A água, um dos insumos mais valiosos para a humanidade, é também essencial nas atividades da indústria de mineração. Segundo o estudo realizado pela Agência Nacional de Águas (ANA) em 2019, a mineração retira dos corpos hídricos mais de 32 mil metros cúbicos de água por segundo no Brasil, o que corresponde a 1,6% do total de água utilizada no país.

O volume, porém, é proporcionalmente pequeno considerando-se a relevância do 48 setor. Envolvida em cerca de 45% das atividades econômicas mundiais, a mineração aumenta a produtividade agrícola com os fertilizantes, por exemplo. Também está presente nos equipamentos tecnológicos, como os smartphones, que possuem cerca de 25 diferentes metais em sua composição, todos oriundos da mineração.

Por isso, é preciso seguir com o aperfeiçoamento contínuo e garantir o desenvolvimento cada dia mais sustentável do setor mineral. Além de otimizar as atividades de exploração, extração, concentração e disposição de rejeitos, a redução do uso de água nova está entre os grandes desafios para promover a sustentabilidade na mineração.

Nesse sentido, a química entra como grande aliada, com novas tecnologias em polímeros que permitem aumento na recuperação da água usada no processamento de forma mais eficiente.

Nos processos de beneficiamento mineral que exigem separação sólido/líquido, a aplicação de floculantes com base em polímeros avançados, como o Rheomax DR, garantem maior adensamento, com aumento na velocidade de sedimentação e maior recuperação da água.

Esse volume recuperado pode ser reutilizado no processo produtivo, reduzindo a captação de água nova, ou pode ser tratado e devolvido ao meio ambiente.

No gerenciamento de rejeitos, polímeros base poliacrilamida, como o Rheomax ETD, agregam as partículas sólidas, aceleram a liberação de água com maior qualidade, melhorando o tempo de secagem dos rejeitos minerais. Para além da recuperação da água, essa solução promove maior aproveitamento da barragem e controle das estruturas.

A inovação, que diminui a área ocupada por rejeitos, garante maior estabilidade da estrutura, reduz custos e o tempo requerido para reabilitar barragem, aumentando, significativamente, a vida útil da área de disposição. Ambas soluções garantem, ainda, a economia de energia e a eficiência no emprego de recursos.

Outro fator importante é que esses produtos não prejudicam o meio ambiente e não são classificados como tóxicos, nem mesmo aos peixes, algas e outros organismos aquáticos.

A partir de uma estratégia bem consolidada, feita sob medida para cada atividade, as inovações podem ser aplicadas no processamento mineral e tratamento de rejeitos, atendendo a inúmeros critérios de sustentabilidade, como redução de resíduos, de custos e de consumo de água e energia.

Criando química para um futuro sustentável, podemos contribuir com soluções que, se corretamente aplicadas, são aliadas de peso para melhorar a eficiência e reduzir de forma significativa os impactos ao meio ambiente.

Jorge Davo, químico e gerente regional de Soluções para Mineração da BASF para a América do Sul

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Ocupando o terceiro lugar na produção mineral brasileira, atrás apenas do Pará e Minas Gerais, o estado de Goiás tem muita  representatividade no setor mineral brasileiro, com importantes polos de produção de cobre, ouro, níquel, cobalto, fosfato e nióbio, além de agregados e calcário para corretivo de solos.

O estado ocupa o primeiro lugar na produção nacional de níquel e vermiculita, sendo também o segundo maior produtor de bauxita, fosfato e nióbio e o setor mineral contribui com 21% do total das exportações estaduais. Juntamente com o Distrito Federal, Goiás é o terceiro principal arrecadador de CFEM (Contribuição Financeira pela Exploração Mineral), tendo registrado uma arrecadação de R$ 121,7 milhões em 2020, o que correspondeu a 1,93% do total arrecadado no País.

Os municípios goianos com maior arrecadação são Alto Horizonte, Crixás, Barro Alto, Ouvidor, Catalão e Pilar de Goiás. O valor da produção mineral, para efeito de arrecadação de CFEM no estado, totalizou R$ 6.3 bilhões em 2020. Em termos de direitos minerários, foram publicadas 29 Portarias de lavra no último ano, o que coloca Goiás e o DF na sexta posição no ranking nacional.

