçam a causa. Se eu estou alfabetizando na escola, é importante que também tenha um estímulo dos pais em casa, de se sentarem com as crianças para fazerem as atividades, os jogos. Se não tem essa parceria dos pais com a escola, nós acabamos demorando mais nessa caminhada”, afirma.

Em Angra dos Reis, os estudantes já estão em ensino híbrido, intercalando o modo remoto e presencial em grupos e semanas. As aulas não foram suspensas em nenhum momento após o retorno em agosto. O município possui 157 escolas, entre públicas e privadas, e 21.746 matrículas no Ensino Fundamental, segundo dados do IBGE.

Projeção no Brasil

Em relação às avaliações oficiais de aprendizagem no Brasil durante a pandemia de Covid-19, é difícil fazer uma projeção de estados mais avançados no ensino. É o que diz o presidente do Consed, Vitor de Angelo: “Essa medição só será possível quando fizermos uma avaliação nacional comparável de estado com estado, o que ocorrerá apenas no final deste ano, com o SAEB.”

O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) é um conjunto de sistemas de avaliação do ensino brasileiro, desenvolvido e gerenciado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em 2020, não houve a realização do indicador. A edição de 2021 será aplicada entre os meses de novembro e dezembro.

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16/09/2021 21:45h

Diante da demanda, a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), em parceria com a Universidade de Columbia, abriu vagas para a primeira pós-graduação internacional em políticas públicas

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Resolução com base em dados, foco nos resultados para os cidadãos, mentalidade digital, comunicação, trabalho em equipe, organização por valores éticos e visão sistêmica estão entre as nove competências apontadas pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) como essenciais para lideranças no setor público, seguindo as tendências mundiais de novas tecnologias e colaboração em rede. 
 
Um levantamento realizado pela Enap com 10 países mapeou mais de 60 competências, que foram adaptadas ao cenário brasileiro para que os servidores públicos atendam às demandas mais agilmente, alinhado às melhores práticas internacionais. 
 
Segundo o professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, Bruno Salama, essas habilidades precisam ser desenvolvidas para que sejam entregues melhores serviços à população. Entre elas estão capacidades analíticas, como a análise de dados, e capacidades críticas de gestão. “Existem competências pessoais importantes em pesquisa, em tecnologia, em comunicação, em liderança, em negociação e para além delas, existem também capacidades analíticas”, afirmou. 

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Especialização 

Diante da demanda, a Enap, em parceria com a Universidade de Columbia, em Nova York (EUA), abriu vagas para a primeira pós-graduação internacional em políticas públicas (Master of public policy). Destinada a servidores públicos federais do Brasil e exterior, o currículo multidisciplinar com enfoque global deve mesclar conhecimento teórico e prático. 
 
O curso é gratuito e está com inscrições abertas até o dia 11 de outubro no site do Enap. Com duração de 11 meses, as aulas serão ministradas em inglês e, ao fim, o aluno terá o título de especialista em política pública.
 
São dois editais, um para alunos brasileiros, que devem ter proficiência em inglês, e outro para alunos estrangeiros. No total, serão oferecidas 40 vagas, sendo 30 para servidores brasileiros e 10 para alunos de outros países. A especialização reúne disciplinas da área de economia, finanças, análise de dados, gestão, governança, inovação e tecnologia. 

Modernização e aperfeiçoamento

Servidora de gestão governamental, Elise Gonçalves assume uma posição de liderança na secretaria de gestão do Ministério da Economia e tem pouco mais de 10 anos na área pública. Matriculada no curso, acredita na necessidade de modernização e aperfeiçoamento da sua esfera de atuação, que envolve planejamento estratégico, transferências da União, supervisão de carreiras e gestão da informação.
 
Para a servidora, a grande vantagem é ter contato com o que há de mais arrojado no segmento em um período relativamente curto, de um ano. “O que agregaria para mim é, de fato, poder estar com outras pessoas motivadas a sair do lugar comum, aprender com as boas práticas internacionais, falar das nossas boas práticas, ampliar a minha caixa de ferramentas e, assim, direcionar melhor os esforços e recursos de ações e projetos, construindo também parcerias de sucesso”, afirmou. 

Quem pode participar

Podem participar do processo seletivo servidores públicos federais efetivos da administração direta ou indireta, no caso de brasileiros, com experiência em cargos de liderança ou que pretendam exercer cargos de liderança no futuro. Os candidatos deverão ter diploma de graduação em instituição reconhecida pelo Ministério da Educação e não podem ter cursado outra pós-graduação da Enap nos últimos dois anos.
 