Estas novas portarias significam projetos de novas minas, além da atividade de pesquisa, com 426 requerimentos em 2020. Para discutir os principais desafios ou dificuldades de se minerar no estado de Goiás, Brasil Mineral reuniu representantes de empresas e entidades do setor com atuação no estado abordando questões como licenciamento ambiental, logística, relações com as comunidades e o ambiente de negócios. 

E, do ponto de vista das empresas, foram discutidas as oportunidades que existem para que elas possam ampliar sua atuação no território goiano e possibilitar que o estado desenvolva mais o seu setor mineral.

Francisco Alves/Rodrigo Gabai 

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Ao contrário do que aconteceu nos primeiros meses de 2020, quando o mundo começava a parar com os efeitos da pandemia Covid-19 e havia um clima generalizado de incertezas quanto ao futuro da economia global e por conta disso demanda e preços das commodities minerais sofriam reveses, neste início de ano a demanda se recuperou e os preços de algumas commodities chegaram a níveis que contrastam com as previsões dos analistas. 

Os fatores que contribuíram para isso foram principalmente uma recuperação mais rápida do que se esperava por parte da China, a mudança de presidência nos EUA e o avanço da vacinação nos países desenvolvidos. As duas maiores economias do mundo voltaram a dar sinais de retomada, em ritmo forte. O PIB chinês chegou a registrar crescimento de 18%. O PIB americano, no último trimestre, cresceu 6,4%. 

Nesse mesmo período, o valor da produção mineral brasileira teve um aumento de 95%, alcançando R$ 70 bilhões, quase o dobro do valor registrado no primeiro trimestre de 2020. Este aumento foi impulsionado pelo minério de ferro, que é o principal produto mineral brasileiro, cujo preço médio no trimestre chegou a US$ 166,88 por tonelada, em comparação com uma média de US$ 88,97/tonelada nos três primeiros meses do ano passado. 

É importante salientar que o minério de ferro, sozinho, respondeu por cerca de 70% do valor da produção mineral brasileira. Com esse preço e a valorização do dólar perante o real no período, os balanços trimestrais dos principais produtores de minério de ferro no Brasil inflaram, e os lucros idem. A Vale, maior produtor mundial da commodity, viu seu lucro líquido aumentar cerca de 20 vezes no período de um ano. Mais recentemente, o preço do minério de ferro chegou ao nível que havia alcançado no chamado boom das commodities. A própria Vale teve vendas ao preço de US$ 212/tonelada. 

A arrecadação de CFEM, por sua vez, chegou a R$ 2,1 bilhões no período, o que significa 1/3 de todo o valor arrecadado no ano passado. Isto dá exatamente 3% do valor total da produção no período. E aqui também o principal responsável pelo crescimento é o minério de ferro. Isto quer dizer que, se os preços continuarem nos níveis em que se encontram, o valor arrecadado a título de CFEM deve superar os R$ 8 bilhões, enchendo os cofres e os olhos de prefeitos de alguns poucos municípios brasileiros que são produtores da commoditiy, principalmente no estado do Pará.

E aqui surgem quatro pontos que ao nosso ver merecem a reflexão dos brasileiros: 

  1. Será bom para o País e o setor mineral essa dependência tão acentuada de uma commodity mineral? 
  2. A concentração das receitas geradas pela CFEM em poucos municípios não contribui para criar distorções? 
  3. Estamos vivendo um novo boom da mineração? 
  4. Como fazer para que os excelentes resultados obtidos pelo setor se transformem em benefícios para os brasileiros? Deixamos as conclusões para vocês.

Francisco Alves, Editor da Revista Brasil Mineral

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07/12/2021 18:50h

Com mais de 55% dos votos a companhia leva o prêmio no dia 17 de dezembro

A Yamana Gold venceu a 3ª edição do CBPM de Mineração com mais de 55% dos votos. A companhia se destacou pelos projetos socioambientais realizados nas comunidades vizinhas do município de Jacobina (BA), onde a Yamana opera. 

“É uma satisfação podermos participar, junto com outras mineradoras baianas, do Prêmio CBPM de Mineração. A mineração na Bahia vem crescendo e se destacando no país e a parceria da CBPM tem sido fundamental para mostrarmos, inclusive, que ser sustentável é uma premissa para trabalhar no ramo da mineração hoje em dia”, comemora Sandro Magalhães, vice-presidente de Operações Brasil & Argentina da Yamana Gold e ganhador do título personalidade do ano na mineração com 40% dos votos. 

A cerimônia de premiação acontecerá no dia 17 de dezembro e os ganhadores serão homenageados com troféus esculpidos pelo artista plástico baiano Bel Borba. A votação, que ocorreu durante o mês de novembro, contabilizou mais de mil votos. 

Para o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Antonio Carlos Tramm, o prêmio serve para homenagear as mineradoras e personalidades do setor, por tudo que eles fizeram e os impactos positivos que eles trouxeram para a mineração na Bahia esses anos. “Temos muitas empresas e personalidades que seriam merecedoras desse prêmio, mas a vitória da Yamana e do Sandro foram mais do que justas", destaca Tramm.

Em 2012, a Yamana criou o Instituto Yamana de Desenvolvimento Socioambiental, que tem como objetivo principal promover o desenvolvimento nas regiões onde atua por meio de iniciativas educacionais, sociais, ambientais e culturais. Em Jacobina, a empresa tem um Programa de Desenvolvimento Comunitário que prevê melhorias nas comunidades de Jaboticaba e Itapicuru como, por exemplo, a implantação de internet de fibra óptica, a reforma e reconstrução das casas e a pavimentação asfáltica. 

"Mesmo com todos os desafios que temos enfrentado ao longo dos últimos dois anos, conseguimos obter grandes avanços e conquistas. Nossas ações visam refletir um conjunto de valores que compartilhamos com nossos colaboradores e comunidades, incluindo honestidade, transparência e integridade”, ressalta Sandro Magalhães. 

Sobre o prêmio Companhia Baiana de Pesquisa Mineral

Criado em 2019, o prêmio CBPM de Mineração visa reconhecer as ações de destaque das mineradoras baianas e pessoas, que de alguma forma, fizeram a diferença para a mineração do estado esse ano. Em seu primeiro ano, o destaque foi para o empresário e fundador da Companhia de Ferro Ligas da Bahia (Ferbasa), José Corgosinho de Carvalho Filho, homenageado por toda sua trajetória de sucesso. 

Em 2020, as premiações foram para a Mineração Caraíba e seu diretor Manoel Valério. A empresa, que há cinco anos teve a sua principal mina alagada e quase fechou, teve uma excelente recuperação. Em 2020, ela movimentou mais de R$ 1 bilhão, manteve 3.000 empregos e investiu em pesquisa. 

A recuperação econômica, aliada a uma forte presença socioambiental na comunidade foram diferenciais para a conquista do prêmio. Já a realização de ações que geraram a melhoria no ambiente de trabalho e da mineração como um todo foram alguns dos motivos que levaram Manoel Valério a conquistar o título.
 

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06/12/2021 19:00h

Apenas em 2021, a Vale processou cerca de 250 mil toneladas de areia, destinadas à venda ou doação para uso em concretos, argamassas, pré-fabricados, artefatos, cimento e pavimentação rodoviária

Após pesquisas e investimentos de R$ 50 milhões nos últimos sete anos, a Vale desenvolveu areia com qualidade comercial para o mercado da construção civil. A partir de adequações na operação de minério de ferro em Minas Gerais, o material arenoso, que antes era descartado em pilhas e barragens, passou a ser processado e transformado em produto, seguindo os mesmos controles de qualidade da produção de minério de ferro. Cada tonelada de areia produzida representa uma tonelada a menos de rejeito gerado. 

Apenas em 2021, a Vale processou cerca de 250 mil toneladas de areia, destinadas à venda ou doação para uso em concretos, argamassas, pré-fabricados, artefatos, cimento e pavimentação rodoviária. “Esta ação promove a economia circular dentro das nossas unidades e reduz o impacto da disposição de rejeitos para o meio ambiente e a sociedade, além de ser uma alternativa confiável para a indústria da construção civil, que possui uma alta demanda por areia”, comenta Marcello Spinelli, vice-presidente executivo de Ferrosos da Vale.