Já os estrangeiros deverão comprovar experiência na administração pública por, no mínimo, dois anos e ter domínio da língua inglesa. Entre os países-alvo estão Estados Unidos, Canadá, Colômbia, Argentina, México, Chile, Uruguai, Paraguai, Costa Rica, Peru, Panamá, Equador e República Dominicana. 
 
Para o professor da Universidade da Califórnia, Bruno Salama, que também é tutor do curso, o diferencial é que a especialização permite um intercâmbio de maneira remota, com o objetivo de que os alunos possam trocar experiências entre si nas áreas relevantes para atuação do servidor público de alto nível.
 
“O que se busca é promover uma cultura de competência e de profissionalismo no setor público. De comprometimento com os fins públicos, de motivação e de confiança. Em outras palavras, uma cultura de excelência”, disse o professor.

Processo seletivo

O processo seletivo será realizado em três etapas. A primeira será a análise do currículo dos candidatos. Na segunda, serão analisados os memoriais apresentados pelos pretendentes justificando seu interesse pelo curso com o detalhamento de sua experiência profissional. A terceira e última fase será a realização de uma entrevista. Todas as fases serão realizadas em inglês para medir a proficiência do futuro aluno no idioma.
 
“Nós esperamos que ao final de todo esse processo os alunos tenham um conjunto de competências desenvolvidas na área de liderança e gestão pública. E principalmente o olhar centrado no cidadão, que é o grande beneficiário de todo esse trabalho que os servidores públicos fazem, seja no Brasil ou em outros países”, destacou o diretor de Educação Executiva da Enap, Rodrigo Torres.

As aulas terão início no dia 17 de janeiro de 2022 e deverão se estender até dezembro do mesmo ano, de forma totalmente online. Haverá aulas síncronas (ao vivo, ministradas às segundas, terças e quintas à noite) e assíncronas, quando o aluno escolhe o melhor dia e horário para assisti-las. 

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11/09/2021 03:00h

Em entrevista ao portal Brasil61.com o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo, disse que cenário educacional em 2021 ainda enfrenta dificuldades, mas gestores locais estão dispostos a mudar esse quadro

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Com o retorno das aulas presenciais após um longo período de ensino remoto, muitos questionamentos ainda perduram sobre como oferecer uma educação de qualidade diante dos desafios que a pandemia da Covid-19 trouxe. Para falar sobre projeções, expectativas e dificuldades do ensino estadual e municipal, o Brasil 61 Entrevista conversou com o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo.

Na perspectiva do presidente do Consed, as dificuldades do ano passado ainda persistem em 2021. A diferença é que existe um melhor entendimento sobre o que é o coronavírus e grande disposição dos gestores locais para resolver essas questões.

“Noto que há um interesse muito grande dos gestores em apoiar o secretário de educação local. Agora, lógico, entre a disposição e a concretização disso há um caminho que nem sempre depende da vontade de alguém apoiar e valorizar o trabalho, mas sim, em muitos casos, de condições financeiras, técnicas e políticas para tomar determinadas decisões que podem ser difíceis em um momento tão polarizado como esse”, salienta Vitor de Angelo.

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Com relação ao desenvolvimento dos alunos, Vitor enxerga que existe um déficit educacional, mas que não é possível afirmar com precisão até que estudos do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) sejam publicados. 

Internet e educação

Outro assunto muito discutido enquanto os alunos tinham aulas remotas era a falta de acesso à internet para dar continuidade aos estudos. Agora, com o retorno das atividades presenciais, Vitor destaca que o objetivo atual dos gestores é implementar internet de qualidade e com maior abrangência dentro das escolas, mas é necessário levar em consideração condições geográficas e de infraestrutura.

“É preciso ampliar o horizonte para pensar também o papel do governo federal e do Ministério das Comunicações. Estamos com o edital do 5G acontecendo e esse é um momento importantíssimo, porque significa dar um passo em termos de tecnologia que pode ser decisivo para expandir um acesso de qualidade para todas as escolas públicas, independente se são escolas urbanas ou escolas rurais.”

O presidente do Consed pontua ainda que para superar os desafios estruturais que envolvem a educação no Brasil e construir um ensino de qualidade é necessária uma grande mobilização de atores políticos e da sociedade civil organizada. Confira abaixo a entrevista na íntegra.

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Brasil 61