A Areia Sustentável é considerada um coproduto do processo de produção do minério de ferro. O material extraído da natureza, na forma de rochas, passa por diversos processos físicos na usina de beneficiamento, como britagem, classificação, moagem e concentração, para se obter o minério de ferro. 

A Vale introduziu a Areia Sustentável na fase de concentração, onde o subproduto desse processo é novamente beneficiado até atingir a qualidade necessária para se tornar areia de uso comercial. A areia resultante do tratamento de minério de ferro é um produto 100% legal, com alto teor de sílica e baixo teor de ferro, além de alta uniformidade química e granulométrica. Segundo Jefferson Corraide, gerente executivo do Complexo Brucutu e Água Limpa, a areia não apresenta características perigosas em sua composição. 

“O processamento mineral para obtenção da areia é essencialmente físico, não alterando a composição dos materiais, portanto o produto não é tóxico”, afirma Corraide.

A Areia Sustentável da Vale foi aplicada em concreto e argamassa, além de ser atestada recentemente pelos laboratórios especializados Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Falcão Bauer e ConsultareLabCon. A mineradora já fechou fornecimento de mais de 1 milhão de toneladas de areia para venda ou doação em 2022. 

Os compradores são empresas com atuação em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e no Distrito Federal. A estimativa é que em 2023 esse número chegue a 2 milhões de toneladas. “Estamos nos preparando para escalar ainda mais a destinação de areia a partir de 2023. Para isso, estamos com um time de profissionais dedicados para este novo negócio e adequando nossas operações para atender às necessidades do mercado”, explica Rogério Nogueira, diretor de Marketing de Ferrosos da Vale.

Atualmente, a Vale está produzindo areia para comercialização e doação na Mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG). “As nossas minas no estado fornecem um material arenoso rico em sílica que pode ser aplicado em diversas indústrias. Estamos trabalhando com diversas instituições, entre universidades, centros de pesquisa e empresas brasileiras e estrangeiras, para o desenvolvimento de novas soluções que aproveitem o rejeito do minério de ferro”, destaca André Vilhena, gerente de Novos Negócios da Vale.

Além de utilizar a infraestrutura existente nas minas de minério de ferro, a Vale conta com a rede ferroviária e rodoviária já desenvolvida para escoar a areia para os mercados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Distrito Federal. “Nosso foco principal, com essa atividade, é a sustentabilidade das nossas operações de minério de ferro, minimizando o passivo ambiental, além de buscar o fomento de emprego e renda por meio de novos negócios”, finaliza Vilhena.

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03/12/2021 17:33h

A expectativa é de que a produção de aço bruto cresça 14,7%, para 36 milhões de toneladas em 2021, enquanto as vendas internas devem somar 22,8 milhões de toneladas, 17% a mais quando comparado a 2020

O Instituto Aço Brasil prevê que o consumo aparente de aço bruto em 2021 alcance 26,7 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 24,3% no consumo, impulsionado pela retomada do mercado interno após a crise de demanda provocada pela pandemia Covid-19 no último ano. 

A expectativa é de que a produção de aço bruto cresça 14,7%, para 36 milhões de toneladas em 2021, enquanto as vendas internas devem somar 22,8 milhões de toneladas, 17% a mais quando comparado a 2020. 

Com relação a 2022, o Instituto Aço Brasil (IABr) prevê que a produção brasileira de aço bruto terá crescimento de 2,2%, alcançando 36,8 milhões de toneladas e as vendas internas aumentem 2,5% na comparação com este ano, chegando a 23,3 milhões de toneladas, enquanto o consumo aparente deve crescer 1,5%, atingindo 27,0 milhões de toneladas. 

A entidade informa que o mercado doméstico está abastecido e que os preços das commodities - que pressionaram os preços dos produtos siderúrgicos ao longo de 2020 e em parte de 2021 - vem se estabilizando e até mesmo decrescendo para alguns insumos.

O grau de utilização da capacidade instalada do setor ainda é muito baixa, em torno de 70%. O aumento da produção de aço busca atender à retomada das exportações, o que permitiria reduzir a ociosidade existente atualmente, elevando o grau de utilização da capacidade instalada do setor para níveis mais próximos ou acima de 80%, considerado mundialmente como o mais adequado para operação das empresas. 

Mas o Aço Brasil afirma que para viabilizar as vendas externas é necessário recompor a competitividade dos setores exportadores, como a indústria do aço, por meio do retorno do mecanismo do REINTEGRA que ressarce, parcialmente, os resíduos tributários embutidos nas exportações. O Reintegra é um mecanismo para evitar a taxação das exportações dos produtos brasileiros, conforme preconizado na Constituição Brasileira.

Nos últimos anos, houve um crescente estabelecimento de medidas protecionistas por vários países e, agora, é vista alguma flexibilização nas restrições às importações de aço, como é o caso das negociações entre os Estados Unidos e a União Europeia. Neste contexto, a indústria do aço brasileira tem a expectativa de que se reestabeleçam as negociações com o governo americano para revisão do sistema de quotas imposto aos produtos siderúrgicos brasileiros no âmbito da Seção 232, vigente desde 2018.

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02/12/2021 16:22h

Webinar realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM) trouxe pontos importantes sobre a norma das barragens

A última edição de 2021 do webinar da Série Mineração e Sociedade debateu o impacto das novas normas de segurança de barragens na mineração. 
Participaram do evento Luis Paniago, gerente de Segurança de Barragens de Mineração e superintendente-substituto de Produção Mineral da Agência Nacional de Mineração (ANM); Wilson Borges, Head de Relações governamentais e Gestão fundiária da Lundin Mining e diretor da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração(ABPM) e Sandro Magalhães, vice-presidente de Operações da Yamana Gold - Brasil & Argentina. O debate teve a mediação de Luís Maurício Azevedo, presidente da ABPM e Miguel Nery, gerente executivo da entidade. 

Luis Paniago da ANM explicou os principais aspectos da nova resolução da ANM que vai disciplinar novas normas de segurança de barragens na mineração do país. “Estamos unificando cinco normativos em um só. A novidade é que o regulamento traz orientações de novas práticas em segurança de barragens”, explicou. 
Wilson Borges considera as mudanças na legislação necessárias, mas pode “criar algumas restrições, inviabilizando operações com planos de aproveitamento já liberados”. Borges também destacou a importância da comunicação envolvendo as comunidades no entorno dos empreendimentos e interação com a ANM para que as empresas possam se adequar às novas normas.

Sandro Magalhães citou a importância do diálogo entre governo, empresas e entidades do setor para melhorar a gestão das barragens no país, que segundo ele, equipara o Brasil a padrões mundiais. O evento pode ser visto na íntegra. 

 

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30/11/2021 16:55h

O Congresso será online entre 29 de novembro a 3 de dezembro

O VI Congresso Brasileiro de Carvão Mineral (CBCM) acontece entre 29 de novembro e 3 de dezembro e tratará das novas tecnologias de sustentabilidade do carvão mineral no mundo e a criação de novos produtos voltados à Captura de Carbono. Além de pesquisadores nacionais e internacionais, o Congresso contará com personalidades da cadeia produtiva e do governo, como o ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Cesar Pontes e a presidente da Associação Mundial de Carvão Mineral, Michelle Manook.

Além deles, ainda estarão presentes o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Pedro Paulo Dias Mesquita Bento e a vice-presidente para assuntos internacionais do Conselho Nacional de Pesquisa da Espanha (CSIC), Angeles C. Borrego. “Temos muito trabalho e investimento em tecnologia sustentável e muitos pesquisadores envolvidos, pois o carvão mineral está muito presente no mundo. Essa sustentabilidade do carvão vem através da eficiência e na busca de um combustível de baixo carbono. A presença de tantas personalidades importantes dá ainda mais corpo para essas pesquisas”, conta o presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral, Fernando Luiz Zancan.

O IV CBCM será totalmente online entre 29 de novembro a 3 de dezembro, e contará com palestras, sessões técnicas, mesas redondas, minicursos e visitas técnicas. A programação completa e as inscrições para o evento podem ser feitas através do site do IV CBCM.
 

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30/11/2021 16:45h

Conclusão das obras no dique 5, em Itabira (MG), representa avanço no compromisso da empresa de eliminar todas as suas barragens a montante no país

As obras de descaracterização do dique 5 da barragem Pontal, em Itabira (MG), estão concluídas. A estrutura perdeu suas características de barragem a montante e não exerce mais a função de armazenar rejeitos. O trabalho foi executado com a adoção rigorosa de protocolos de prevenção à Covid-19.

Desde 2019, a Vale já eliminou sete barragens a montante no país. A mais recente, em julho, havia sido a barragem Fernandinho, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No total, quatro estruturas em Minas Gerais e três no Pará já foram descaracterizadas e reintegradas ao meio ambiente.

Outras 23 estruturas, todas em Minas Gerais, terão suas características a montante eliminadas. Os projetos estão com ações em andamento e são acompanhados pelos órgãos reguladores, Ministério Público e auditorias técnicas independentes. A Vale reforça o compromisso assumido em 2019 de eliminar todas as suas barragens a montante no país, no menor prazo possível, tendo como prioridade a segurança das pessoas e do meio ambiente.

A conclusão da obra do dique 5, que ainda será avaliada pelos órgãos competentes, representa o avanço do Programa de Descaracterização e do comprometimento da Vale com uma abordagem mais transparente e segura na gestão de suas barragens. O cronograma do Programa de Descaracterização e demais informações sobre a gestão de barragens da Vale estão disponíveis e são permanentemente atualizados no site. 

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29/11/2021 18:30h

Este avanço da tecnologia irá economizar 1.000 toneladas de emissões de carbono por ano

O Grupo Yara lançou o primeiro navio-cargueiro 100% elétrico e autônomo do mundo, o ‘Yara Birkeland’, um avanço tecnológico e ecológico da empresa para contribuir para reduzir o impacto ambiental. 

O navio poderá transportar até 120 contêineres de fertilizantes de uma fábrica na cidade de Porsgrunn até o porto de Brevik, a cerca de 10 km de distância.

Com isso, cerca de 40 mil viagens de caminhão serão evitadas anualmente para o mesmo propósito. "Certamente, houve dificuldades, contratempos, por isso é ainda mais gratificante estar aqui e ver que conseguimos", disse o CEO da Yara, Sveint Tore Holsether.

O ‘Yara Birkeland’ tem 80 metros de comprimento e 3.200 toneladas em peso morto, e iniciará agora uma série de testes no biênio 2022 e 2023. Com isto, a Yara pretende que o navio funcione com cada vez menos tripulantes. A ponte de comando deverá desaparecer dentro de "três, quatro ou cinco anos", detalhou Holsether. Assim, espera-se que o navio consiga percorrer seu trajeto diário de 7,5 milhas náuticas, por seus próprios meios, apenas com a ajuda de sensores. 

"Muitos dos incidentes que ocorrem nos navios são causados por erros humanos, pelo cansaço, por exemplo", explicou o chefe de projetos, Jostein Braaten. "As operações autônomas podem garantir uma viagem segura", acrescentou.

Nos próximos meses, a equipe se dedicará à "aprendizagem" da embarcação, para que ela possa começar a navegar de maneira autônoma. "Em primeiro lugar, temos que detectar que existe algo, entender que é um caiaque e, depois, determinar o que se deve fazer", comentou Braaten.

O setor marítimo é responsável por quase 3% do total das emissões de gases do efeito estufa relacionadas às ações humanas e pretende reduzi-las em 40% até 2030, e em 50% para 2050. 

Segundo os últimos dados disponíveis da Organização Marítima Internacional (OMI), as emissões do setor passaram de 962 milhões de toneladas de gases em 2012 para mais de 1 bilhão de toneladas em 2018. 

O "Yara Birkeland" representará uma economia de 678 toneladas de CO2 por ano, um valor ínfimo para o combate à mudança climática. Além disso, os especialistas acreditam que esse tipo de transporte não poderá ser generalizado.

 "As embarcações não precisarão apenas de autonomia para cobrir grandes distâncias, mas que os terminais portuários também estejam equipados com estações de recarga adaptadas. Por isso, existe um desafio que não é somente tecnológico, mas também de infraestruturas de recarga que requerem coordenação de muitas partes", concluiu Braatern.

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25/11/2021 16:40h

O projeto Boa Esperança está localizado no município de Tucumã, estado do Pará, a cerca de 40km da cidade e pode ser acessado através da rodovia PA-279, que liga as cidades de Xinguara e São Félix do Xingu. Em Xinguara há ligação com a BR-155, que leva à cidade de Marabá

A Ero Copper, através da Mineração Caraíba S.A., deve iniciar, em abril de 2002, a implantação do projeto Boa Esperança, no Pará, para o qual está previsto um investimento de US$ 294 milhões na implantação e mais US$ 196 milhões em sustaining. 

O projeto Boa Esperança está localizado no município de Tucumã, estado do Pará, a cerca de 40km da cidade e pode ser acessado através da rodovia PA-279, que liga as cidades de Xinguara e São Félix do Xingu. Em Xinguara há ligação com a BR-155, que leva à cidade de Marabá. 

O depósito foi adquirido pela Mineração Caraíba S.A. (controlada pela Ero Copper) da Codelco, em 2007 e contém 32,6 milhões t de recursos medidos, sendo 7,117 milhões t com teor de 2,16% Cu mais 25,476 milhões t com teor de 0,60% Cu. Os recursos indicados somam aproximadamente 15,0 milhões t, das quais 1,661 milhão t com teor de 2,27% e 13,433 milhões t com teor de 0,51%. 

Os recursos inferidos alcançam 554 mil t, sendo 40,5 mil t com teor de 2,69% e 514,4 mil t com teor de 0,49%. As reservas totais são de 43,05 milhões t, com teor de 0,83% Cu, totalizando 356,6 mil t de cobre contido. 

A lavra deverá ser feita a céu aberto e o tempo de vida útil previsto para a mina é de 12 anos. O estudo considerou que nos cinco primeiros anos a operação de pré-estriping e lavra seria terceirizada. A partir de então e até o final da vida útil da mina, a operação de lavra seria própria. A escala de produção de ROM (minério bruto) seria de 4 milhões t/ano. 

No processamento, prevê-se sistema de britagem em três estágios, moagem com moinho de bolas, flotação e circuitos de desaguamento tanto para o cobre quanto para os rejeitos de pirita, que serão estocados a seco. 

O suprimento de energia será feito pela Equatorial Energia Pará, que confirmou a viabilidade de atendimento a um pico de demanda de 25MW por meio de uma linha de 138kV entre a subestação principal na mina e a subestação próxima a Tucumã. A linha de transmissão terá 45km e levará 21 meses para ser completada. 

Para embarque do concentrado, a empresa deverá utilizar o porto de Barcarena, sendo o transporte entre a mina e o porto realizado por caminhões. 

O capex previsto de US$ 294,2 milhões está assim distribuído: mina a céu aberto (incluindo aquisição de caminhões) – US$ 55 milhões; manuseio de minério – US$ 22,8 milhões; planta de processamento – US$ 62,6 milhões; instalações para tratamento e disposição de rejeitos – US$ 14,6 milhões; infraestrutura no site – US$ 42,4 milhões; infraestrutura fora do site – US$ 28,7 milhões; custos indiretos (propriedades, contingências e outros) – US$ 68,1 milhões. Já os custos operacionais estão estimados em US$ 74,2 milhões/ano, dos quais os principais são mineração (US$ 37,8 milhões) e processamento (US$ 22,9 milhões).

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24/11/2021 18:32h

A produção projetada pela empresa para estes três anos em todas suas operações de cobre deve ficar entre 258 mil a 282 mil toneladas em 2022, entre 250 mil e 274 mil toneladas em 2023 e de 262 mil a 286 mil toneladas do minério em 2024

A Lundin Mining prevê que a produção na mina de Chapada, localizada em Alto Horizonte no estado de Goiás, deve aumentar e atingir a faixa entre 53 mil e 58 mil toneladas de cobre para o próximo ano e permanecer entre 50 mil toneladas e 55 mil toneladas para o biênio 2023/2024. 

A produção projetada pela empresa para estes três anos em todas suas operações de cobre deve ficar entre 258 mil a 282 mil toneladas em 2022, entre 250 mil e 274 mil toneladas em 2023 e de 262 mil a 286 mil toneladas do minério em 2024. 

Segundo a Lundin Mining, espera-se que a produção de cobre seja modestamente maior no segundo semestre do ano, principalmente devido ao perfil de teor previsto e as considerações operacionais sazonais. A previsão de produção de ouro é de 70.000-75.000 onças para 2022 e, da mesma forma, modestamente ponderada para a segunda metade de 2022 devido ao perfil de teor previsto e considerações operacionais sazonais. 

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Em 2023 e 2024, a produção de ouro deve ser de 65.000-70.000 onças e 60.000-65.000 onças, respectivamente. A produção total de ouro no triênio vai variar de 153.000 a 163.000 onças (2022), 155.000 a 165.00 onças (2023) e 153.000 a 163.000 onças (2024). Em Chapada, os custos de caixa são estimados em aproximadamente US$ 1,60/lb de cobre em 2022, após créditos de subprodutos de ouro não onerados. 

O aumento previsto nos custos de caixa de Chapada calcula os maiores custos com consumíveis e menores valores de estoque. Os efeitos dos contratos de fluxo de cobre são refletidos na receita de cobre realizada. Já os investimentos em Chapada para 2022 são estimados em US$ 65 milhões neste ano, o que inclui aproximadamente US$ 20 milhões para remoção de rejeitos, US$ 20 milhões para TSF (Instalações para estocagem de rejeito) e sistemas de gestão de água e US$ 10 milhões para minas e equipamentos móveis.
 

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23/11/2021 19:15h

No acumulado de 2021, de janeiro a outubro, a produção de aço bruto no Brasil somou 30,3 milhões de toneladas, alta de 19,2% na comparação com 2020

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O Instituto Aço Brasil (IABr) divulgou que a produção brasileira de aço bruto atingiu 30,3 milhões de toneladas de janeiro até outubro de 2021, o que representa um crescimento de 19,2% sobre o mesmo período do último ano. A produção de laminados e a de aços semiacabados para vendas somaram 22,4 milhões de toneladas e 6,9 milhões de toneladas, acréscimos de 25,9% e 6,1%, respectivamente, nos dez primeiros meses de 2021, quando comparado ao mesmo período de 2020. 

As vendas alcançaram 19,4 milhões de toneladas até outubro, 23,1% a mais que no mesmo período do ano passado, enquanto o consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 22,7 milhões de toneladas no acumulado até outubro de 2021, o que significa 31% de alta na comparação com os dez meses iniciais de 2020. 

As importações alcançaram 4,2 milhões de toneladas no acumulado até outubro de 2021, um aumento de 159,1% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 4,1 bilhões e avançaram 129,3% no mesmo período de comparação. Já as exportações atingiram 9,1 milhões de toneladas
até outubro, ou US$ 7,5 bilhões, o que representa, respectivamente, retração de 2% e aumento de 65,6% na comparação com o mesmo período de 2020.

Apenas em outubro de 2021, a indústria siderúrgica produziu 2,9 milhões de toneladas de aço bruto, um aumento de 3,1% frente ao mesmo mês de 2020. Já a produção de laminados foi de 2,2 milhões de toneladas, 0,7% inferior à registrada em outubro de 2020, enquanto a de semi acabados para vendas chegou a 685 mil toneladas, um aumento de 4,1% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2020. 

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As vendas internas recuaram 14,7% frente ao apurado em outubro de 2020 e atingiram 1,7 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 2 milhões de toneladas, 5,9% inferior ao apurado no mesmo período de 2020.

As vendas externas somaram 1,2 milhão de toneladas, ou US$ 1,1 bilhão em outubro de 2021, o que corresponde a aumentos de 58,5% e 170,2%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2020. As importações foram de 369 mil toneladas em outubro de 2021 e US$ 421 milhões, uma alta de 126,5% em quantum e 154,8% em valor na comparação com o registrado em outubro de 2020.
 

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Brasil 61